EDITORIAL – 12 DE DEZEMBRO

10 de dezembro de 2009

 

No dia 10 de dezembro de 1948, foi aprovada, pela Assembléia Geral das Naçíµes Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Por ser o primeiro documento internacional que afirma a universalidade dos direitos fundamentais e a igualdade entre todos os seres humanos, a declaração é considerada um marco para a proteção e respeito ao Ser individual e seus direitos perante seus pares. Mas parece que a hipocrisia também tomou conta de uma data que foi criada par servir como dia de   reflexão da sociedade sobre as palavras Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Polí­ticos inescrupulosos utilizam conceitos subjetivos sobre a compreensão destes três temas que são pilares de qualquer projeto de civilidade e acabam manipulando massas contra tudo e contra todos.

 

Liberdade é o princí­pio mais natural dos seres. A realização e satisfação de cada um de nós humanos parece estarem ligadas de forma diretamente proporcional í  nossa capacidade de trabalhar, viver entre famí­lia, amigos e colegas e buscar nossas preferências individuais sem sermos atrapalhados por outras pessoas ou por leis restritivas em demasia. Liberdade, portanto, é a busca original de qualquer ser em seu instinto, e as polí­ticas públicas deveriam levar isto em conta, o que nem sempre tem acontecido.

 

 Fraternidade se trata de uma busca também natural de seres inteligentes no sentido de conseguir se colocar í  disposição de ajudar seu par no planeta através de exemplos, idéias e experiências acumuladas. Este conceito é uma virtude que í s vezes é confundida com interferência, muito normal de ocorrer entre pessoas incultas e muito que sua distorção é também utilizada por polí­ticos e lí­deres inescrupulosos para chegarem a seus intentos. Querer mudar o outro através da força de atos ou através de leis é o contrário do conceito de fraternidade. Fraternidade é educar e dar condiçíµes para o outro decidir sua vida, e não decidir a vida por ele como muitos acham que é, e outros, o que é pior, se aproveitam da subjetividade da compreensão deste conceito para manipular situaçíµes.

 

A Igualdade, esta sim, é a lí­der de manipulação por parte de espertos ou por parte de preguiçosos que querem explicar suas incompetências em certas coisas fazendo verdadeiras apologias ao dito direito í  igualdade, mas  mal compreendido. Polí­ticos penetram em bairros pobres dizendo para seus moradores que Igualdade é ter direito a ter as coisas materiais que outras pessoas conquistaram. Mas Igualdade é ter o direito a competir em ambiente igualitário para chegarmos í s nossas buscas individuais e conseguirmos ou não termos os bens de nossos pares conseguiram. Se a conquista dos bens está desigual, igualdade é mudar as leis e não achar que quem tem mais está sendo o culpado da injustiça social. E mudar as leis não é mudar para tirar de uns para dar aos outros. Mudar a lei se trata de mudar através de intervençíµes públicas o ambiente competitivo e social.

 

O resultado desta moda de partidos polí­ticos manipularem massas de pessoas com o distorcido conceito de Liberdade, Fraternidade e principalmente o  de Igualdade está gerando grandes grupos de famí­lias e pessoas que estão perdendo sistematicamente sua verdadeira liberdade de ir, vir, ser e  escolher. Ao concordarem com polí­ticos que apóiam a interferência crescente de polí­ticas públicas em suas vidas cidadãs e econí´micas, estão praticamente assinando um contrato de submissão para com o sistema estabelecido. Ao se subverterem í s promessas de favores interferenciais de homens público em troca de votos, estão   achando que estão ganhando direitos, mas na verdade estão perdendo o direito a valorizarem seus  direitos e deveres como cidadãos do mundo de seus paí­ses, de seus Estados federativos, de suas cidades e de seus bairros.

 

 Direito í  Igualdade é ter direito de ter deveres igualmente como seu par. Direito í  igualdade não é de forma alguma ter direito a receber favores públicos. Direito í  igualdade é valorizar o orgulho que sentimos quando estamos exercendo nossas obrigaçíµes de forma igualitária perante nossos pares, independente de poder econí´mico, sexo, cor ou nacionalidade.

 Comemorar direitos humanos deveria ser comemorar declaraçíµes de liberdades dos seres;   não comemorar o aumento de seres submissos ao sistema que ganham comida em troca de votos.  


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