OPOSIí‡íO ALERTA SOBRE SUPOSTAS INVERDADES” DIVULGADAS PELO GOVERNO NíLVIA

25 de março de 2013

 

Na última sessão da Câmara Municipal de Torres, dois vereadores do PMDB reclamaram sobre o que chamaram de inverdades divulgadas pelo atual governo, liderado por Ní­lvia Pereira desde sua assunção, no dia 1 º de janeiro passado. A chegada de verbas de em torno de R$ 8 milhíµes, para o novo acesso sul, que será construí­do a seguir; a liberação de R$ 3 milhíµes pela FUNASA (Fundação Nacional de Saúde) foram e ainda são os principais focos de discórdia entre a situação e a oposição, oposição liderada pelo PMDB, que ficou 8 anos no poder, aqui em Torres.

 Mas acusaçíµes sobre a situação atual da prefeitura, feitas pela prefeita em algumas matérias divulgadas pela assessoria da municipalidade, também acabaram virando tema de debate. O marqueteado sucateamento das máquinas da prefeitura e o estado das vias da cidade, dito em vários materiais também oriundos da assessoria de marketing do governo Ní­lvia, acabou cutucando o brio dos peemedebistas, praticamente a única oposição ao governo atual, já que PTB e o PC do B não atacam projetos, mesmo após os partidos receberem vagas na Câmara militando junto í  oposição no pleito de outubro passado, liderada pelo PMDB.

 

 O povo não é bobo. Queremos respeito í  Verdade

 

O vereador Alessandro Bauer desabafou em seu espaço na tribuna. Ele afirmou que em sua opinião, o governo anterior teve total responsabilidade sobre a conquista dos R$ 11 milhíµes que foram disponibilizados para a municipalidade nos últimos dias.   Bauer fez o histórico da luta do governo João Alberto para conquistar, através de projetos e várias visitas a vários ministérios, os R$ 7 milhíµes do acesso da Zona Sul. Ele esbravejou, ainda, sobre a falta de espí­rito republicano do PT de Torres, que, através de um e-mail, que o vereador leu na tribuna, acabou brecando a vinda dos R$ 3 milhíµes da Funasa, mesmo após o ex-secretário do Meio Ambiente ajustar os projetos conforme exigências da entidade.

O povo não é bobo, esbravejou Alessandro. Não queremos brecar o desenvolvimento da cidade e comemoramos que este novo governo receba dinheiro para o crescimento de Torres, mas exijo que haja respeito í  verdade, disse o vereador.

Já o vereador Marcos Klassen, que foi gerente na secretaria de obras durante os últimos anos do governo do PMDB, focou sua revolta ao anunciado pelo governo Ní­lvia sucateamento das máquinas da prefeitura.  Marcos lembrou que, ao contrário, o governo anterior adquiriu várias máquinas novas e lamentou sobre como o governo João Alberto recebeu o parque de máquinas do governo Milanez.

 

Ovo ou galinha

 

Esta questão do pai da criança é recorrente na polí­tica. Polí­ticos se apropriam de verbas por virem de suas siglas, o que pode estar ocorrendo pela atitude do governo Ní­lvia, já que as verbas para a entrada sul são do PAC e as verbas da FUNASA são do governo federal, de Dilma, que é do PT. Mas o PMDB também está representado no governo. O vive Michel Temer é peemedebista e o governo Dilma depende sobremaneira dos parceiros do PMDB.

Importante alertar o leitor é que, em geral, todas as verbas que entram em um governo municipal no primeiro ano de mandato (pelo menos) são oriundas de açíµes de anos anteriores. Portanto, neste caso, os vereadores da oposição, aqui em Torres, têm razão.

Certamente, os primeiros anos do governo João Alberto também surfaram em ondas plantadas pelo governo anterior, de João Batista Milanez. A inauguração da usina de lixo, por exemplo, foi um fato. O governo í  época, pouco lembrou que o projeto foi elaborado pelo governo do antecessor, assim como os recursos foram conseguidos, também, pela equipe do governo Milanez. Lembrou muito sobre o incêndio criminoso que ocorreu no local, o que abafou muitos os í´nus.

Quanto ao sucateamento de máquinas, a questão é complexa. O conceito de sucateamento é subjetivo. Mas, com certeza, a máquina pública funcionava antes do governo Ní­lvia com muita eficiência. Pode ter sido pouco eficaz, por conceitos dos novos donos do poder. Mas muitas obras foram realizadas, na cidade e no interior. E sem máquinas isto não poderia ocorrer.

í‰ claro que a manutenção do parque de máquinas é dispendiosa. E, também é claro, que governos que perdem a eleição, que ocorre em outubro, naturalmente abandonam parte da manutenção preventiva do maquinário, uma mazela polí­tica generalizada.


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