Na manhã da última sexta-feira (07), um encontro reuniu dezenas de pessoas na praça Getúlio Vargas (em frente a Igreja Santa Luzia), e chamou a atenção para um problema que há tempos vêm gerando polêmica aqui em Torres. Estudantes, professores e funcionários da escola Jorge Lacerda, bem como cidadãos que moram nas proximidades do local, uniram-se para um "abraço solidário" pela praça, pedindo maior segurança no espaço a partir da retirada dos moradores de rua que ali se estabeleceram.
O ato foi simbólico, mas faz refletir sobre o direito ao uso dos espaços públicos, que deveriam poder ser compartilhados entre todos os cidadãos "Muitas pessoas da comunidade sentem-se incomodada com a presença dos moradores de rua na praça Getúlio Vargas, uma vez que eles se apropriaram do local como se fosse sua casa. Porém, uma praça é um patrimí´nio público que pertence a todos. Esperamos que as autoridades do município façam sua parte pela segurança dos cidadãos", indicou Iarandu Cardoso, um dos organizadores do abraço solidário.
abusos, obscenidades e falta de respeito
Para realizar a manifestação na praça Getúlio Vargas, os moradores de rua que ali ‘habitam’ foram retirados do local pela Brigada Militar, que vêm prestando pleno apoio a causa. A diretora da escola Jorge Lacerda, Cleusa Munari, indica que os moradores de rua, além de terem se tornados ‘inquilinos’ da praça Getúlio Vargas, ainda perturbam os alunos do colégio. "Uma das mulheres que mora na praça entra eventualmente aqui na escola, e já assustou e até bateu em estudantes do Jorge Lacerda, o que torna a situação ainda mais séria".
Os alunos do colégio também manifestaram seu desgosto com algumas açíµes dos moradores de rua. "Eles estão quase sempre bêbados, e ficam falando obscenidades quando passamos pela praça", afirma a estudante Renata, 15 anos. "Mais de uma vez vimos eles urinando e defecando no meio da praça", denuncia o aluno Douglas, 13 anos. Já a cidadã Celina Ten Caten recomenda a colocação de mais bancos na praça Getúlio Vargas (como forma de , e conclui: "Pagamos nossos impostos e vimos esta praça ser recentemente revitalizada. í‰ uma pena que a população sinta-se incomodada de passar pelo local por causa dos moradores de rua".
Também presente no ato popular, o vereador Carlos Tubarão (PMDB) manifestou sua opinião sobre o assunto. "A praça deve voltar a ser efetivamente da comunidade. A administração Municipal também deve tomar providências, ajudar a encontrar um local adequado para alojar os moradores de rua que são da aqui da nossa cidade, e mandar os andarilhos de outras localidades de volta para seus municípios", analisou o vereador.
E o abraço solidário parece ter realmente surtido efeito. Até esta quinta-feira (11), ao menos, os moradores de rua não haviam ocupado a praça novamente.


