Mobilidade Urbana

15 de abril de 2013

Urbes são os agrupamentos residenciais humanos que formam desde as pequenas até as grandes cidades, chegando a formar as megalópolis com milhíµes de habitantes em espaços geográficos que vão se alastrando indefinidamente sem as menores condiçíµes de habitabilidade nas suas periferias. Nessas cidades os homens moram, trabalham, divertem-se, convivem, transitam. A necessidade de locomoção natural a pé, caminhando, exercitando o corpo torna-se cada vez mais difí­cil pelas distâncias cada vez maiores a serem percorridas. Surgiu a necessidade de transporte, modernamente, o transporte individual em carros, motos e bicicletas e o transporte coletivo em í´nibus, metrí´s e trens. Movimentar-se nas cidades requer dinamismo e rapidez em vias trafegáveis, sinalizadas, racionalizadas. Num paí­s como o Brasil que incentiva a compra e o uso de motocicletas e automóveis cuja demanda de consumo não é acompanhada da ampliação de ruas e estradas no mesmo ritmo ficamos sujeitos aos engarrafamentos e í  lentidão. A mobilidade urbana foi se tornando um verdadeiro caos, inclusive nas pequenas cidades, em especial nas cidades turí­sticas que recebem um número grande de visitantes em determinadas épocas.

                      Torres, cidade turí­stica por vocação, enfrenta a cada dia e a cada temporada mais dificuldade na locomoção dos moradores permanentes, dos veranistas periódicos e dos turistas eventuais. Nossa população fixa vem aumentando não só em função dos nascimentos, mas também pela vinda de novos moradores que buscam trabalho ou vem transferidas por seus empregos junto a outros que buscam melhor qualidade de vida no litoral.  Assim, nossa urbe cresce em população, crescimento que não vem sendo acompanhado por melhorias no transporte coletivo nem na trafegabilidade nas vias existentes na cidade. As ruas asfaltadas são esburacadas não só pelo desgaste natural, mas também pela abertura de valas para colocação de encanamentos que deixam cicatrizes que se transformam em buracos intrafegáveis. Em pleno século XXI estamos na era da pedra lascada, a maioria das nossas ruas são calçadas com pedras irregulares sobre areia, numa combinação verdadeiramente impossí­vel de resistir ao trânsito resultando em ruas irregulares, cheias de lombas e buracos, feias e, não raro, intrafegáveis. Não temos ciclovias, as calçadas ou passeios para os pedestres são irregulares tanto em larguras quanto em pavimentação. A acessibilidade para cadeirantes ou pessoas com dificuldades de andar é bastante difí­cil. í‰ preciso urgentemente medidas corretivas para esse caos urbano.

                      Nossa Prefeita tem feito reuniíµes com os bairros escutando atentamente as queixas dos moradores, suas dores e necessidades buscando obter um diagnóstico realista. Gostamos disso e aguardamos ansiosamente medidas corretivas e inovadoras, apenas tememos por certo conceito um tanto confuso sobre a mobilidade urbana. Na visita ao nosso bairro pedi para analisar um estreitamento de rua em ponto nevrálgico onde a largura da calçada de um lado é muito grande e a rua é muito estreita, sendo viável estreitar a calçada e alargar a rua melhorando a passagem de veí­culos por aquele verdadeiro gargalo ao que recebi como resposta um sonoro não porque, segundo ela, pela necessidade de mobilidade urbana é preciso alargar as calçadas e estreitar as ruas. Será?   Penso diferente, pois há ruas estreitas que tem trânsito de veí­culos mais intenso e o trânsito de pedestres menos intenso em calçadas muito largas, bom exemplo disso é a Rua Cel. Pacheco; em outras ruas e avenidas o canteiro central é muito largo e mal cuidado e o trânsito de veí­culos é intenso como na Gal. Osório, sendo possí­vel estreitar o canteiro central e alargar a rua.   Devido í s diferenças de cada área é preciso um mapeamento e um estudo minucioso e competente para melhorar, justamente, a mobilidade urbana, não esquecendo nunca que se queremos incentivar o uso de bicicletas e as caminhadas é preciso criar ciclovias e melhorar o nivelamento e a pavimentação das calçadas ou passeios. Nenhuma regra pode ser irreversí­vel, é preciso adequação de soluçíµes para cada problema. Tudo é passí­vel de solução e, em Torres, são soluçíµes viáveis e econí´micas, pois não há necessidade de construção de viadutos, passarelas, túneis, há necessidade de obras de superfí­cie, de unificação, de criatividade, de embelezamento, de instalação de mobiliário urbano. Mas que seja tudo bonito e bem pensado. Não pode mais acontecer como os postes da Nova Orla onde um governo nem acabou de colocar e o próximo já fala em trocar… í‰                 preciso fazer um bom diagnóstico, racionalizar as dificuldades, fazer bons planejamentos, buscar recursos e, de fato, executar e concluir cada obra. Chega de coisas inacabadas, chega de refazer o que foi feito. Queremos soluçíµes já que agora, finalmente, as estrelas estão alinhadas!

 

 

                     

 


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