Por: Fausto Araújo Santos Jr.
A prefeitura anunciou que vai trocar as luminárias NOVAS do Calçadão, na Praia Grande e na Prainha. Trata-se em minha opinião de desperdício de dinheiro público. Embora a prefeita diga que ouviu pessoas e que a constatação foi de que o equipamento é bonito, mas que se mostrou ineficiente, os argumentos não me convencem. E parece que tudo fica em uma questão de gosto. E gosto não se discute: os administradores têm todo o direito de trocar o equipamento, mesmo sendo desperdício e troca de conceito.
Algumas pessoas já apelidaram as luminárias de bonitinhas, mas ordinárias, o que discordo. Os problemas elencados são TODOS solúveis, SEM retirar as luminárias, senão vejamos:
· A depreciação das luminárias são, todas, oriundas de caminhíµes altos. Por não ter ciclovias (ainda) os caminhoneiros incautos acabam estacionando na horizontal e batem nas luminárias, que são mais baixas que os baús de alguns caminhíµes. Com a ciclovia, o problema acaba.
· A queima de luz é normal. Lâmpadas de qualquer luminária queimam. E vale í pena manter as mesmas acesas, pois é no lugar mais turístico da cidade. Portanto, pra mim é uma questão de decisão política manter as lâmpadas funcionando, ao invés de colocar a manutenção no mesmo rodízio de TODA A CIDADE, como era feito no governo João Alberto.
· A dita falta de eficiência na iluminação do equipamento, pode ser resolvida AUMENTANDO a potência das lâmpadas. E pode ser resolvida, também, colocando luminárias similares no outro lado da avenida.
Portanto, parece que é uma questão de gosto e uma questão de, de certa forma, derrubar um conceito de uma obra feita em administração adversária. Tudo pode e os gestores possuem autonomia (ainda bem) para trocar o equipamento. Mas que é um desperdício, não podemos deixar de registrar. Uma questão de gosto!
Fogo amigo I
Vereadores do PP, coligados com a prefeita Nílvia (PT) e do mesmo partido do vice-prefeito Brocca (PP), pediram informação í prefeitura sobre a nominata de TODOS os cargos da municipalidade. Um vereador pediu informaçíµes sobre os cargos estáveis (concursados) e outro pediu sobre os CCs e contratos especiais (que não deixam de ser CCs).
Trata-se de fogo amigo e que deve acender uma luz no governo Nílvia. Como são da chamada base aliada, os vereadores poderiam fazer isto sem formalidades, simplesmente pedindo para a secretaria de administração. Se a esperada transparecia dos atos (que é lei a partir de meados de maio) estivesse em operação, todos (inclusive nós, simples viventes) teríamos (como teremos) acesso a todos os nomes, salário, função e salário total, com as gratificaçíµes. Além das diárias e outras informaçíµes.
Talvez com a transparência, vereadores percam a oportunidade de jogar para a torcida e atirar com fogo amigo contra a administração que estão coligados, de certa forma Cuspindo no prato de comida que receberam. Com a transparência, tudo se resolve… e tudo fica í s claras. Mas que é fogo amigo, ah, isto é… Olho no lance.
Fogo amigo II
A vereadora Lú também não deixou passar e de certa forma disparou um rojãozinho contra seu próprio partido, que está no poder. Na sessão passada, a edil reclamou da repetição pela administração atual de métodos como ela disse da anterior. í‰ que a prefeitura tem insistido em mandar projetos para serem aprovados antes dos ritos legais, qual seja: que passa pela primeira sessão, dá tempo de leitura, passa pela segunda sessão e é encaminhada, após, para as comissíµes temáticas; e finalmente entra em terceira sessão para ser discutido e votado, já com os pareceres jurídico e da comissão.
Mas não. Os técnicos do governo Nílvia têm insistido em pedir para votar projeto no afogadilho como se chama o caso no jargão da política parlamentar. E a vereadora Lú não deixou escapar. Não vetou a votação, mas criticou, mesmo sendo do PT.
Já o presidente da casa, vereador Machado, também do PT, simplesmente deixou a coisa fluir, deixando que se repitam as mazelas criticadas por seu partido na legislatura anterior. Olho no lance!
Metralhadora amiga?
O PDT de Torres está em pé de guerra. Na verdade isto vem acontecendo desde o resultado da eleição do governo Nílvia, em outubro de 2012, eleição que o partido ajudou a ganhar. E tudo é por disputa de cargos dentro da administração.
Mas nesta semana a coisa encrespou… Um funcionário da prefeitura foi demitido de seu emprego pelo conselho político do governo Nílvia. E ele é do PDT. Nesta mesma semana, um dos grupos da agremiação tentou e não conseguiu filiar novos nomes no partido. Conforme informam os correligionários desta corrente, o presidente dos trabalhistas de Torres, André Pozzi, não teria aceitado as novas filiaçíµes. O pessoal, então, foi com as fichas í Capital, pedir abono do presidente estadual Romildo Bolzan: e conseguiu.
A agremiação realizará eleição no início de maio. Duas chapas devem concorrer. Uma a da reeleição de Pozzi. Outra, com outra nominata. Ou seja, as duas frentes vão se enfrentar nas urnas.
Caso mantenha-se Pozzi na presidência, a coligação com Nílvia deve continuar como está e os cargos do PDT devem se manter sem mudanças. Mas caso dê a outra ala, a cobra vai fumar… E a secretaria da Saúde é a mira do tiroteio… í‰ que a ala rebelde indicou outros nomes para a titularidade da pasta e recebeu um NíƒO absoluto. Olho no lance!
Mesma escola
A prefeita Nílvia deve estar com uma sensação ambígua referente í oposição ferrenha que vem exercendo o vereador Alessandro (PMDB) na Câmara. Por um lado, deve estar se incomodando com os questionamentos do edil quanto aos métodos novos da administração neste já mais de 100 dias de governo. Mas por outro, sabe que as atitudes do peemedebista são as mesmas que ela (Nílvia) utilizava quando era vereadora, quando era vereadora e da oposição, como é Alessandro.
Lembro bem do pedido de CPI que a ex-vereadora e agora prefeita liderou na casa, bem no início do governo João Alberto, lá por 2006. Ela mobilizou a base oposicionista, mexeu com alguns vereadores até da situação e quase que a Comissão Parlamentar de Inquérito foi instalada: perdeu no voto.
Lembro também dos questionamentos que a ex-vereadora fazia ao excesso de CCS. Os mesmos que agora tem de estar respondendo para seu pupilo. Mesma escola…
Eu acho que a melhor coisa que existe em uma cidade, é quando existem bem claros os dois lados da moeda. Oposição é como concorrência no mercado. Quem ganha é o eleitor, como na concorrência quem ganha é o consumidor.
PMDB na berlinda
Acho que o PMDB do RS está defronte de uma decisão vital para seu futuro. Presidente nacional da sigla, Michel Temer quer que o RS decida fazer palanque para a reeleição de Dilma no ano que vem. Mas acho que a sigla no RS está MUITO longe de se aproximar do PT. Ao contrario, hoje PMDB e PT no Estado é como se fosse um Grenal.
Parece que o único deputado federal que se posicionou contra Temer foi o litorâneo Alceu Moreira. E o presidente nacional e vice-presidente da república deixou as portas abertas para que os "insatisfeitos saíssem do partido.
Isto pode significar uma debandada geral do PMDB no RS. Com o aliciamento constante de nomes fortes da sigla por parte principalmente do novo PSD e outras siglas em formação; e com a quase absoluta convicção da maioria dos históricos da sigla da dificuldade de subir palanque com o PT, a agremiação no sul pode sair da eleição bastante desfalcada.
Quem deve estar gostando disto é o PSDB. Ele precisa justamente de força no sul (onde é pífio de nomes com densidade eleitoral) e oferece um candidato de ponta, Aécio Neves, para que os peemedebistas rebeldes subam no palanque com gosto. Olho no lance!


