19 anos sem Ayrton Senna e as mudanças de segurança na Fórmula 1

6 de maio de 2013

Na fotografia acima, em 1987, Senna nos seus tempos de Lotus

 

Dia 1 de maio de 1994. Dia em que o Brasil perdia um dos seus maiores í­dolos esportivos de todos os tempos. Ayrton Senna morreu em um trágico acidente no GP de San Marino, no autódromo de Imola, na Itália. Era um perí­odo no qual Brasil penava economicamente com uma inflação descontrolada, no qual o presidente Collor sofria processo de impeachment após envolvimento em corrupção, e a população brasileiro se encontrava, como sempre, desiludida.

Numa época de carência de heróis, antes da seleção brasileira de futebol conquistar o tetra, Senna era um dos   principais responsável por reviver o orgulho de ser brasileiro. A cada vitoria, ele fazia de questão de exibir a bandeira do paí­s e afirmar: Não fui somente eu que venci. O Brasil venceu comigo!". Senna conquistou 3 vezes o mundial de Fórmula 1, nos anos de 1988, 1990 e 1991.

Sua reputação de piloto veloz ficou marcada pelo recorde de pole positions, que só recentemente foi superado por Schumacher. Sobre asfalto chuvoso, Senna demonstrava grande capacidade e perí­cia. Algumas vitórias foram antológicas, assim como os duelos que Ayrton travava na pista. Alguns dos mais memoráveis momentos do í­dolo brasileiro foram contra seu principal rival, o francês Alain Prost. Os dois chegaram a ser companheiros de equipe na vitoriosa McLaren do final dos anos 80, e disputaram ferrenhamente a hegemonia na F1 entre 88 e 93, como companheiros, primeiro e depois como rivais declarados. A rivalidade entre eles é citada por muitos como uma das mais intensas da Fórmula 1 moderna.

 

fim dos acidentes fatais na F1

 

Alguns se esquecem, e os mais jovens as vezes nem sabem, mas no mesmo final de semana da morte de Ayrton Senna, um outro piloto também foi ví­tima de um acidente fatal no circuito de ímola, em 1994. Trata-se do austrí­aco Roland Ratzenberger, então um piloto ainda em teste pela já extinta equipe Simtek. Sua chance de correr na temporada de 1994 previa um contrato de cinco corridas, para que ele mostrasse um bom desempenho. Porém, ainda nos treinos livres para aquela que seria sua terceira corrida, o GP de San Marino, o piloto perdeu o controle do carro e chocou-se violentamente contra uma mureta. O choque com velocidade superior a 300 km/h, e a falta de medidas de segurança adequadas, culminou na morte deste pouco conhecido piloto de uma pouco conhecida equipe da F1.

Passados 19 anos das mortes de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna, a Fórmula 1 vive o maior perí­odo de sua história sem fatalidades. O acidente que vitimou Senna foi o estopim que chamou a atenção do mundo todo para a falta de segurança da categoria. Novas normas de segurança foram implementadas para a F1. Novas barreiras, curvas redesenhadas, altas medidas de segurança e o próprio cockpit dos pilotos foram mudanças feitas na F1, ligadas diretamente í  sua morte.

Daquele 1 º de maio de 1994 até hoje, muita coisa mudou e inúmeros acidentes fortí­ssimos resultaram apenas em feridos, como aconteceu com Michael Schumacher em no GP da Inglaterra de 1999, Ralf Schumacher nos EUA em 2005, Robert Kubica no Canadá em 2006 e Felipe Massa em 2009. Acidentes sérios, que provavelmente teriam resultado em mortes se acontecessem em outros tempos.

Ayrton Senna deu sinais claros de que iria levantar a bandeira da segurança. Lembrando de sua personalidade forte e seu peso na F-1, já que era o único campeão em atividade depois das saí­das recentes de Nelson Piquet, Nigel Mansell e Alain Prost, é fácil imaginar que ele conseguiria participar de uma transformação na F1. Infelizmente, foi necessária sua morte para que mudanças fossem feitas.

Sobre o risco inerente a F-1, Senna afirmava Não sei dirigir de outra maneira que não seja arriscada. Quando tiver de ultrapassar vou ultrapassar mesmo. Cada piloto tem o seu limite. O meu é um pouco acima do dos outros.

 


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