Presidente da Cãmara usa tribuna para clamar por melhorias estruturais para a Polí­cia Civil de Torres

6 de maio de 2013

Em tempos de decisão sobre o grande poder de investigação dado ao Ministério Público (ou não), em matéria que deverá ser votada no Congresso Nacional, parece que as delegacias de polí­cias em geral estão relegadas ao segundo plano. E será que isto não é uma forma dos defensores dos poderes do MP esvaziarem tarefas e colocarem o Ministério Público como solução?

Pelo menos é o que parece, se olharmos para as mazelas da situação da delegacia de Torres,  e que infelizmente se espalham pela maioria das DPs do RS e do Brasil. Há anos os delegados que por lá passam pedem para a sociedade aos polí­ticos torrense,  de forma repetitiva, por apoio comunitário no sentido de exigir do governo do Estado o mí­nimo de estrutura para o trabalho na delegacia.

 

Rebeldia de quem entende do assunto

 

Desta vez, foi a vez do o presidente da Câmara Municipal de Torres, vereador Antí´nio Machado (PT), em seu espaço na tribuna da casa legislativa durante a última sessão ordinária, realizada na segunda-feira retrasada (22), clamou por melhorias da delegacia de polí­cia de Torres. Clamou por melhorias em todos os sentidos, envolvendo recursos humanos, materiais e tecnológicos. E o vereador Machado mostrou alto grau de sinceridade e coragem em sua atitude, já que é do PT a responsabilidade da gestão da delegacia, gerido pelo governo Tarso, através da Secretaria de Segurança Pública do RS.

Nossa delegacia está defasada. Em 15 anos, aumentou naturalmente e de forma sensí­vel os atendimentos, mas os recursos locais diminuí­ram, reclamou Machado, que já serviu em delegacias e está aposentado como servidor da segurança pública do Estado, e portanto tem experiência adicional no assunto.

O presidente da casa e ex-policial citou levantamento feito na delegacia local, que acusa que os atendimentos médios passaram de 5 mil para 8 mil, enquanto a estrutura da DP diminuiu.   Reclamou, principalmente, pela total falta de capacidade investigativa da delegacia de polí­cia de  Torres. Para Machado, a principal tarefa deste tipo de estabelecimentos públicos de segurança. Qual é a condição de uma delegacia, em uma cidade de mais de 35 mil pessoas, fazer a investigação quando há somente dois investigadores?, indagou Machado. Temos a sorte de sermos uma cidade tranqí¼ila, mas nos preocupa muito quando somos cobrados pela sociedade por agilidade e eficiência, desabafou.

O vereador também citou a falta de estrutura da DP para servir ao judiciário. í‰ que os inquéritos têm de ser feitos pelos cartórios das delegacias, para enviar o material pronto para a justiça julgar e o MP fazer sua parte. Como podemos servir bem í  justiça com este quadro?, lamentou, em última indagação, o presidente da Câmara de Vereadores de Torres


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