Opinião – Prisão por compra de votos

8 de maio de 2013

 

O Ministério Público de Torres, com apoio da BM realizou oito mandados de busca e apreensão em Torres.   Conforme a nota, que não dá nome aos bois, são  polí­ticos ou estabelecimentos que pelo menos estavam envolvidos na eleição de 2012. A acusação é compra de votos e o promotor sugere que até traficante ajudou na eleição.

Que lance! Vamos ver o que dá. O promotor desta vez não abriu nomes, o que acho certo, pois as pessoas estão só sendo investigadas. Teriam dois servidores da BM envolvidos. Inclusive, para um deles o promotor torrense Viní­cius Lima pediu prisão preventiva.

Esta estória de compra de votos também é recorrente. Quero ver o caso até o final, e sugiro que os eleitores que venderam seus votos sejam autuados também. í€s vezes este caco que vende voto é mais culpado do que o polí­tico comprador, embora as duas atitudes sejam repugnantes, para mim desnecessárias e infantis por parte dos polí­ticos.

 

 

 

Financiamento público de campanha

 

Parece que não tem partido nem governo que escape de estar dentro ou pelo menos sendo parte de falcatruas de corrupção. Todas as siglas grandes foram envolvidas, no RS e no Brasil.

Com os flagrantes, nota-se metodologias especí­ficas, por sigla, de captação de verba para campanhas eleitorais. Uns partidos operam sistemas no estilo Mensalão. Captam o dinheiro ilegal na esfera federal e depois distribuem para os Estados e municí­pios, um método… Outro método, o mais usual, é o do Do It Your self (Faça você mesmo). Os polí­ticos que querem verba devem consegui-las eles mesmo. E a coisa se espalha pela nação, pelos Estados e pelas cidades e se espraia por vários nomes e siglas.

E a burocracia, que teoricamente é implantada para evitar falcatruas, acaba, ao contrário, facilitando-as. Estamos em uma crise emblemática do tipo o feitiço virou contra o feiticeiro…

Cuidado!

 

Mais í­cones… mais cuidados.

 

Nesta semana, í­cones do PMDB PPS e do PC do B foram presos por suspeita de corrupção pela Polí­cia Federal.   Estavam envolvidos conforme a denúncia da PF em pagamento de propina e recebimento de propina por facilitação nas licenças ambientais no Estado.

Deve-se ter cuidado. No governo Yeda, í­cones do PP foram flagrados como operadores da Operação chamada de Rondin. Mas até agora, quatro anos após, nada foi provado contra os polí­ticos envolvidos. Isto dá insegurança para nós, simples viventes, no sentido de saber quem é ladrão ou quem foi acusado pela oposição de ladrão, muito normal nos embates polí­ticos entre principalmente a ala da esquerda, liderada pelo PT (que acusou o governo Yeda e naufragou a reeleição da tucana ao governo do RS), e a ala dita de centro, liderada pelo PMDB, PSDB e PP.

Já nesta operação desta semana, é o PC do B que é acusado como operador polí­tico da mazela acusada dentro do governo Tarso, que é do PT, na SEMA e na FEPAM. Deve-se ter cuidado em acusar com muita fome os citados. Mais uma vez a sociedade fica na dúvida. Os envolvidos são corruptos como são acusados ou são fruto, talvez, de uma operação inversa, onde a oposição quer aniquilar de vez o governo Tarso?

Como em 2008 as eleiçíµes de 2010 estavam iniciando, agora, em 2013, as eleiçíµes ao governo em 2014 também já estão no ar. E os interesses são diversos, assim como o verdadeiro Grenal entre esquerda e direita no RS está se avivando de novo.

 

Pra que servem as dunas?

 

 Nas falcratuas foram acusados também homens públicos de Porto Alegre, do PMDB e naturalmente do governo do PDT, pois o secretário municipal do meio ambiente de Porto Alegre está na lista de polí­ticos (E ele está dentro do governo Fortunati (PDT)). Os danos ambientais alegados envolvem na maioria casos de extração irregular de terra do Rio Jacuí­, onde é visí­vel o dano causado nas margens do rio, que engoliu praias inteiras. Mas existem problemas de licenças também aqui no Litoral Norte, por construção em Dunas. E ai eu pergunto: por que tanta burocracia para dar licença para construir nas Dunas, que se encontram entre a Estrada do Mar e cidades inteiras instaladas justamente em Dunas no passado, como, por exemplo, Tramandaí­, Imbé, Capão da Canoa, Xangri-lá e Torres?

Ouvi um técnico na RBS TV que justificou a proibição pelo perigo que os compradores das casas (construí­das em área de dunas) têm de, sistematicamente, ter de extrair areia do entorno de suas casas, pois "a areia não fixada acaba ficando entre as casas (conforme o técnico disse em entrevista no Jornal do Almoço da RBS TV de terça-feira). Será? Não é o que acontece com TODAS as praias (cidades hoje) de nosso litoral.

 Ele disse que se deve, também, manter o ecossistema imune. Ora. Que preservação ou imunidade é esta?  Há muito tempo que o ecossistema do litoral e todos os outros não estão mais imunes. E hoje temos o Parque Itapeva e outras várias áreas preservadas na região, que efetivamente mantêm e vão manter uma espécie de amostra do nosso ecossistema original, antes da chegada do desenvolvimento na região. Irão deixar uma amostra do iní­cio de tudo, com espécimes e espécies da flora, fauna e geologia locais.

Para mim as dunas de beira de praia possuem justificativa técnica para preservação. São dunas que realmente CONTíŠM a entrada de areia í s ruas. E as dunas de beira de praia já estão muito bem preservadas. Mas dunas próximas í  Estrada do Mar me parece exagero.

Nada justifica a corrupção. Quem ganha com ela são os corruptos; a sociedade sempre perde. Mas há de se checar estas leis de proteção de dunas próximas í  Estrada do Mar. Para mim é mais uma burocracia que os homens públicos criaram para ter como embolsar propina para, afinal, darem as licenças. Neste caso a corrupção é ativa por parte dos governos e dos servidores. Os empresários são sempre passivos, quase que fazem os trambiques por sobrevivência. Olho no lance!

 

História antiga, novos protagonistas…

 

 O vereador Gimi trouxe í  tona, na última sessão da Câmara Municipal, um tema que já é recorrente de muitos iní­cios de governos e até de meios e finais de governos. Mas que sempre aparece colocado pela oposição e em época do festival de Balonismo de Torres, já com 25 ediçíµes. Trata-se de idéia de construir no Parque do Balonismo um local definitivo para o Festival, que poderia ser também utilizado para outras atividades de turismo na cidade.

O deputado Federal Paulo Ferreira, no coquetel da abertura do evento deste ano, realizado na SAPT, na quarta-feira, em frente a sua irmã, como gentilmente se referiu í  nossa prefeita Ní­lvia, companheira de PT do deputado e companheira dele em dobradinhas em disputas eleitorais para a assembléia que ela participou, acabou prometendo que nos próximos três anos irá conseguir parcerias com ministérios e outras articulaçíµes para que, definitivamente, a obra tão sonhada por polí­ticos torrenses, principalmente os que estão na oposição, pois criticam as ediçíµes feitas com equipamentos alugados como as últimas todas e a atual, seja construí­da. Muito bem!

A única coisa que critico é a analogia feita sempre, que critica os alugueis de equipamentos demandados anualmente nos festivais como quantificação para trocar por investimentos fixos. Dizem sempre: Com este dinheiro gasto, em dois anos podemos construir uma estrutura definitiva. Mas não é bem assim… Um exemplo é o Parque de Exposição Assis Brasil, em Esteio. Ele recebeu estruturas prontas, que acabam só sendo utilizadas   na Expointer. E ocupa uma área enorme, que fica ociosa o ano inteiro. Talvez se não tivesse lá naquele parque tantas estruturas de concreto prontas, pudesse se realizar lá outras atividades, que se formatariam com tendas diversas (como as que alugamos por aqui).

 Para o nosso Parque do Balonismo, talvez um arruamento estruturado, para não se ter de trafegar í  pé pelo barro ou em cima de brita, seja, sim, uma boa idéia. Talvez a construção de uma espécie central de serviços fixa, seria outra idéia. Mas construir muita coisa ali voltada somente para o Balonismo dá chance para o erro, erro que poderá inviabilizar outros eventos e até outras obras públicas que o local do parque pode receber. Ou engessar e acabar encarecendo eventos por falta de jogo de cintura de espaço.

Estrutura alugada só te um custo. A manutenção, a adaptação, etc., são por conta de quem aluga. Trata-se de terceirização de serviços. Muito mais moderno atualmente e muito mais flexí­vel, podendo se adaptar ao tamanho e ao perfil das atividades locais. Já quando se tem algo fixo, deve-se fazer manutenção í s depredaçíµes, muitas vezes caras e pode-se acabar gastando quase a mesma coisa em outros aluguéis. Olho no lance!

 

 

 

 


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