Arquiteta Vera Prates participou da elaboração do Plano Diretor de Torres, em 1995
Esta foi a síntese do conteúdo da palestra ministrada pela arquiteta Vera Prates, representante do IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) de Torres. O também arquiteto da IAB e servidor da prefeitura Marcelo Kock palestrou antes sobre legislação urbana, na 1 ª Conferência das Cidades de Torres, realizada na semana passada, entre os dias 6,7 e 8 de maio.
Vera Prates é torrense de coração, mora na cidade há em torno de 20 anos e participou de várias discussíµes sobre também vários temas que envolvem o urbanismo da cidade, como Plano Diretor, Código de Posturas, Código de Obras, dentre outros. Inclusive, Vera foi uma das coordenadoras do atual Plano Diretor vigente da cidade, o primeiro feito de forma organizada em Torres, realizado em 1995 e que recebeu modificaçíµes em 1997, conforme sugeria a lei. E foram de certa forma as mazelas que estas modificaçíµes causaram no Plano Urbano de Torres que motivou a palestrante ao falar com o público em sua apresentação.
Conforme apresentou a arquiteta, a modificação do Plano, realizada em 1997, acabou sendo superficial, sem escala e sem maiores detalhamentos. Mas modificou conceitualmente as diretrizes urbanas de Torres, o que faz com que haja várias interpretaçíµes legais e haja também alta judicialização nas obras e na aprovação dos projetos de edificaçíµes locais. Por exemplo: Extinguiu a chamada cota ideal; liberou a altura de prédios no centro, alterou a altura dos prédios da orla e possibilitou o chamado Recuo Unilateral, que permite que prédios possam ser construídos grudados no vizinho em um dos lados.
Triângulo Ecológico e nova ETE
A arquiteta salientou a necessidade da valorização do patrimí´nio natural que a cidade de Torres possui, elencando o que ela chama de Triângulo Ecológico. Trata-se da localização geográfica de Torres, que está localizada entre três pontos considerados paradisíacos para as belezas naturais do Litoral do RS: O Cânion Itaibezinho; o Parque Itapeva e a Ilha dos Lobos.
A arquiteta aproveitou para contar suas experiência como profissional, ao acompanhar a obrigação jurídica da cidade ter de construir a atual ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) localizada na Salinas. Ela lembrou que Torres teve de sofrer uma Ação Civil Pública Federal, que freou a construção civil local durante os anos de 2001 e 2004 e que os gestores (tanto a atual prefeita Nilvia quanto o anterior João Alberto) estão e foram obrigados a cumprir metas de instalação de esgotamento em vários bairros, como vem ocorrendo.
Departamento de Projetos novo e atenção da prefeita Nílvia
A arquiteta parabenizou a prefeitura pela criação do DPM (Departamento de Projetos Municipais). Conforme afirmou na palestra, uma busca de mais de 18 anos de toda a categoria de arquitetos e engenheiros de Torres.
Mas Vera Prates falou também das várias passagens de projeçíµes turísticas urbanas para Torres. Inclusive uma, onde a antiga e já extinta EMBRATUR (Empresa Brasileira de Turismo), projetou e prometeu financiamento público para a área do atual Parque Itapeva, onde seria dado incentivo í construção de hotéis e equipamentos de turismo, o que morreu junto com a empresa, mas a cidade acabou investindo energia entre seus cidadãos para projetar o melhor aproveitamento da proposta sepultada.
E terminou a palestra perguntando e deixando a pergunta no ar: Qual é nossa Identidade como cidade?.
A palestra foi assistida com atenção pela prefeita Nílvia Pereira, que se encontrava na platéia e pelo coordenador do evento, secretário municipal de Planejamento, Carlos Cechin. Ele coordena o evento e principalmente coordena a participação dos torrenses na conferência. í‰ que depois da palestra, ainda na manhã de terça-feira, os presentes iniciaram o preenchimento das propostas de idéias para as intervençíµes urbanas públicas que estão planejadas pela prefeitura, para serem realizadas na cidade. E conforme Cechin a participação será o norte das decisíµes da prefeitura, cumprindo sua promessa de gerir a cidade ouvindo sempre os munícipes, principalmente os interessados nos assuntos propostos.
Os temas previamente sugeridos pelas entidades estão sendo discutidos e apresentadas alternativas para inclusão na política municipal de planejamento urbano, frisou o secretário


