Ciclovia foi feita somente para não perdermos recursos. Se precisar vamos refazer tudo como a cidade merece”, afirmou Ní­lvia em discurso surpresa na Cãmara

9 de junho de 2013

 

Foi esta a afirmação central do pronunciamento da prefeita Ní­lvia Pinto Pereira durante a sessão da Câmara Municipal, realizada na segunda-feira (3). A prefeita chegou í  casa legislativa no iní­cio da reunião ordinária, sem avisar, mas recebeu prioridade do presidente da casa, vereador Antí´nio Machado (PT). Ele a convidou para participar da mesa e anunciou deu pronunciamento logo após o pedido feito por Ní­lvia.

O discurso da prefeita foi centrado nos ruí­dos, crí­ticas e confusíµes que aconteceram na cidade por conta da implantação de uma ciclovia no calçadão da Prainha e da Praia Grande, uma ciclovia estreita, sem retirar postes de luz que ficaram como obstáculos aos ciclistas, e sem sinalizar como seria o fluxo de veí­culos e o estacionamento dos mesmos com a existência no novo equipamento urbano. E a prefeita foi sincera em dizer bem no iní­cio tudo isto, sem fugir do efetivo desgaste que a administração dela sofreu com a atitude pela implantação do caminho de ciclistas feito sem prévio anúncio, o que parece ter sido o erro principal: a falta de comunicação eficaz e prévia.

 

Para Inglês ver e seguir burocracias…

se precisar fazemos tudo de novo, afirmou a prefeita

 

A prefeita elencou vários erros avaliados pelo seu governo como realizados na administração passada, como, por exemplo, a não retirada dos postes já autorizados pela CEEE do local onde seria construí­da a ciclovia; a não prestação de contas do governo João Alberto í  Caixa Federal da aplicação dos recursos e do cronograma da obra, o que, conforme denunciou Ní­lvia teria ocasionado na perda de recursos de uma etapa inteira da obra de revitalização da Orla, no trecho do meio da Praia Grande; dentre outras reclamaçíµes.

Estamos desatando vários nós, que são normais em troca de administraçíµes, mas tentando não formar outros novos nós, afirmou a prefeita.   Nós não poderí­amos perder os recursos, muito menos ter de devolver tudo já conveniado, um risco que correrí­amos se não terminássemos a obra, disse Ní­lvia.

A prefeita explicou, afinal, que a implantação da ciclovia foi feita tão somente para cumprir uma determinação da Caixa Federal, que cobrava do governo a implantação do equipamento previsto no projeto original desde janeiro. Não conseguimos fazer no verão, pois o movimento não deixava. E após nova cobrança fizemos do jeito que deu, correndo o risco do desgaste e assumindo que tenhamos, inclusive, de fazer tudo de novo, explicou Ní­lvia.

 

Culpa do projeto do engenheiro do governo anterior

 

Uma adaptação feita no governo anterior, já após a eleição, durante o chamado governo de transição acabou sendo o foco da culpa da construção de uma ciclovia estreita, sem fundamento e que gerou tantas reclamaçíµes. A prefeita Ní­lvia em seu pronunciamento na Câmara afirmou que teria sido do ex-engenheiro da prefeitura, ainda no governo João Alberto, inclusive nominando o profissional, a dita adaptação do projeto para enviar í  Caixa.

Quando questionado quanto í  largura da faixa demarcada para servir de Ciclovia pelo vereador peemedebista Alessandro Bauer, o secretário atual de Planejamento da prefeitura Carlos Cechin, que acompanhou Ní­lvia em seu pronunciamento na Câmara repetiu. Não fomos nós que projetamos esta largura ao projeto. A empresa contratada por nós, que executou o serviço, seguiu o redesenho do projeto   encaminhado í  Caixa ainda em 2012, explicou o secretário da pasta responsável pela obra.   Alessandro não aceitou a desculpa e indagou sobre o porquê da municipalidade não ter feito como o projeto original, com o dobro da largura. Carlos Cechin disse que eles não poderiam: tí­nhamos de fazer com estas medidas, disse Cechin.

 

 

 

 

 

 


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