Copa das Confederações: História do torneio, dados e fatos marcantes

16 de junho de 2013

 

Seleção Brasileira campeã da Copa das Confederaçíµes em 2009

 

O Brasil restá recebendo a nona edição da Copa das Confederaçíµes com o desafio de ampliar sua hegemonia no torneio, além de usá-lo para identificar contratempos e aperfeiçoar procedimentos nos estádios e na infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014. A seleção brasileira tem três tí­tulos e quatro finais disputadas nas oito ediçíµes do torneio “ que não nasceu sob a chancela da Fifa, nem com o atual nome, e muito menos com o propósito de evento-teste para a Copa.  

 

Copa Rei Fahd, da Arábia Saudita

 

A primeira edição foi disputada em 1992, na Arábia Saudita, e ostentava o nome do idealizador do torneio, o rei Fahd bin Abdul Aziz al-Saud, quinto monarca da dinastia Saud e grande incentivador do futebol em seu paí­s. A intenção do rei Fahd era realizar uma competição entre seleçíµes envolvendo os atuais campeíµes continentais, único elemento que permanece na fórmula atual da Copa das Confederaçíµes.

 Copa Rei Fahd, hoje Copa das Confederaçíµes, é a única competição, salvo a Copa do Mundo, que envolve mais de duas seleçíµes nacionais de continentes diferentes. Fora torneios esporádicos entre os campeíµes europeus e sul-americanos, as seleçíµes nacionais de cada continente só se encontravam nos Mundiais.

Apenas na terceira edição, em 1997, mas ainda na Arábia Saudita, a Fifa se rendeu í  fórmula de sucesso e adotou a então Copa Rei Fahd, organizando e popularizando o torneio mundo afora. E, a partir de 2005, na Alemanha, a Copa das Confederaçíµes começou a ser disputada a cada quatro anos, sempre um ano antes e no paí­s-sede da Copa do Mundo.

O que, porém, não mudou até hoje é o fato de o campeão da Copa das Confederaçíµes nunca ter conseguido levantar a taça da Copa do Mundo no ano seguinte. E nas linhas abaixo, você vai conhecer (ou relembrar) um pouco sobre cada edição sobre este torneio:

 

 

* 1992 (na Arábia Saudita)   A primeira edição da Copa Rei Fahd foi também a única sem uma fase de grupos. Apenas três equipes nacionais se dispuseram a viajar até Riad, a capital saudita, e juntaram-se aos donos da casa. Todas as partidas foram disputadas no majestoso Estádio Internacional Rei Fahd, com capacidade para 75 mil espectadores. A Argentina sagrou-se a primeira campeã da competição.

 

 

* 1995 (na Arábia Saudita)– A segunda e última Copa Rei Fahd, desta vez com seis participantes, teve a seguinte fórmula de disputa: dois grupos com três seleçíµes, e a final disputada pelo vencedor de cada grupo. Novamente todas as partidas aconteceram no Estádio Internacional Rei Fahd.A Dinamarca, que já havia conquistado a Eurocopa de 1992 de maneira surpreendente, venceu a Argentina na final por 2 a 0 e conquistou, assim, a sua última taça internacional.

 

 

* 1997 (na Arábia Saudita) – Agora sob a chancela da Fifa, o torneio passou a se chamar Copa das Confederaçíµes e elevou o número de participantes para oito seleçíµes nacionais: os seis campeíµes continentais; o atual campeão da Copa do Mundo e o paí­s anfitrião. A fórmula de disputa implementada nesta edição é mantida até hoje. Dois grupos com quatro equipes, quartas de final, semifinais, disputa pelo terceiro lugar e final.

O que não mudou foi que o paí­s-sede foi a Arábia Saudita, e todas as partidas foram jogadas no Estádio Internacional Rei Fahd. Em sua primeira participação, o Brasil patrolou os adversários e sagrou-se campeão com um inquestionável 6 í  0 contra a Austrália. A dupla de ataque era formada por Ronaldo Fení´meno (na época apenas Ronaldinho) e por um endiabrado Romário, artilheiro da competição com 7 gols.

Além da conquista, a jornada da seleção brasileira ficou marcada por um incidente na concentração. Alguns jogadores decidiram raspar o cabelo dos companheiros. Alguns se voluntariaram, mas outros foram pegos de surpresa, a contragosto, e a brincadeira acabou causando mal-estar no grupo.

 

 

* 1999 (no México) – Pela primeira vez a Copa das Confederaçíµes é realizada fora da Arábia Saudita. Melhor para a seleção do México, que soube usar o fator casa e conquistou o troféu derrotando o Brasil na final por 4 a 3. Essa é até hoje a final com o maior número de gols marcados e o maior público presente, 110 mil torcedores, de todas as ediçíµes. Ronaldo (BRA) e Blanco (MEX) foram os artilheiros, com 6 gols cada.

 

 

* 2001 (no Japão e Coréia do Sul) –   A partir desta edição, a Fifa decidiu que a Copa das Confederaçíµes seria uma espécie de evento-teste para a Copa do Mundo. Desta forma, Japão e Coreia do Sul receberam as oito seleçíµes classificadas em seis cidades-sede diferentes.

A França, campeã da Copa do Mundo anterior, derrotou no torneio os dois anfitríµes da Copa de 2002, e levantou o caneco. Na fase de grupos, a Tricolore goleou a Coreia do Sul por 5 a 0 e, na decisão, derrotou o Japão por 1 a 0. O Brasil perdeu para a França na semifinal e para a Austrália na decisão do terceiro lugar.

 

 

* 2003 (na França) –   A sexta edição da Copa das Confederaçíµes será sempre lembrada pela trágica semifinal no Estádio de Gerland, em Lyon. No dia 26 de junho, Camaríµes vencia a Colí´mbia, quando, aos 27 minutos do segundo tempo, o atleta africano Marc-Vivien Foé desabou no centro do gramado. O ataque cardí­aco fulminante deixou em choque na comunidade esportiva mundial.

O episódio acabou ofuscando a vitória da França sobre Camaríµes por 1 a 0 na final. A seleção francesa se tornou, assim, a única, ao lado da brasileira, a conquistar a Copa das Confederaçíµes mais de uma vez. Thierry Henry (FRA) foi o artilheiro, com 4 gols.

 

 

* 2005 (na Alemanha) – A partir do torneio na Alemanha, a Copa das Confederaçíµes passou a ser realizada a cada quatro anos, formalizando o padrão mantido até hoje.

Após uma classificação aos trancos e barrancos na fase de grupos (3 a 0 na Grécia, 0 a 1 contra o México e 2 a 2 com o Japão), a seleção brasileira derrotou os anfitriíµes nas semifinais, por 3 a 2, e enfrentou a Argentina na final.

A partida era repeteco da final da Copa América do ano anterior, mas desta vez o Brasil não precisou das cobranças de pênaltis para sagrar-se campeão. A Seleção fez 4 a 1 nos arquirivais, e ergueu seu segundo caneco da Copa das Confederaçíµes. Adriano (BRA), o "então" Imperador, foi o artilheiro com 5 gols.

 

 

* 2009 (na ífrica do Sul) – Com o aproveitamento de 100%, cinco vitórias em cinco jogos, o Brasil conquistou a sua terceira Copa das Confederaçíµes e alcançou, assim como em Copas do Mundo, o status de maior campeão do torneio.

A final contra os Estados Unidos foi um teste de nervos para o torcedor brasileiro. No intervalo da partida, os americanos venciam por 2 a 0, mas com dois gols de Luis Fabiano e um do capitão Lúcio a cinco minutos do fim, a virada brasileira foi decretada. Luí­s Fabiano ainda seria o artilheiro da competição, com 5 gols.

 

 Na final da Copa das Confederaçíµes 2003, homenagem ao jogador Marc-Vivien Foe, que morreu em campo, na semifinal após um ataque cardí­aco fulminante

 

 

 

*Com informaçíµes do site Dw  


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