OPINIíO – CASA DE FERREIRO, ESPETO DE PAU?

17 de junho de 2013

 

Os vereadores Machado (PT), Tubarão (PMDB), Gimi (PMDB), Gisa Webber (PP), Professora Lú (PT), Davino (PT), Fábio da Rosa (PP), Ernando Elias (PP) e Jeferson (PTB) assinaram uma moção de repúdio ao jornal A FOLHA por nossa publicação ter usados palavras chulas no editorial que criticou o ministro do STF. Palavras chulas exemplificadas no texto da moção como boiada quando nos referimos í  massa de pessoas que correm juntos em uma mesma direção, uma expressão muito usada em jornais e no dia-a-dia.

Eles tomaram a liberdade ou tiveram a arrogância de intervir na linguagem jornalí­stica de uma publicação da cidade. Se o que eles fizeram é liberdade ou arrogância, o leitor aí­ da poltrona decide, democraticamente.

Mas o que chamou a atenção foi que, na mesma sessão onde a nota de repúdio foi lida, vereadores que assinaram a nota contra palavras chulas, se comportaram de forma contrária, transformando a sessão da casa legislativa numa gandaia lingí¼í­stica de dar inveja í  Escolinha do Professor Raimundo. Teve gente chamando servidor público de leão de chácara, teve gente dizendo que terrenos na cidade estavam sendo vendidos í  preço de banana (e a região vive de plantar bananas), e teve também vereador falando de telhas feitas nas cochas das empregadas de casas antigas na cidade, e rindo disto… Os mesmos que assinaram a moção de repúdio…por palavras chulas| em nosso jornal…

Resta saber se a casa irá fazer uma moção de repúdio aos vereadores e í s palavras chulas utilizadas por eles. Eu, particularmente, sou a favor de linguagens coloquiais e inclusive não dou importância a erros de português banais cometidos por autoridade que chegam a beirar o ridí­culo… Erros do tipo como o de se referir a palavra mazela dizendo várias vezes a palavra manzela… (sic), como dizer que o Estado realizou uma apropriação in débito, quando o certo é dizer apropriação indébita (vem de indevida e não tem nada a ver com débito ou crédito)…

A polí­tica e o idealismo cidadão é uma ciência que fala das pessoas, das culturas, que milita pela melhoria de gente simples; uma ciência que tem o dever de falar a realidade e sugerir mudanças… Por isso deve ser tratada de forma aberta e sem preconceitos. Mas a casa legislativa de Torres parece ter optado por sugerir linguagens mais elaboradas como regra, quase como lei…

Só vamos ver se as leis são para todos ou se em Em casa de ferreiro o espeto é de pau, como diz um ditado (ainda não censurado, ainda…). E os vereadores (alguns) poderiam aproveitar as diárias e tirar cursos básicos de lí­ngua portuguesa. Principalmente í queles que tomam a liberdade de interferir na linguagem de terceiros.

 

RíPIDO E COERENTE… uma idéia… só isso…

 

 

 Vou abrir aqui minha opinião sobre a polêmica da compra do prédio do ex-hotel Beira Mar pela prefeitura. Se eu tivesse que tomar uma decisão neste sentido, chamaria um empresário da construção civil de Torres bastante capitalizado (têm vários) e proporia para ele que fizesse a seguinte simulação. Construir na área do ex-ginásio municipal um prédio de mais ou menos quatro mil metros quadrados para abrigar a prefeitura, todo equipado com infraestrutura de internet, ar condicionado, luz, água, esgoto, banheiros etc… O empresário faria uma proposta de alugar por 5, 8 ou 10 anos para a municipalidade este imóvel. E descontaria no primeiro ano, no segundo, no terceiro, tudo conforme a planilha da proposta, o valor do terreno, que seria, então, de propriedade do empresário ao final do contrato.

Com isto a prefeitura não teria nenhum custo e entraria em um prédio novinho e adaptado í s necessidades ATUAIS. No iní­cio não pagaria aluguel por conta do desconto da aquisição do terreno pelo empresário empreendedor. E depois tenho certeza que não pagaria mais que R$ 100 mil/mês de aluguel, economizando R$ 200 mil mensais dos valores pagos atualmente. Estaria em um prédio que não seria necessária a manutenção (é obrigação do empresário) e teria tempo suficiente para organizar o Parque do Balonismo para ser construí­do lá um complexo de administração, que poderia incluir um local para a Câmara Municipal e outros serviços públicos além do parque para os balíµes.  E o empresário teria em 10, 8, 5 anos, sei lá, de volta para si um prédio, que poderia ser locado para outros interessados. Sugiro que a obra seja em estilo ginásio, sem muitas paredes, o que dá espaço para movimentaçíµes com divisórias para a prefeitura e que dá abrangência de aproveitamento pelo empresário após o término da locação.

Outro dado importante a ser considerado é a tendência da diminuição da necessidade de pessoal trabalhando em escritórios dentro de administraçíµes públicas em geral. Portanto, projetar a COMPRA de prédio já não é muito inteligente neste contexto, quando daqui a poucos anos, pode ser que somente 400 servidores consigam realizar o trabalho interno na prefeitura de Torres por conta da tendência da automatização e informatização dos processos e métodos. E projetar a compra de prédio grande e cheio de andares e paredes, pior ainda…

E mais: um tipo de acordo destes com um empresário capitalizado poderia propiciar que a obra fosse feita em poucos meses. Ou seja, talvez daqui a um ano a prefeitura municipal já possa estar em um outro endereço, sem ter de gastar com compra ou obras, somente com aluguel, e após alguns meses de carência, talvez anos de carência…

 

 

 

 


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