HISTí“RIA VIVA: CENTENAS DE TORRENSES VíO AS RUAS POR UM BRASIL MELHOR

28 de junho de 2013

 

Mais uma vez de forma pací­fica, centenas de torrenses de todas as idades, mas principalmente jovens, saí­ram í s ruas para manifestar seu descontentamento contra a corrupção, o descaso com a saúde pública e a educação, os gastos da copa do mundo, as decisíµes polí­ticas   preconceito contra homossexuais, a PEC 37, e muitas outras demandas.

Foi antes de mais nada um ato de civilidade dos torrenses, que mostraram também aqui na cidade que o povo acordou e quer participar no processo de construção de um Brasil melhor. Quando saí­ram do Parque do Balonismo, os manifestantes eram aproximadamente 200. Mas na Avenida Barão do Rio Branco, o grupo foi crescendo, continuou recebendo novos adeptos na Praça XV de Novembro, após na Prainha, e chegou de volta í  Praça XV com um número muito maior de manifestantes (mais de 600 pessoas no climax, estipulamos). O funcionário dos Correios aposentado, popular "Latinha", foi um deles, levando seu neto na garupa. Alguns foram com suas bikes. Mesmo as pessoas que não ganharam as ruas mostravam empolgação e apoio com a mobilização que passava. Os carros também buzinavam em solidariedade.

Os pedidos estampados nos cartazes eram diversos, alguns eram clichês, outros criativos e inusitados. "Mãe, não vou na aula hoje, estou me sentindo meio gay", ironizava o projeto de Cura Gay do polêmico pastor e deputado Marcos Feliciano. Desde "Contra a construção de Belo Monte" até "Em Israel, ladrão é amputado, e no Brasil é deputado", ou diretos como "Reformas já".

A única demanda com teor municipal foi relativa a compra do ex-Hotel Beira Mar para ser sede da prefeitura, estampada em cartazes. Além disso, alguns manifestantes vaiaram o prédio quando passaram em frente a ele.

 

Movimento pací­fico e ordeiro

 

Além do "Vem Pra Rua, Vem!" que contagiou a todos, os manifestantes gritavam "Vamos acordar, um professor vale mais que um Neymar", ou então "Deixa a Globo e vem pra rua", convite í s pessoas deixarem de assistir a TV para participar da passeata.A passeata parou e, ordeiramente, sentou-se na rua por três vezes, para ouvir e repetir palavras de ordem e indignação contra o descaso com a educação, o sucateamento da saúde, a falta de segurança, o desrespeito da corrupção. O grito que mais emocionou o grupo foi o de " Um milhão de vezes", quando se referiam ao número de vezes que voltariam í s ruas para "mudar o Brasil". O hino nacional e gaúcho também era cantado em coro, em diferentes momentos

O movimento foi pací­fico e ordeiro na maior manifestação pública espontânea já realizada em Torres. Não se registrou nenhum incidente e a Brigada Militar deu apoio, fechando ruas e avenidas para a passagem da manifestação, com batedores í  frente. O tenente Brum comandou as operaçíµes e em alguns momentos os manifestantes bateram palmas e saudaram os brigadianos.

 

 

 

Motivaçíµes das pessoas

 

O jornal A FOLHA aproveitou o momento histórico para perguntar as motivaçíµes que levavam as pessoas as ruas. "R$ 90 bilhíµes por ano com a corrupção não dá para aceitar, é o momento de mostrar nossa indignação, de dizermos chega para tanta impunidade. Também é uma questão de civilidade, fomos para as ruas para fazer nossa parte, engrossar um coro por mudanças tão necessárias" afirmavam Larissa Tages e Luí­s Fernando "Buba".

O estudante Rafael Faoro disse: "Não adianta milhares de pessoas curtirem a idéia da manifestação no Facebook e não comparecerem nela. Eu protesto antes de mais nada contra a corrupção, pois como todo brasileiro estou cansado das falcatruas polí­ticas. Protesto também contra a violência, por mudanças no código penal. O imposto altí­ssimo do Brasil revolta também, muito pagamos e pouco recebemos em troca"

Apesar da polí­cia apenas acompanhar o protesto de forma sadia, uma das manifestantes criticou o fato de BM’s estarem portando armas de grosso calibre numa manifestação pací­fica. "Teve gente em algumas lojas contratando seguranças também, paranóia que é resultado do terror que a mí­dia vende" ressalta a estudante Carolina Lima

"Acho bonito ver a vontade de mudar do povo, que junto tem mais força. Mas tudo tem que ser na paz, sem violência", me disse a senhora Telma, que só observava a manifestação que passava, junto com sua neta Amanda, de 8 anos, que dizia empolgada "Muda Brasil".

 

Segunda-feira tem outra manifestação

 

E as manifestaçíµes em Torres não acabam. O terceiro evento programado no Facebook deve acontecer em frente a prefeitura, a partir das 17h de segunda-feira (01). " Já fizemos a manifestação em favor dos temas nacionais, agora chegou a vez de tratarmos da nossa cidade, diversos temas deverão ser abordados e que são de interesse do muní­cipe. Você, cidadão torrense, seja de nascimento ou por amor a cidade, que esteja interessado nos acontecimentos polí­ticos da Mais Bela Praia do Rio Grande do Sul TRAGA A SUA CONTRIBUIí‡íƒO, E VAMOS LEVí-LA PARA A PREFEITA NILVIA PEREIRA", dizia o comunicado no Facebook.

 

 


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