COMPRA DO EX-HOTEL BEIRA MAR Sí“ NíO SAI SE BASE DO GOVERNO NA Cí‚MARA QUEBRAR

5 de julho de 2013

 

Em coletiva para a imprensa realizada na tarde de terça-feira (2), a prefeita Ní­lvia confirmou a convicção da municipalidade e dos partidos aliados ao seu governo no sentido em que a compra do ex-hotel Beira Mar é a decisão mais acertada neste momento para o futuro da administração pública local. A reunião teve a presença da maioria do secretariado de Ní­lvia e dos lí­deres dos partidos aliados.

Todos os questionamentos feitos em perguntas foram, de certa forma, desacreditados pela prefeita e seu secretariado. Por exemplo: a construção na área do parque do Balonismo foi derrubada com o argumento que o local não é da municipalidade, e demoraria 10 anos para ser desenrolada judicialmente; a ida de parte da administração para o prédio da Eletrobens foi desclassificada por ser alto o investimento em adaptaçíµes, em um prédio que, conforme a avaliação do grupo, não seria próprio; o teoricamente alto investimento em reformas para adaptar o Beira Mar foi rechaçado, por uma previsão de investimentos de cerca de R$ 1,3 milhão na reforma, feita em um prédio próprio, orçamento confirmado pela engenheira da prefeitura.

 

íšnica saí­da encontrada pela prefeita

 

Para a prefeita Ní­lvia, apoiada publicamente pelo vice-prefeito Ildefonso Brocca, se trata de enfrentar um problema antigo vivenciado pelas várias administraçíµes anteriores: o de centralizar a operação da máquina pública em um só espaço e fugir do aluguel de vários prédios necessários para abrigar hoje todas as secretarias da municipalidade.    Estou tomando esta decisão acreditando que Torres deve pensar maior, e caminhar em passos mais largos. Posso me prejudicar politicamente e sei que o momento pode ser delicado para esta decisão, mas já estamos convencidos que é o melhor para Torres, afirmou Ní­lvia.

A prefeita justificou a atual dificuldade de trâmites de processos, que precisam ter pareceres de vários secretários. Mostrou o custo com combustí­vel que isto ocasiona, salientou a necessidade de veí­culos andarem diariamente pela cidade somente distribuindo projetos para despachos nas secretarias, etc. Ní­lvia também lembrou que, para automatizar e informatizar o sistema de fluxo de documentos da municipalidade, a necessidade fí­sica de ser em um  único local, conforme a analise dos técnicos que a assessoram, seria premissa.

 

Fofocas e interesses ocultos para que não saia o negócio

 

A prefeita também aproveitou o momento para dar a versão oficial sobre, conforme disse, fofocas que aparecem nas ruas sobre a legalidade da operação de compra. Ela expressou também seu ponto de vista sobre interesses partidários e pessoais de seu governo, que conversas informais estariam sugerindo que seriam atendidos com a compra do ex-hotel Beira Mar.

Nossa administração não admite corrupção nem propina. Não existe comissão de corretagem, e se a prefeitura não fechar o negócio até dia 5 de agosto corremos o risco de o prédio ir a Leilão já no dia 8 de agosto, afirmou. Uma avaliação feita por técnicos da prefeitura, exposta por Ní­lvia na reunião, projeta que os valores para a compra em leilão seriam bem mais altos do que os R$ 6 milhíµes que serão pagos pela prefeitura (em seis parcelas anuais de R$ 1 milhão) caso compre o ex-hotel torrense.

Para a prefeita de Torres e seus assessores, pode estar ocorrendo o contrário: Uma campanha para desfazer o negócio com interesses obscuros. Eles estão trabalhando com uma hipótese de que podem existir interesses financeiros e pessoais especí­ficos que não queiram que a prefeitura compre o prédio, para que assim seja realizado o Leilão.   Estamos trabalhando com a hipótese de mobilizaçíµes para derrubar a compra, para que o negócio atenda outros interesses em jogo, disse Ní­lvia.

 

Mobilização contrária em redes sociais seria polí­tica

 

Na mesma reunião, a prefeita avaliou e expí´s para a imprensa o sentimento que o grupo interno e polí­tico que apóia a compra do ex-hotel possui sobre as manifestaçíµes nas redes sociais, nas ruas e em algumas opiniíµes em jornais, que se colocam contrárias í  compra. Para Ní­lvia e seu grupo de trabalho, as manifestaçíµes são fruto de mobilização polí­tica de pessoas que seu grupo sabe bem quem são e que, para eles, seriam apoiadores da oposição ao seu governo. Sabemos exatamente quem é quem nestes grupos nas redes sociais; fazemos uma avaliação dos perfis das pessoas e temos, inclusive, informaçíµes precisas sobre perfis piratas e falsos introduzidos para colocarem textos contra a compra, disse Ní­lvia.

 

  Sessão extraordinária deve votar matéria na Câmara ainda em julho

 

Agora só depende da aprovação ou rejeição da Câmara Municipal. O projeto já está na casa  legislativa em regime de urgência. A prefeita espera que o legislativo convoque uma reunião extraordinária entre o dia 20 e o dia 30 deste mês para votar a matéria, pois é este o prazo máximo para que até o dia 5 de agosto o negócio esteja concretizado. A Câmara está em recesso, por isso uma sessão extraordinária.

O PT tem três vereadores; o PP mais três; o PDT tem um. Estes sete votos aprovam o projeto, seriam sete contra seis (a Câmara tem 13 vereadores). Portanto, o negócio da compra do ex-hotel Beira Mar pela prefeitura só não sai se a base aliada na casa legislativa quebrar, e não seguir o norte sugerido pela prefeitura.


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