Vereador Tubarão vê riscos nas finanças
Na última sessão da Câmara Municipal, realizada da segunda-feira (12), o vereador Tubarão (PMDB) manteve sua linha de ataque í s atitudes do governo Nílvia nos últimos tempos. Ele denunciou o risco que a cidade pode estar correndo ao ir í contramão das outras.
Li em um jornal estadual, que os municípios se queixam da falta de recursos e que, inclusive, a FAMURS anuncia queda média de 12% no repasse do FPM í s cidades. Pois nós, aqui de Torres, compramos o Beira Mar por R$ 6 milhíµes e aprovamos um endividamento de R$ 7 milhíµes. Se caiu o repasse em 12% e nós começamos a nos endividar, podemos começar a atrasar a Folha de Pagamento, disse Tubarão.
O vereador tem razão. O orçamento de Torres é apertado e a tendência é a diminuição das verbas dos repasses. Muitas prefeituras, inclusive a da Capital, já ensaiam planos de cortes drásticos de despesa.
Falta de educação de funcionários da prefeitura
O vereador Davino (PT) gostou de uma viajem que fez ao sul do RS. Um grupo foi examinar exemplos de cidades daquela região que podem ser aplicados aqui em Torres. E uma das idéias que o vereador anunciou como positiva para ser utilizada aqui na cidade foi a durabilidade de estradas que recebem um produto químico utilizado em Pelotas & região. Parece que dura muito mais o piso com a aplicação deste item.
Mas Davino gostou mesmo foi de recepção que seu grupo recebeu em uma prefeitura. Uma cultura educada, que dá até inveja disse o vereador. Ele criticou o atendimento dos funcionários públicos daqui de Torres, afirmando que em alguns casos parecem estar fazendo um favor ao atender os munícipes e vereadores na prefeitura. Por isso que o investimento de 1% na Cultura, proposto pela vereadora Professora Lú é urgente. Tem muito funcionário público aqui na cidade que deveria ter aulas de boas maneiras. São pagos pelos cofres públicos e têm a obrigação de tratar bem as pessoas, indiscriminadamente, desabafou.
Lembro ao vereador Davino que o comportamento das pessoas é bem diferente quando recebem visita dos que quando recebem pessoas da casa. Isto não é certo e concordo com Davino, mas sabemos que se os funcionários de Torres fossem receber uma comitiva de fora, certamente seriam cordiais. Não existe milagre!
Pórtico pré-histórico
O vereador Deomar Goulart (PDT), o Dê, pediu mais uma vez que o executivo definitivamente construa um pórtico na entrada de Torres. Em 1989 já me preocupava com um pórtico de entrada na cidade. Faz quase 25 anos e ainda não saiu. Com a BR 101 duplicada temos mais ainda a obrigação de manter nossos turistas aqui e não deixar que eles sigam para Santa Catarina, afirmou o parlamentar.
O vereador do PP Fábio da Rosa pediu í parte e lembrou que a senadora Ana Amélia Lemos prometeu emenda pessoal de mais de R$ 500 mil para a construção do pórtico. Lembro que Dê e Fábio estão certos. Fábio está certo em lembrar a promessa; mas Dê está certo em ter experiência e saber que a maioria das promessas fica no papel. Uma matéria divulgada na Folha de São Paulo na última semana dá conta que somente 20% das emendas efetivamente chegam aos locais. O prefeito João Alberto teve que em sua gestão passar quase que uma semana por mês em Brasília para articular apara a realização de promessas de políticos de vários partidos. Ele sabia que a distância entre a promessa e o cumprimento é abissal.
Represálias tendenciosas
O vereador Fábio da Rosa usou seu espaço na tribuna da sessão da Câmara da última segunda-feira (12) para reclamar das represálias que está sofrendo após ter votado contra o governo (no qual é aliado) na compra do ex-hotel Beira Mar. Pelo que disse o vereador, o que mais tem acontecido são ataques de colunistas de jornais tendenciosos.
Tão me pegando pra Cristo no caso da compra do Hotel Beira Mar. Eu avisei logo que fui eleito que seria a favor do que seria bom; e não votaria com o que não acredito. Tem um jornal que disse que eu acreditei na minha mentira. Ele tem o direito, só não tem o direito de me chamar de mentiroso, pois não sou, afirmou o vereador pepista.
Este mesmo jornal tendencioso, que já mexeu em uma licitação para ganha-la, teve a cara de pau de chamar assessores do deputado Alceu Moreira, cadastrados em CCs políticos em seu gabinete em Brasília, de funcionários fantasmas. Lembro que se a regra do jogo é esta, seria ingenuidade de qualquer deputado federal que não utilizasse sua cota. E não se pode chamar CCs de apoio político de funcionário fantasma: eles podem estar trabalhando nas bases, no Facebook, nas reuniíµes do partido nas cidades, etc. Sugerir mudar a regra é saudável e democrático, mas pessoalizar casos pontuais é sacanagem. Coisa de gente que usa a coerção como forma de sobreviver.
Afogadilhos e falta de conversa
Já o vereador Gimi (PMDB) criticou a prática antiga da relação com a Câmara dos Vereadores utilizada pela administração Nílvia. Entra prefeito e sai prefeito, a prática no legislativo é a mesma. Manda aprovar e pronto. Quando caem projetos como estes dos R$ 7 milhíµes de empréstimo, eles vêm querendo votação já na segunda-feira desabafou Gimi.
Eu não votei na Nílvia, mas torço que este governo de certo, pois se o governo é ruim a câmara é ruim, a experiência mostrou isto. Falta o traquejo dos secretários com o legislativo. Por que os vereadores da base não são convidados para irem í s reuniíµes do secretariado, por exemplo?, encerrou o vereador.
Em minha opinião este é um trabalho da mesa diretora da casa. Se o presidente é corajoso e coerente com o discurso, não deixa isto acontecer. í‰ o presidente que decide o que vai e o que não vai para a pauta.


