OPINIíO – Médicos cubanos

2 de setembro de 2013

 Por Fausto Araújo Santos Júnior

 

Pedindo í  Deus?

 

Mais uma vez vereadores DA BASE ALIADA do governo Ní­lvia reclamaram dos alagamentos do entorno do condomí­nio Morada das Palmeiras, localizado em uma GRANDE área entre os bairros Igra Sul, Stam e Curtume. As reclamaçíµes mais importantes vêm do bairro Curtume.

Este assunto é recorrente.   A FOLHA já divulgou várias matérias sobre o caso. E sabe-se que quando houver um ní­vel de chuva em quatro dias equivalente a quase o dobro da média de chuva DO MíŠS DE AGOSTO como houve na última semana em Torres, sempre haverá problemas de alagamentos. Imagino eu que, mesmo com tudo resolvido, o bairro sofrerá quando houver chuvas intensas, pois se trata de uma região baixa e as ruas e casas foram construí­das em ní­veis também baixos.

Já houve vários encontros entre os empreendedores e a prefeitura. Não sei o porquê, então, que vereadores da base do governo insistem em se reportar ao passado, quando já se passaram oito meses de administração. A prefeitura tem um acordo e deve fazer sua parte. Se tiver que fazer obra, que faça; se tiver de embargar a obra, que faça. Mas é patético ver vereadores da situação se comportando como se nada tivessem a ver com a prefeitura, após oito meses de gestão e após várias intervençíµes polí­ticas feitas por eles mesmos e pela prefeitura. O alvo agora deve ser o governo Ní­lvia e sua relação formal com a construtora. Não é justo acusar alguém quando uma das partes não está lá para se defender. Trata-se somente de tirar o corpo fora. Ou pedir para Deus que resolva.

 

PANO PRA MANGA

 

 

 

 

Tudo inicia desta forma, e após isto capí­tulos e capí­tulos se apresentam.  E assim segue o sistema eleitoral em Torres. Na campanha para prefeitura no ano passado (2012), os militantes que lutavam pela eleição da atual administração colocaram em vários posts nas redes sociais uma contratação de BANHEIROS QUíMICOS pelo ex-prefeito João Alberto, assinada pelo secretário de Turismo í  época Roniel Lumertz, por R$ 500 mil para o veraneio e outros eventos que necessitam deste equipamento durante o ano. Criticavam do ALTO VALOR pago pela prefeitura e afirmavam que com ele se compraria vários banheiros, ou se construiriam banheiros fixos. Existia uma ironia submersa de superfaturamento no processo licitatório de então… em plena campanha eleitoral…

Pois agora saiu em jornais (não em A FOLHA – acima) uma licitação TAMBí‰M de BANHEIROS QUíMICOS, só que agora feita pela atual prefeitura, a mesma que os militantes dela criticavam tal conduta. E o valor é de R$ 700 mil. Provavelmente vai ser material de questionamento na próxima eleição. Só vão trocar as siglas.

Mas o que chama a atenção é que os partidos aliados do governo atual, principalmente o PP de vice- prefeito Brocca, sempre defenderam a construção de banheiros fixos (o que eu particularmente não acredito que seja eficiente pelo alto custo de manutenção). E agora, após um ano de governo (entre dois veraneios) repete a contratação de ALUGUEL de banheiro quí­mico. Sequer esboçou a possibilidade de COMPRA como alguns românticos manqueteavam na época da eleição. í‰ mais pano pra manga para critica da oposição. Olho no lance!

 

Médicos cubanos

 

 

 

Virou debate ideológico partidário saudável, mas agressivo, a questão da contratação de médicos vindos de Cuba para o Brasil. E os dois lados pegam temas radicais para enfraquecer argumentos de ambas as ideologias. Petistas dizem que médicas em Pernambuco foram racistas ao chamar os médicos cubanos que lá chegavam de escravos. í‰ que o fotógrafo (não sei se por coincidência ou não) clicou um médico negro no meio das manifestaçíµes das médicas, quando as mesmas chamavam de escravos os Mí‰DICOS e não os Mí‰DICOS NEGROS…

Já os anti-petistas radicais inventam teorias conspiratórias. Dizem que poderiam ser guerrilheiros importados de Cuba fantasiados de médicos para fazerem a cabeça do povo brasileiro em prol do sistema comunista aplicado na ilha, apoiando que medidas iguais as de lá sejam aplicadas no Brasil.

São dois lamentáveis episódios, que tiram do foco o principal que são: a reclamação dos médicos brasileiros, se queixando de falta de projeto para seu aproveitamento; e a apologia positiva a um governo que escraviza de certa forma seu povo, em uma ditadura que restringe o povo de lá aos direitos humanos fundamentais, quando o Brasil aluga gente, como se tivesse contratando uma empresa terceirizada, mas que na verdade são cidadãos de uma nação gerando lucro para os ditadores de lá.

Mas o jornal Folha de São Paulo publicou um infográfico que reproduzo (acima). Nele fica claro que o governo Dilma queria os médicos de Cuba mesmo antes de implementar o projeto Mais Médicos, o que prova que existe sim um fator de troca de favores entre Cuba e o Brasil, mas que está longe da teoria conspiratória de anti-petistas radicais.    

 

 

Que venha um BOM e PROFISSIONAL verão

 

O PP escalou o empresário do ramo de Hotelaria e Beleza Ataualpa Lumertz como seu representante na secretaria de Turismo de Torres, após a saí­da de Carlos Souza, que saiu por sua livre vontade. Não se viu até agora nenhuma vontade do governo Ní­lvia de trabalhar colocando foco, definição de caminhos e definição de público-alvo no processo de planejamento das atividades e dos investimentos estruturais do Turismo de Torres. Carlos queria isto, mas não conseguiu seguir seus planos. Conseguiu, talvez, plantar uma pequena semente durante a Conferência de Turismo que aconteceu na cidade na semana passada.

Já estamos praticamente na entrada da nova temporada produtiva de Torres, o veraneio e seu arredor. Seria prudente, então, que, agora sim, o foco ficasse em trabalhar para que aconteça um verão mais produtivo para a cidade. Com mais gente e, principalmente, mais gente de poder aquisitivo alto freqí¼entando nossa Torres na temporada. Não é hora, agora, de se falar em planejamento estratégico. Sugiro que deixemos isto para março. Mas que trabalhemos na idéia, se não sempre será a mesma correria atrás do rabo.

 

Mais um imposto

 

Passou na Câmara na semana passada um projeto de lei que obriga que prédios tenham de fazer uma revisão geral de suas estruturas de tempo em tempo, assinadas por um engenheiro ou arquiteto. Os mais novos, de 10 em 10 anos; os mais velhos de 5 em 5 anos. Pra mim se trata somente de um novo imposto para os contribuintes, já assolados pela alta carga tributária em geral.

Já há lei de responsabilização no código civil. E nenhum morador quer viver em um edifí­cio que eventualmente corra risco de desabar. Os desabamentos que houveram na região foram causados por INTEVENí‡íƒO (reformas) sem apoio técnico e não por falha estrutural dos prédios.

Já existe a obrigatoriedade do CREA emitir ARTs para reformas. Se cobrarmos isto seria o suficiente. Isto não tira o DIREITO dos moradores pedirem laudos de inspeção estrutural para seus prédios. Mas tira o DEVER. Bem diferente.

 Sugiro que a prefeita não sancione a lei que, no fundo, cria mais um imposto para os contribuintes.

 

 


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