CONFERENCIA MUNICIPAL DE TURISMO (PARTE 4):Grande interesse e participação popular

26 de agosto de 2013

Embora o número de cidadãos participantes da 1 ª Conferência Municipal de Turismo de Torres não tenha superado algumas dezenas, estas pessoas presentes se mostraram bastante interessadas em participar do processo,   na busca pela formação de um plano turí­stico a ser implementado em nossa cidade. Este interesse pode ser observado pelo grande número de perguntas, sugestíµes e proposiçíµes levantadas pela comunidade durante o evento, sendo que a maioria destas propostas foi incluí­da do documento oficial, gerado ao final da conferência.

 í‰ verdade que houve confusão e reclamaçíµes na hora da votação das proposiçíµes a serem inclusas no documento, sendo que a metodologia de votação foi criticada, seja pela falta de coesão entre algumas proposiçíµes com seus eixos especí­ficos, pela superficialidade de algumas questíµes profundamente abordadas (o conceito de Surf City, por exemplo) ou por demandas queridas que estariam ficando de fora do documento. Mas o espaço para moçíµes (que permitiu a inclusão e modificação das propostas elencadas) e a boa capacidade de sintetizar as proposiçíµes (graças a tranquilidade do secretário Carlos Souza e sua equipe) resultaram em um processo democrático, com pluralidade de vozes, onde todos que queriam podiam se manifestar.

 

Proposiçíµes, sugestíµes e democracia

 

Um dos mais assí­duos participantes foi o advogado e engenheiro agrí´nomo Carlos Lange, que também é membro da FUNDEST (Fundação para o Desenvolvimento de Torres). Entre as proposiçíµes, Lange pediu que fosse coaprovado em plenário a vocação turí­stica de Torres no âmbito institucional. E Sem desmerecer a proposta Torres Surf City (apresentado pelo Reitor da ULBRA, Luí­s Augusto Longo), mas sim querendo complementar o processo de identidade, acho relevante o fortalecimento de uma marca histórica já instituí­da em nosso municí­pio: o slogan ˜Torres, a mais bela praia gaúcha™. Trata-se de uma identidade que remete a nossa cultura gaúcha, tendo em vista também que há mais de 3 mil moradores da cidade envolvidos com os centros de tradiçíµes gaúchas (CTG™s), e que a expressão ˜gaúcho™ pode ser atrativo para os turistas do Uruguai e da Argentina, que também sentem-se inclusos nesta importante expressão cultural.

Ainda na questão Identidade de Torres, manifestou-se a publicitária Raquel, que sugeriu uma ampliação (ou revisão) do conceito Torres Surf City Podemos nos identificar com o tema do surf, mas também com o skate, a bicicleta, o meio ambiente. Vamos ter que comunicar as pessoas sobre este conceito, por isso podemos pensá-lo de outra forma, mais amplamente, não apenas focado no surfe. Raquel ainda propí´s uma maior valorização do parque da Itapeva no âmbito do turismo ambiental.

ídolo máximo do surfe gaúcho, o ex-atleta da elite mundial, Rodrigo Pedra Dornelles, também esteve presente e manifestou-se na Conferência, propondo o surfe e o esporte como meio de inclusão social. Já o presidente da associação Torrense de Skatistas, Diego Bauer, propí´s a construção de pistas de skate de qualidade, para fomentar também a vinda dos praticantes deste esporte para Torres.

O pessoal do artesanato de Torres também esteve presente em peso no evento, e foi inclusive responsável pela elaboração de brindes entregues aos participantes da Conferência. A pedida deles foi pela maior valorização do artesão produtor, uma vez que o artesanato é agregador de cultura e valorizador da história e das belezas naturais de nossa cidade.

Outra propostas de Carlos Lange, agora voltada para o eixo ˜educação para o turismo™, foi o da inserção de conteúdos programáticos, divididos por série, da disciplina do Turismo para a educação nas escolas. Ainda foi proposto que os alunos do municí­pio tenham mais saí­das de campo com o intuito de conhecer os potenciais turí­sticos de Torres.

Na mesma área, a moradora da Prainha, Irene (também integrante da Associação dos Moradores da Prainha) fez um justo desabafo, pedindo banheiros públicos permanentes no local, que é um dos ˜points™ mais procurados pelos jovens e pelos turistas. Ela também sugeriu uma maior fiscalização quanto ao recolhimento de fezes dos cães, um problema de higiene pública generalizado na cidade. E o marido de Irene, Oscar, que também é integrante do Fundest, falou da falta de interesse público em relação ao trabalho da instituição, A Fundest é formada por pessoas que trabalham de graça em prol do turismo. Fizemos 49 propostas para que o Turismo funcione o ano inteiro na cidade, e nenhum dos 49 projetos foi abraçados pelo poder público. Quando um grupo faz sugestíµes para melhorar alguma coisa, seria dever da administração pública abraçar pelo menos algumas destas ideia. Agora a prefeita está interessada, e esperamos que este interesse permaneça para trabalhar em torno destes projetos, disse Oscar

A Vereadora Lu Fippian também se manifestou, dizendo que o Litoral Norte necessita do apoio do Prodetur, programa de desenvolvimento ao turismo da secretaria do Estado. Muitas pessoas aplaudiram quando foi apresentada a proposição sobre a correção da ciclovia e manutenção do estacionamento oblí­quo na Praia Grande. A proposta de incentivos fiscais para empresas que fomentem o desenvolvimento do Turismo também foi documentada, bem como a eliminação da sazonalidade da economia de Torres, o marketing interno para mobilizar autoestima dos moradores e a realização de festival Gastroní´mico no Inverno.

 

 

O Marketing para o Turismo  

 

Finalizando a série de palestras, o quarto eixo da conferência era focado no ˜Marketing para o turismo™, e foi apresentado pelo gerente de eventos da Secretaria de Turismo de Torres, Claiton Bittencourt. Especialista na área, Claiton disse que marketing trata-se tentar fazer de ˜um limão uma limonada™, buscar a organização de boas ideias a partir de uma pesquisa de mercado, para então direcionar estas ideias a um foco especí­fico.

E como usar o Marketing no turismo?   Claiton propí´s uma variação dos chamados ˜quatro P™s do marketing™ (preço, produto, praça e promoção), descrevendo os ˜oito P™s™ a serem analisados para a mercadologia do turismo. São eles:

 

1 “ Propósito: definição do tipo de turismo e suas necessidades (negócios, lazer, descanso, gastronomia)

2 “ Programação: Elaboração de roteiros, organização dos propósitos, definição de calendários sustentáveis que sem mantenham (exemplos: Balonismo no começo de maio, Festival Gastroní´mico em julho).

3 “ Possibilidades: apresentar ofertas abrangente, pois pequenos detalhes podem fazer a diferença. Tudo se torna uma possibilidade, desde que tenha um propósito e esteja na programação, disse Claiton

4 “ Percepção: Criação de um senso comum sobre o produto turí­stico. Focar na imagem e no investimento para seduzir o público

5 “ Peculiaridades: O que nós temos que os outros não tem (Exemplos: Guarita, casquinha de siri)

6 “ Promessas: expectativas de valor que o turista espera alcançar, seduzir o público, atrair com as qualidades

7 “ Papel: Claiton pensa no turismo como um conjunto de vivências, e diz que a cidade precisa estar preparada como um todo para bem receber o turista, primar pela simpatia, pela cortesia para conquistar o visitante

8 “ Premissa: Premiar e subsidiar nossos vendedores, utilizar os meios de comunicação para divulgação

 

Durante o espaço aberto para as perguntas, o ví­nculo de Torres com o Geoparque (relacionado com o projeto ˜Caminho dos Canions™, de Cambará do Sul e Itaimbézinho) foi citado como possibilidade de regionalização para o turismo, mas Claiton afirmou que ainda falta engajamento como um todo para que o projeto do Geoparque se espalhe, atraindo mais turistas também para nossa cidade. O gerente de eventos também ressaltou a importância da definição de um calendário de eventos com o máximo de antecipação possí­vel, para que o turista possa informar-se e agendar-se da programação que acontece tanto no verão quanto no inverno.

 

 


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