Por Fausto Araújo Santos Júnior
ALGUí‰M ERROU FEIO
A diferença entre o preço máximo que a comissão da prefeitura chegou sobre a passagem de í´nibus em Torres, de R$ 1,90 é muito, mas muito diferente dos R$ 3,00 que sugere o empresário da Torrescar. Alguém errou feio no cálculo aí, e acho que foram os membros da comissão.
Na Câmara Municipal, o diretor da empresa de í´nibus mostrou publicamente (e tem provas) que a passagem em Torres subiu 40% em 10 anos, quando na Grande Posto Alegre as tarifas subiram mais de 100% no mesmo tempo. Ele disse (e têm coerência), que o óleo diesel aqui é mais caro, que a compra dos pneus aqui é mais cara; que as estradas esburacadas daqui dão mais manutenção do que as da grande Porto Alegre. Somente o salário dos motoristas e auxiliares é menor aqui em Torres.
E o preço atual aqui é R$ 2,10, não é reajustado há quase dois anos, e os técnicos dizem que deveria ser R$ 190?
Acho que deveria entrar o MP aí. Os cidadãos de Torres não podem correr o risco de verem uma companhia de transporte sair da cidade por incompatibilidade de visão de planilhas de preços, quando, após, os preços em uma nova licitação irão provavelmente ser iguais aos sugeridos pela empresa atual. Quem vai perder é o cidadão.
QUEM PAGA O SUBSíDIO?
Outra coisa que deveria ficar clara para a sociedade é que os donos das empresas de í´nibus não têm obrigação de serem socialistas, de operarem com prejuízo em nome de uma causa. Isto é trabalho para governos (e por pouco tempo se não quebram também).
Acho que existem muitos subsídios dados por políticos em Brasília usufruídos com legitimidade legal por segmentos de cidadãos aqui nas cidades. Por exemplo: Maiores de 60 anos, Estudantes, Servidores da BM, etc. Está na hora do Estado também começar a dar recursos para fechar estas equaçíµes. Se quiser dar passagem grátis, que pague para os donos de companhia; se quiser aumentar os segmentos isentos ou com direito í descontos, que o governo (prefeitura, Estado e Governo Federal) pague este subsídio.
Chega de dar descontos em cima das despesas dos outros. Isto é covardia, porque o povo não sabe desta complexidade de inter-relacionamento e acaba colocando a culpa no pobre do empresário, que na maioria das vezes não está exagerando no lucro: ao contrário, os custos sociais de salários, benefícios, reposição de frota e manutenção aumentam a cada dia… í‰ como no supermercado: basta is lá para sentir a facada!
ADMINISTRAí‡íƒO RESPONSíVEL
Nós, torrenses, podemos ficar tranqí¼ilos sobre a responsabilidade da administração FISCAL de nossa prefeitura. Pelo menos é o que tem mostrado uma analise nacional feita anualmente pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), que avalia todas as cidades que conseguem disponibilizar dados do Brasil, chegando a mais de 95% de todo o território nacional. Torres chegou praticamente na nota 0,8, em uma escala que vai de 0 a 1. E de 0,8 a 1 é considerado muito boa ou ótima a gestão fiscal das cidades. A medição foi até o ano de 2011, portanto ainda não está entrando o governo Nílvia na avaliação.
Podemos ter (e temos) problemas e divergências sobre decisíµes de PRIORIDADES; podemos ter (e temos) dificuldades em fomentar nosso principal fator econí´mico: o turismo; podemos ainda termos muitas diferenças a ser resolvida entre veranistas e moradores, uma questão cultural que vêm da própria formação da cidade de Torres; podemos ter excessos de CCs; dificuldades em qualificar mais a Saúde; dificuldade em disponibilizar mais emprego & renda… Mas não podemos reclamar sobre responsabilidade de gestão. Nossa cidade está no topo das cidades do Brasil. Parabéns para nós. Podemos (e devemos) buscar melhoras sempre, mas temos de reconhecer que não estamos í ver navios…
ADMINISTRAí‡íƒO RESPONSíVEL II
E a apresentação das metas fiscais feitas pelo novo governo, o de Nílvia Pereira, também mostra que a questão de responsabilidade fiscal continuará como pano de fundo na prefeitura. A secretária Fátima Cechin apresentou na terça-feira, em audiência pública promovida pela Comissão de Orçamento da Câmara Municipal de Torres, o resultado acumulado do segundo quadrimestre de 2013, referente a gestão contabilizada entre janeiro e agosto deste ano. E os indicadores deixam os torrenses tranqí¼ilos.
A receita – que eu achei que iria diminuir, não diminuiu. A prefeitura está próxima de conseguir alcançar os 100% previstos antes mesmo de 31 de dezembro. Parabéns.
Na Saúde? Os 15% previstos em lei estão alcançados. Só resta manter. Se bem que o governo anterior investiu sempre em torno de 20%. Investir menos pode piorar o serviço. Olho no lance.
Na Educação? Os 25% previstos em lei não foram alcançados. Foram investidos 15% do orçamento realizado nos dois primeiros quadrimestres. Mas a previsão de terminar obras em creches pendentes deve fazer com que os 25% sejam alcançados.
O índice de pessoal está em torno de 50% do orçamento. Muito abaixo do teto máximo que é de 60%.
Parabéns í gestão fiscal do governo Nílvia. As diferenças existem e as reclamaçíµes também. Mas são de escolhas de prioridades, do jeito de governar, normal na política. O povo pode ficar tranquilo que o cofre está bem cuidado.
Guarita
A vereadora Gisa Webber (PP) pediu informaçíµes sobre o andamento das melhorias nas instalaçíµes do Parque da Guarita. Com razão. Estamos a 90 dias do veraneio e a comunidade espera que a obra, praticamente toda entregue no governo anterior, esteja equipada para ser utilizada.
Estava previsto a implantação na área reconstruída (antigo restaurante) uma espécie de museu de Ciências Naturais e de uma espécie de Bistrí´ (bar-lanchonete). Já havia dinheiro separado na secretaria de Meio Ambiente para pelo menos metade da demanda da obra. A Ulbra seria a parceira para gestionar o Museu do Mar. Queremos saber. Com a palavra a prefeitura!
PDT camicase?
O PDT de Torres está brigando (na justiça e nas ruas) por desavenças em duas correntes do partido. A questão já está ficando ridícula. O partido é tradicional, mas não tem tanta bola para promover brigas abertas na cidade. Acusaçíµes em jornais, brigas judiciais, dentre outras, são o cardápio oferecido pelos brizolistas.
Parece que o partido, com este fogo amigo que se tornou um vulcão inimigo, vai acabar se auto-desgastando a tal ponto, que o governo Nílvia não vai querer mais ter gente do PDT na sua administração.
O PT também brigou internamente por cargos, o PDB também. Mas as brigas foram no começo do governo. Agora: após nove meses de poder, o PDT ficar baixando o nível de relacionamento, deixando que o governo do PT e do PP (principais partidos) se desgaste com isto, pode acabar num chupa- dedo para todos os pedetistas. Parece um processo camicase, masoquista, praticamente neurótico. Olho no lance!


