De onde vem tanto amor pelos animais de estimação?

11 de outubro de 2013

 

 

Um grupo de cientistas, liderados pela antropóloga americana Pat Shipman, da Universidade de Pensilvânia, afirma que a conexão entre humanos e animais é algo tão enraizado que foi moldado pela nossa evolução. De acordo com Pat, nosso cérebro está programado para prestar atenção aos animais. Isso seria uma consequência do uso de animais como companheiros de caça em tempos antigos, o que era essencial para a nossa sobrevivência como espécie.

Já muitos psicólogos e sociólogos possuem outra explicação, muito mais ligada í  transformação social das últimas décadas, conforme reportagem publicada na Revista í‰poca. No começo dos anos 70, por exemplo, não se vendia ração para animais, e culturalmente lugar de bicho era no quintal. Foi só com a diminuição “ e verticalização “ das moradias e o aumento da renda brasileira, no fim dos anos 90, que os animais foram trazidos para dentro de casa, dividindo o sofá com a famí­lia. E essa proximidade fí­sica teve como consequência uma proximidade emocional.

Cientistas japoneses detectaram que donos liberavam altas doses de oxitocina, o hormí´nio do amor, após brincarem com seus animais, ou mesmo após apenas olharem para seus bichos por um longo tempo. Isso prova que não apenas os cães agem como crianças, mas que os seres humanos os percebem como filhos.

 

 

Os benefí­cios em adotar um animal

 

Mas deixemos, por enquanto, de lado as razíµes para a relação afetivas/cooperativas entre homens e animais. Estudos recentes apontam que, alem de proporcionar companhia e afeto a pessoas e famí­lias, cuidar de um animal também traz benefí­cios para a saúde. Confira alguns destes benefí­cios, elencados pelo site da Discovery Channel

 

1. Diminuição do risco cardí­aco = Segundo um relatório da Associação Americana do Coração, ter um animal reduz o risco de doenças cardí­acas. Testes determinaram que uma pessoa que sai para passear com seu cachorro cumpre 54% dos ní­veis recomendados de exercí­cios diários, favorecendo o funcionamento do sistema cardiovascular.

 

2. Redução do estresse = Outros estudos sugerem que acariciar um animal reduz os ní­veis de estresse. Isso ocorre porque, ao passar a mão pelo corpo do animal, nosso organismo libera oxitocina, um hormí´nio relacionado ao ví­nculo emocional. Esse processo gera uma sensação de calma e bem-estar em ambos, homem e animal. Da mesma forma, brincar, passear ou interagir com os bichos ajuda a relaxar e a aliviar a tensão mental, o que conduz diretamente ao próximo item.

 

3. Mais disposição = Enquetes revelaram que quem convive com um animal tem mais disposição, e 82% das pessoas entrevistadas declararam que seu cão ou gato as faz sentir melhor quando estão tristes. Quando brincamos com os animais, os ní­veis de serotonina e dopamina aumentam, enquanto os de cortisol diminuem, segundo um estudo publicado no British Medical Journal.

 

4. Fortalecimento do sistema imunológico = Pesquisadores da Finlândia comprovaram outros aspectos positivos da convivência com um animal: na infância, eles ajudam a diminuir o desenvolvimento de alergias e/ou asma. Para demonstrar isso, os pesquisadores acompanharam 397 crianças do nascimento até completarem um ano, registrando a frequência da convivência com animais. Os resultados indicaram que as crianças que mantinham mais contato gozavam de um sistema imunológico mais forte e corriam menos riscos de sofrer de uma doença respiratória infecciosa.

 

5. Apoio a diabéticos = Cães podem também podem beneficiar pessoas que sofrem de diabetes. Ocasionalmente, os diabéticos experimentam uma queda do ní­vel de glicose no sangue, mas podem não detectá-la a tempo. No entanto, esses cães podem farejar o odor produzido por essa alteração quí­mica e avisar o dono.

Existem até organizaçíµes de treinamento de cães para essa finalidade, como a Dogs for Diabetics. Cães treinados podem detectar uma queda no ní­vel de glicose e alertar pacientes diabéticos.

 

6. Aumento da expectativa de vida = Em geral, a ciência comprova que as pessoas que têm bichos vivem uma vida mais saudável, longa e feliz. Diversas pesquisas estudaram grupos de pacientes que receberam alta de uma unidade coronariana e tinham animais em casa: a taxa de sobrevivência foi maior no primeiro ano.

Para esses pacientes, a ideia de voltar para casa e contar com a companhia e afeto de seus bichos aumentava a sensação de bem-estar, que se traduzia em uma maior expectativa de vida.

 

7. Aumento da interação social e concentração = De acordo com outros estudos, animais podem ensinar e orientar as crianças que sofrem de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ao criar uma rotina de atividades diárias. Os donos precisam alimentar os animais, banhá-los e levá-los para passear; ocupar-se dessas tarefas pode ajudar as crianças com TDAH a relaxar e a incrementar a interação social, além de aumentar a autoestima.


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