O comé rcio torrense no inverno (PARTE 1)

4 de agosto de 2014

 

 

Por Guile Rocha

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í‰ baixa temporada em Torres, tempos de vacas magras para muitos comerciantes que, no verão, conseguem aumentar exponencialmente seus lucros em decorrência da grande presença de turistas e veranistas em nossa cidade. Porém, durante os meses de inverno, se vê por aqui um número de lojas abertas que parece bem maior do que a necessária para o consumo dos torrenses. Ou seja: grande concorrência com baixa garantia de retorno. E a situação fica mais braba ainda quando alguns lojistas, ansiosos pelo frio para aquecer as vendas de certos artigos, veem um inverno que não faz jus ao nome, mais quente do que o habitual.

Mas isso não pode ser motivo para desespero, pois é no inverno que se faz necessário manter a calma e achar alternativas para conseguir o ganha pão que paga as contas. í‰ necessário que o lojista invista em técnicas como propagandas e promoçíµes, algo que reforce a marca e torne seu estabelecimento tentador para quem consome…. Então, confira alguns relatos de lojistas torrenses sobre o movimento do inverno e a percepção de nosso comercio na baixa temporada.  

 

 

"O movimento no começo da temporada estava um pouco abaixo do ano passado, mas neste mês (julho) melhorou, talvez porque tenhamos feito uma boa promoção, de 10% a 15% a vista. Pretendemos extender a promoção para o Dia dos Pais, que serve também para levar o consumidor a comprar mais de uma peça na mesma venda. Tem que saber vender bem para se destacar no inverno de Torres, ter simpatia, convencer um marido a levar algo quando a mulher vier comprar (risos). í‰ interessante verificar que temos um pessoal de fora comprando durante o inverno, principalmente da serra, já que os jeans são caros por lá".

 

Cassiana, Anelise e Jéssica, equipe da Kuerpo Jeans.

 

 

"Estamos há mais de 30 anos em Torres, e temos outras filiais em Camboriú e Porto Alegre. Trabalhamos com vestuário feminino estilo festa, um produto diferenciado, de qualidade e elegância. Temos um público fiel, mas também fazemos promoçíµes nessa época que o comércio fica mais calmo na cidade. Agora estamos com bons descontos entre 20% e 50% que, além de atrair uma clientela nova, faz com que possamos queimar o estoque mais antigo, fazer a mercadoria girar. Ainda assim, o movimento está abaixo do ano passado, creio que em decorrência do momento econí´mico do Brasil no geral. Por isso temos que batalhar mais. Quanto a divulgação, não investimos muito em mí­dia, ficamos mais com o contato direto com o cliente. Mas se for uma boa mí­dia acredito que valeria a pena para destacar a marca"

 

Ivone Bonetti, da loja Novo Stilo

 

 

O movimento está parecido com o do ano passado, pois já temos uma clientela fiel que geralmente retorna para comprar outras vezes. Afinal, temos 8 anos de Moda-Mar sempre no mesmo ponto, a população torrense já nos conhece. O apoio de eventos e o investimento em mí­dia faz com que reforcemos a marca. E na loja as promoçíµes são importantes, estamos agora com 10% a 50% de desconto. Nosso carro-chefe é o tênis, o produto que mais vende, mas temos muitos outros produtos também. Agora está chegando o Dia dos Pais e, como trata-se de uma data comercial, esperamos que as promoçíµes atraiam a clientela. Trabalhamos com marcas da moda, e é fato que a pessoa paga as vezes mais caro para ter um produto exclusivo, diferenciado"

 

Simone Abel Salas, gerente da Moda Mar Torres

 

 

"O movimento tá muito fraco, isso em função da economia do paí­s. Creio que ano a ano está piorando, tanto no inverno quanto no verão. Tá assim também em Criciuma, Porto Alegre, há uma certa crise geral o comércio na minha opinião. Há muita gente endividada que está mais precavida, gastando menos. Enquanto isso, o governo cobra impostos altos sobre os produtos, os imóveis sobem de forma exagerada aqui em Torres e complicam que os comerciantes paguem o aluguel, e a cidade fica quase desabitada em relação ao verão. Nosso prejuí­zo só não é tanto porque a maioria da confecção é própria aqui na loja. Mas tentamos fazer promoçíµes para atrair o cliente, chamar a atenção para nossos produtos. Só que neste inverno o clima não ajudou: com mais calor que o habitual, vendemos menos nossas malhas, carro-chefe para a estação"

 

Fernando e Rose Salgueiro, da loja Sul Mix

 

 

"O movimento diminui sim em relação ao verão, mas não tanto quanto em outros ramos do comércio. Como trabalhamos com material de construção e para reformas, temos uma clientela que permanece boa durante o inverno. No verão aumenta em decorrência das necessidades dos veranistas, principalmente da serra, em fazer reformas e melhorias em suas casas. Trabalhamos forte com telefonia e eletro também, o que atrai uma nova gama de clientes. Como somos uma franquia, as promoçíµes geralmente são tabeladas entre todas as lojas da rede, não temos autonomia para fazer promoçíµes próprias. Quanto a propaganda de nossos produtos, temos o costume da panfletagem, e acreditamos que dá resultado, faz com que a marca apareça".

 

Edinei Freitas, gerente-substituto da Loja TaQi

 

 

"Aqui na De Lucca, o fato de não ter feito tanto frio neste inverno prejudicou a venda de alguns de nossos produtos mais pesados, principalmente nos jaquetíµes, que no ano passado tinham boa saí­da. Mas ainda assim, o movimento está bom nessa baixa temporada. A concorrência é grande na cidade, mas temos que investir para nos diferenciar (trocamos de ponto agora, por exemplo) clientes de Caxias e Porto Alegre que têm estado bastante presente mesmo no inverno . E temos algumas promoçíµes bombásticas como a atual (com até 50% de desconto) que sempre atraem o pessoal. Importante também o fato de a De Lucca já ter 25 anos de mercado e hoje contar com 5 lojas (em três cidades), então compramos das fábricas em volume maior e por um preço mais baixo, o que nos torna mais competitivos. Isso além de possibilitar um estoque grande de vários produtos, o que levou a loja a abrir uma   OutLet (preços reduzidos sempre) aqui em Torres, boa para vender aqueles produtos de coleçíµes antigas que ficavam sobrando. E quanto as pranchas de surf, por exemplo, somos os maiores do Rio Grande do Sul, a rede de surfshop que tem maior variedade de pranchas".

 

Bruno Borges e Sérgio Jopert, da De Lucca


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