Negada sala para o Cineclube Torres

15 de agosto de 2014

 

 

 

 

Neste mês de agosto, ocorre em Gramado o glamouroso Festival de Cinema, atração turí­stica nacional. Já por aqui, o Cineclube Torres traz más notí­cias para os entusiastas do cinema na cidade.

Alguns meses atrás, a instituição tentou, junto a Secretaria Municipal de Cultura, a ocupação de uma sala no prédio da SAPT (na rua José Picoral) que até pouco tempo servia como depósito de materiais para a prefeitura de Torres.   "Quem frequenta as sessíµes de segunda-feira sabe que merecerí­amos uma sala mais aconchegante, menor, com uma parede com pintura adequada e com equipamento melhor ( visto que nós mesmos levamos o aparelho de DVD )", disse a cineclubista Carla Patricia Horn no Facebook.

A busca do Cineclube era que, também, pudesse proporcionar sessíµes em outros horários com a autonomia necessária. Mas ontem (segunda-feira, 11) veio a informação decepcionante: a sala buscada foi direcionada para outro destino que não o Cineclube. "Pensamos em cultura como algo mais abrangente que uma sala de casa. Mesmo assim, tristes, seguimos (com o Cineclube) enquanto estivermos em Torres", lamentou Carla.

A instituição cultural vai completando 3 anos consecutivos de programação cinematográfica na cidade, trazendo filmes com um viés artí­stico e bem recebidos pela crí­tica com verbas quase totalmente próprias (há apoiadores e sócios que ajudam)

 

PREDIO DA SAPT: Pouco uso cultural

 

Fazendo um lúcido desabafo, um dos idealizadores do Cineclube Torres, o italiano Tommaso Mattironi, criticou o pouco uso cultural do antigo edifí­cio da Sapt. O térreo do prédio permanece alugado pela Prefeitura para instalação de secretarias como do Turismo, Comércio e Indústria (denominada de forma errada, já que esta secretaria nem existe mais) e Assistência Social.

"O prédio da SAPT foi alugado justamente pelo seu valor simbólico, e deveria ser para esse destino (cultural) que ele deveria ser usado. Mas atualmente tem quase toda a totalidade da sua frente ocupada por serviços, que são essenciais í  população, com certeza, mas que não são minimamente relacionados ao uso cultural que o imóvel deveria ter" disse Mattironi (via Facebook).


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