DIA DO TRABALHO: você faz o que gosta?

1 de maio de 2015

 

Clássica imagem dos Tabalhadores do Rockefeller Center – 1932, Nova Iorque – sob uma viga,sem qualquer proteção

 

Para grande parte das pessoas o trabalho é apenas uma forma de sustento. Muitos vivem sem uma verdadeira ambição profissional que leve í  sua realização pessoal. Contentam-se em satisfazer as necessidades básicas e não percebem que existem tesouros além do horizonte. E você, faz o que gosta?

Por Maiara Raupp

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Trabalhar é condição essencial, não somente pela manutenção financeira, mas pela dignificação da vida. í‰ o melhor instrumento para realizarmos as nossas conquistas materiais, mas, além disso, ele é um grande caminho para a realização pessoal. Trabalhar desenvolve a capacidade de pensar, de tomar decisíµes, de encontrar soluçíµes, de construir projetos e de aprender a lidar com gente.

Certa vez, Freud, o fundador da psicanálise, foi questionado sobre o que, no seu entender, seria fundamental para a saúde mental de uma pessoa. Enquanto se esperava uma complexa relação entre os diversos aspectos da vida humana, teria surpreendido ao responder com apenas duas palavras: "Lieben und arbeiten" (amar e trabalhar).  

Freud relacionava o amor com os sentimentos de afinidade e ligação, a partir da entrega e do reconhecimento pelo outro. Quanto ao trabalho, entendia que este tinha um efeito mais poderoso do que qualquer outro de vincular uma pessoa í  realidade. O exercí­cio laboral teria a capacidade de desempenhar um importante papel na autoestima, no equilí­brio psicológico e no senso de identidade. Seria o responsável por nos dar um lugar no tecido social. Apesar de curta, a resposta não era simples.  
A relação do homem com o seu trabalho, que vai do prazer ao sacrifí­cio, torna-se ainda mais complexa nos dias atuais, quando as escolhas profissionais são definidas não somente pelas vontades e afinidades de cada um, mas pelas exigências cotidianas – como sucesso, dinheiro e reconhecimento.  Isso leva muitas pessoas a escolherem trabalhos que não refletem seus interesses pessoais, mas que dão uma aparente garantia de sustento. As funçíµes ficam cada vez mais padronizadas, as rotinas tornam-se cansativas, e o prazer pelas conquistas, escassos. Não por acaso, o perí­odo de férias é visto como uma recompensa pelo sacrifí­cio das atividades cotidianas.

 

Gostar do que faz

FOTO: Rosimeri sendo reconhecida pela sua empresa

 

Tão importante quando desempenhar o seu ofí­cio é gostar do que se faz. Quem realiza o seu trabalho sem estar contente com o que executa, certamente não terá empenho e sua produção será menor, além da propensão ao desenvolvimento da depressão. As novas geraçíµes têm mudado um pouco esse panorama. Enquanto alguns querem estabilidade, outros se preocupam em dar um sentido ao trabalho, com questionamentos que vão além dos ganhos financeiros, sem falar daqueles que preferem sempre mudar para enfrentar novos desafios.   As geraçíµes X, Y e, mais recentemente, a Z, têm imposto uma nova relação com os empregadores, que passaram a ter que se preocupar não apenas com a produção do seu produto, mas também com os anseios e interesses de cada profissional de acordo com a sua geração.

í‰ o caso da consultora da Mary Kay, Rosimeri Mengue, que largou um emprego fixo para trabalhar em horários flexí­veis e em uma empresa que valoriza primeiro os interesses de seus profissionais do que o seu próprio by browseonline">lucro. Meu trabalho me motiva muito, pois além de eu poder fazer o meu próprio horário, a empresa tem uma filosofia que é colocar em primeiro lugar Deus, em segundo a famí­lia e em terceiro a carreira. Então hoje eu posso me dedicar muito mais tempo a minha famí­lia e amigos do que antes. E eles sempre foram minha prioridade, afirmou Rosimeri, acrescentando ainda que com toda a certeza hoje ela é uma pessoa realizada profissionalmente. Eu faço o que eu amo. Não trocaria por nenhum outro emprego. Tem uma frase que eu gosto muito que é ˜Trabalhe com o que gosta e não terá que trabalhar um dia em sua vida™. í‰ isso, concluiu ela, feliz.

Fazer o que gosta também é o que motiva a empresária Luzane Maggi, que está no ramo do by browseonline">comércio há 15 anos. Todo mundo nasce com um tipo de dom e o meu é vender. Aproveito para conhecer pessoas, conversar e dar boas risadas com meus clientes. Adoro esta parte do contato com as pessoas, confessou Luzane. A empresária disse ainda que o que lhe motiva também é saber que todas as decisíµes e sua dedicação são dedicadas a um empreendimento que ela criou e desenvolveu por conta própria. í‰ como acompanhar um filho crescendo, completou ela.

Luzane falou também que ser dona do by browseonline">próprio negócio lhe dá maior flexibilidade, principalmente para conciliar o tempo com a famí­lia. Pra mim trabalhar é essencial. Não conseguiria ficar só em casa, sem ter esse lado profissional,mas a prioridade sempre é minha famí­lia. Hoje por exemplo é feriado. Muitas by browseonline">lojas estão trabalhando. Eu preferi ficar em casa pra atender um pedido do meu filho, assegurou ela.

 

FOTO: Luzane ama seu trabalho, mas coloca a famí­lia em primeiro lugar

 

Trabalhar por alguém

 

Transformar o mundo e, através da sua ação ,tornar a vida do próximo melhor é o mais sublime poder do trabalhador. Pensar que existem pessoas que sabem transformar uma pepita de ouro em uma aliança de casamento, sí­mbolo de um amor infinito; pessoas capazes de transformar um punhado de farinha num saboroso pão que alimenta não só o corpo, mas também a alma; que transformam um deserto numa plantação de frutas e verduras; que fazem de uma criança carente um adulto responsável. A capacidade de transformação é motivadora para algumas pessoas, e é o que dá sentido ao trabalho da farmacêutica Caroline Selau.

O meu trabalho é muito importante na minha vida, pois é onde produzo algo que me realiza como ser humana, e que também realiza a vida do outro, que satisfaz as necessidades e anseios das pessoas. Aprendemos muito com o público/paciente e me motiva ver que os frutos do dia a dia resultam em algo útil para os outros, afirmou Caroline.

 

 

FOTO: Caroline (e) trabalhando em prol do combate ao câncer de mama

 

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Por que dia 1 ° de maio é DIA DO TRABALHADOR?

 

O Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador, comemorado no dia 1 º de maio,  é uma data usada para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. Nessa mesma data, em 1886, ocorreu uma grande manifestação de trabalhadores na cidade americana de Chicago. Milhares de trabalhadores protestavam contra as condiçíµes desumanas de trabalho e a enorme carga horária pela qual eram submetidos (13 horas diárias ou mais). A greve paralisou os Estados Unidos. No dia 3 de maio, houve vários confrontos dos manifestantes com a polí­cia. No dia seguinte, esses confrontos se intensificaram, resultando na morte de diversos manifestantes. Os protestos realizados pelos trabalhadores ficaram conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Em 20 de junho de 1889, em Paris, a central sindical chamada Segunda Internacional instituiu o mesmo dia das manifestaçíµes como data máxima dos trabalhadores organizados, para, assim, lutar pelas 8 horas de trabalho diário. Em 23 de abril de 1919, 30 anos depois, o senado francês ratificou a jornada de trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1 ° de maio como feriado nacional.

Após a França estabelecer o Dia do Trabalho, a Rússia foi o primeiro paí­s a adotar a data comemorativa, em 1920. No Brasil, a data foi consolidada em 1924 no governo de Artur Bernardes. Além disso, a partir do governo de Getúlio Vargas, as principais medidas de benefí­cio ao trabalhador  passaram a ser  anunciadas nessa data. Atualmente, inúmeros paí­ses adotam o dia 1 ° de maio como o Dia do Trabalho, sendo considerado feriado em muitos deles.

 

   

 

Curiosidades sobre a relação das diferentes geraçíµes e o trabalho

 

1)  Os Tradicionais, com mais de 68 anos, nasceram em tempos de crise, o que  os fez disciplinados, colocando sempre o dever antes do prazer. Assim, é muito mais fácil as geraçíµes mais novas entenderem o pensamento das mais antigas.

 

2)  Os nascidos entre 1946 e 1964 são os chamados ‘Baby Boomers’. Eles são os filhos do pós-guerra, que romperam padríµes e lutaram pela paz. São pessoas definidas por sua profissão e são viciadas no trabalho. Gostam de se sentir valorizadas e necessárias.

 

3)  A geração X (1965 – 1977)  pensa em qualidade de vida, liberdade no trabalho e nas relaçíµes. Devido í s crises que enfrentaram, são céticos. Eles trabalham para viver e não vivem para trabalhar. Com isso, saem e entram nos empregos em função das necessidades da famí­lia. São profissionais que têm mais respeito por competência do que pela idade ou tempo de serviço na empresa.

 

4)  A geração Y (1978 – 1990)  cresceu sem o pai e a mãe em casa, por eles estarem trabalhando. Com isso, tornaram-se extremamente independentes. í‰ uma geração que cresceu em uma época de valorização intensa da infância, com internet, computador e educação. Eles sabem trabalhar em rede, ganharam autoestima e lidam com autoridades como se fossem colegas de turma. São pessoas que nasceram em tempos de prosperidade, por isso não temem o desemprego e veem o trabalho como um meio e não como um fim. A geração Y sai feliz do emprego se ele não estiver de acordo com suas expectativas, questionam qualquer coisa e não toleram mentiras. Quer manter as pessoas da geração Y motivadas? Dê a eles um trabalho desafiador e não digam COMO fazer, mas O QUE fazer.

 

5)  A geração Z, abaixo de 21 anos, é ainda mais imediatista e não gosta de ser ˜contradita™. Conectado com a modernidade, este grupo de profissionais, formado por jovens que nasceram nos anos 90, em plena Era Digital, chega para trabalhar esperando por uma empresa semelhante ao seu mundo, com novas tecnologias, rápida, aberta a novas ideias, globalizada, agitada e muito criativa. Não é í  toa que a letra que os denomina vem do termo `zapear ´, ato de trocar de canal de TV constantemente pelo controle remoto.


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