Oficina técnica no Plano Diretor discutiu perí­metro urbano torrense

8 de maio de 2015

 

 

Por Comunicação (prefeitura)

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Um alerta sobre o adensamento do perí­metro urbano de Torres, em especial na área mais tradicional da cidade, foi apresentado durante a oficina técnica realizada nesta quarta-feira, 6 de maio, nas dependências da Ulbra e dirigida aos conselheiros do Plano Diretor Territorial e Ambiental do municí­pio. O público sinalizou que um dos encaminhamentos do Plano seria o de diminuir o potencial construtivo desta área com o propósito de evitar grandes problemas no futuro no que se refere a acessibilidade e mobilidade da população que residir na área.

O evento foi aberto pelo secretário municipal de Planejamento e Participação Cidadã, Carlos Cechin, que fez um relato das muitas iniciativas realizadas até o momento para elaboração do Plano. Estas açíµes tiveram a participação de técnicos da Prefeitura e a colaboração de representantes de diferentes entidades relacionadas com a área. Nesta tarde, o adensamento de parte do perí­metro urbano de Torres, ou seja, o fení´meno associado ao crescimento populacional da cidade que resulta do uso intensivo do espaço urbano, foi a pauta principal.

 

 

Arquitetos opinam

 

O relato teve continuidade com o coordenador técnico do Plano, arquiteto e urbanista da Prefeitura, Marcelo Koch, que ao avançar, mostrando levantamentos, planilhas e outros dados técnicos, derrubou o mito de que Torres não tem mais como crescer. De acordo com Koch, devido o atual potencial construtivo permitido em zonas do perí­metro urbano, tais locais podem receber mais área construí­da e consequentemente muito mais população, o que preocupou os presentes. A chamada cidade tradicional que é entendida principalmente entre Itapeva, o mar, o rio e a pista do aeroporto, representa 13% do território do perí­metro urbano.

Presente na Oficina, o arquiteto e urbanista Emí­lio Merino Dominguez, renome internacional em mobilidade urbana, com passagem pelo Ministério da Cidades, disse que a solução deste quadro é, além de baixar o í­ndice construtivo destas zonas, ainda equipar a cidade com ferramentas que não necessitem de alto by browseonline"> investimentos do setor público, como metro, trem-bala ou outras iniciativa do gênero. A proposta viável seria a de um transporte coletivo eficiente, uso da bicicleta através de ciclovias e que seja proporcionada maior acessibilidade de tudo para todos, como educação, saúde e demais serviços, destacou o técnico.

 

 

Simulação técnica dos I.C.

 

Os participantes desta reunião técnica trabalharam com a simulação dos í­ndices construtivos (I.C.) de várias zonas da área urbana de Torres, apontando as possibilidades de crescimento populacional, do número de veí­culos que estes pontos poderão receber e ainda o fluxo dos respectivos deslocamentos para as diversas regiíµes da cidade. Todo o raciocí­nio técnico e cientí­fico que possibilitará a definição dos í­ndices a serem fixados para as diferentes zonas do Plano Diretor, contou com a presença de servidores de diferentes Secretarias e ainda com a participação entusiasmada de representantes de diversos segmentos. Entre os presentes estavam o engenheiro Arno Trapp; de ambientalistas, como Leonila Quartiero Ramos e Ronaldo Torres; de construtores, como Eloir Krausburg da Actor; de professores, caso do arquiteto e urbanista Efreu Quintana, da Ulbra; do vereador Davino Lopes, entre outros.

 


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