Junho éo Mês do Meio Ambiente no Cineclube Torres

29 de maio de 2015

 

 Tommaso Mottironi

__________________

 

Junho é o mês do Dia Internacional do Meio Ambiente, uma reflexão que não deveria cingir-se a um dia ou a um mês especí­fico, mas pautar transversalmente a nossa vivência, a partir do quotidiano, nas nossa atitudes e nas açíµes que empreendemos junto da comunidade. Dos 5 filmes escolhidos para a programação mensal do Cineclube Torres, há 3 documentários que abrem amplos horizontes para repensar as transformaçíµes que ocorrem no planeta, nas quais todos nos também somos em parte corresponsáveis, e nos conscientizar sobre a urgência de assumir uma voz ativa em prol do conhecimento e da preservação de equilí­brios naturais que em alguns casos são prestes a desmoronar sob o fardo pesado da humanização.

Nesse ciclo, destacamos as parcerias com o coletivo Dimensão Ecológica, do Espaço Cultural Ten Caten, com o Centro Ecológico e com a Ecotorres, uma referência no panorama regional e nacional em matéria de desenvolvimento sustentável e consumo consciente, livre de agrotóxicos. Como todas as atividades do Cineclube Torres, a entrada é franca e o debate após o filme é sempre bem vindo.

 

*As sessíµes do Cineclube Torres são gratuitas e ocorrem sempre as segundas-feiras, í s 20h, no auditório do Centro Municipal   de Cultura (Rua José Picoral, 171)*

 

01 de Junho – ‘Home – Ainda há tempo para salvar a Natureza (2009)’, de Yann Arthus Bertrand – O ser humano é a espécie que mais evoluiu, mas quais são os resultados no Planeta? O fotografo e realizador Yann Arthus-Bertrand durante mais de 18 meses filmou aproximadamente 50 paí­ses com um pequeno helicóptero e câmeras Cineflex de alta definição, mostrando como esta evolução está pondo em risco inteiras comunidades junto com os ecossistemas naturais e sugerindo que uma mudança geral é necessária e urgente.

O filme terá como sua extensão um by browseonline"> bate papo/debate no dia seguinte, na Terça Feira dia 2 de Junho í s 19h, no Espaço Cultural Ten Caten, integrado ao habitual calendário de encontros do coletivo Dimensão Ecológica.

 

8 de Junho – ‘Indomável Sonhadora (2012)’ – de Benh Zeitlin – Hushpuppy é uma menina de apenas 6 anos de idade que vive com o próprio pai, muito doente, nos Estados Unidos, em uma comunidade miserável isolada í s margens de um rio, sujeita í  enchentes devido a fortes ciclones e a uma barragem próxima. O filme, com a sua tocante história de amor e solidariedade, retrata uma parte   da sociedade estadunidense, esquecida na cinematografia habitual de um pais que oficialmente insiste em ignorar o impacto das atividades humanas no clima e nas transformaçíµes do planeta.  E no dia 11 de Junho (quinta-feira), as 18h   ocorre o Cinema em Debate sobre este mesmo filme (Indomável Sonhadora) no   Espaço Cultural Celina Ten Caten (Rua José Picoral 174,sala 06).

 

15 de Junho – ‘Lixo Extraordinário (2010)’, de Lucy Walker, João Jardim, Karen Harley –   Filmado ao longo de dois anos, Lixo Extraordinário acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. No local a vivência com o grupo de catadores de materiais recicláveis, começa a revelar a dignidade e o desespero que o grupo enfrenta, transformando o projeto inicial para algo novo: uma reafirmação do poder transformador da arte e da alquimia do espí­rito humano.

 

22 de Junho – Melancolia (2011), de Lars Von Trier – No filme, o sempre polemico realizador Dinamarquês leva na tela um drama com detalhes de ficção cientifica (a ameaça de colisão com a Terra do asteroide denominado Melancholia). Mas não é um filme-catástrofe tradicional, a catástrofe nesse caso é no plano psicológico e familiar, esplendidamente encenada em duas partes distintas, assim como são as duas personagens principais, as irmãs Justine e Claire.

 

29 de Junho – Mais que Mel (2013) , de Markus Imhoof – Entre 50% e 90% das abelhas do mundo desapareceram nos últimos 15 anos. Eventuais predadores contribuem certamente para o fení´meno, mas não justificam uma queda tão brusca no número destes insetos, assim, o documentário investiga a responsabilidade dos homens no desaparecimento das abelhas. Nossa vida na terra depende da polinização das abelhas: sem abelhas, não há plantas, frutas ou legumes e nem humanidade.


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados