GRUPO INICIA DEBATE SOBRE DIREITOS DOS ANIMAIS EM TORRES

17 de julho de 2015

Em encontro na Câmara de Torres (foto), assuntos como crimes ambientais, o cão comunitário e a questão do canil foram debatidos  

 

Por Fausto Junior

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O torrense Denis Czaplarski Borges Lí­bio organizou com antecedência e realizou, afinal, um evento chamado ‘I ENCONTRO DE PROTEí‡íƒO E BEM ESTAR ANIMAL DE TORRES RS’. O encontro, entre pessoas com interesse direto e simpatizantes da causa animal, aconteceu na quarta-feira (15/7), nas dependências do plenário da Câmara de Vereadores de Torres.

Denis convidou pessoalmente várias autoridades para o primeiro encontro. Mas somente pessoas trabalhadoras voluntarias da causa prestigiaram a iniciativa do torrense. O vereador Alessandro Bauer (PMDB) se fez presente, já que é parceiro do deputado estadual Gabriel Souza, que milita nesta causa em ní­vel estadual e já mostra projetos práticos em andamento logo nos primeiros meses de trabalho na Assembleia Legislativa do RS. Infelizmente autoridades do poder executivo de Torres ligadas í  causa não compareceram. Do executivo, só um representante da PATRAM com sede em Torres e fez presente.

 

Busca é pelo cumprimento da lei

 

 O idealizador Denis Lí­bio abriu o encontro com a leitura da lei federal que protege e define os direitos dos animais. Conforme explanou na abertura, os encontros visam que açíµes vindas da comunidade ajudem para que as autoridades e a sociedade cumpram suas obrigaçíµes perante os animais, principalmente com os chamados domesticados.

A questão da interdição do Canil Municipal de Torres e a interrupção das obras de outro estabelecimento, que construiriam na cidade para suprir as exigências do MP, acabaram sendo o assunto principal. í‰ que a prefeitura assinou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público da Comarca, se comprometendo a somente reativar o canil após adequar suas instalaçíµes í s demandas exigidas, ou seja: estar de acordo com a firme lei que defende o manejo dos animais recolhidos na rua pelas prefeituras das cidades. E a construção do canil substituto, que seria uma solução final, foi interrompida pela falta de acesso í  água tratada no bairro São Brás, onde a obra teria iniciado.

O representante da Patram pediu a palavra para clarificar a função desta polí­cia nas questíµes locais que envolvem animais. Quando há maus tratos, os casos são considerados crimes. E é a Patram que deve ser acionada. O sargento da corporação pediu para que os reclamantes obtenham provas e não utilizem a polí­cia ambiental para resolver problemas de vizinhança. Neste caso é a BM que deve ser acionada.

No caso de animais marinhos, a Patram aciona o CECLIMAR (Centro de manejo de animais marinhos), localizado em Imbé, que a entidade (federal,ligada a UFRGS) que recolha os animais, como pinguins, baleias, dentre outros.

 

Cão Comunitário: melhor livre do que no canil

 

FOTO do Canil de Torres em 2013 (Arquivo A FOLHA): Animais são bem tratados no canil, mas cães comunitários mantém liberdade e carinho da vizinhança

 

 No debate entre os presentes, a necessidade de realizar campanhas de conscientização para que os maus tratos contra  animais termine. Uma protetora de animais militante, presente no encontro, sugeriu que grupos de pessoas visitem propriedades no interior para conscientizar que, inclusive, animais de corte e de produção (bois, galinhas, marrecos, dentre outros) sejam mais bem tratados.

 Outra ideia fomentada pelo  grupo é o incentivo do projeto, coordenado pela prefeitura, que aconselha que cachorros e gatos sejam adotados por uma rua, um grupo de casas, um bairro, dentre outras ideias. A prefeitura de Torres coordena atitude neste sentido com o projeto Cão Comunitário. São animais que ganham uma casinha na rua e que são cuidados pela vizinhança, que se compromete a dar alimento e carinho aos bichinhos, que se tornam amigos do grupo e, consequentemente, não estão mais sem dono.

A sugestão do fomento a este tipo de ação e outras similares vem da constatação técnica, amparada por estudos recentes, de que um canil não sendo a melhor solução para ajudar as sociedades a atacar o problema dos animais de rua. Muitas vezes, os canis acabam virando depósitos de cães que são abandonados irresponsavelmente por moradores, turistas e até por comunidades inteiras.

A necessidade de aprofundar as açíµes de cadastramento de animais da cidade e de acelerar e atender mais rápido í s demandas pela castração das fêmeas que estão sem donos também apareceu como tarefa urgente em Torres.

O grupo e o encontro prometem promover mais reuniíµes, sempre com o intuito de apoiar a sociedade e as autoridades na busca do cumprimento das leis que protegem os animais e regulam a saudável relação entre eles e os seres humanos e racionais.

 

 


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