Por Fausto Junior
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Em todos os lugares, o ano de 2015 é í quele que prepara os PARTIDOS para a eleição municipal do ano seguinte. í‰ que a lei exige que, até um ano antes do pleito (início de outubro), as pessoas que VíƒO CONCORRER já estejam filiadas aos partidos que escolheram para tal. Existe a possibilidade de abertura de uma JANELA no mês de setembro, onde pessoas e POLíTICOS poderiam trocar de agremiação sem perderem seus mandatos. Mas parece que os ‘grandíµes’, principalmente os que estão aliados ao governo Dilma (PT, PMDB) não querem isto. Correm o risco de perder muita gente para outras agremiaçíµes, e podem perder até bancadas inteiras em alguns municípios – por conta das acusaçíµes de corrupção lá em Brasília e seus redutos agregados.
Em Torres, movimentos começam a aparecer em várias frentes. Alguns deles com assunção de certos riscos, pois tem gente passando ‘a carroça na frente dos bois’. Mesmo a definição FINAL dos nomes dos candidatos a prefeito ocorrendo somente em julho de 2016 (com as convençíµes finais dos partidos), as siglas começam a jogar nomes no ar como frutos verdes para colherem, a seguir, os mesmos frutos mais maduros. Mas podem receber o troco caso não se cuidem… Política é isto: í”nus e Bí´nus…
PDT COM EX-DEPUTADO E VERANISTA DE TORRES?
Na semana passada, apareceu nos bastidores da política a possibilidade do veranista de Torres e ex-deputado estadual (eleito em dois mandatos) Kalil Sehbe entrar pelo seu PDT na briga pela prefeitura de Torres. O cara é carismático e tem relação com Torres, seu aví´ é, inclusive, nome de rua da cidade. E o PDT, faz tempo, que quer emplacar a chapa majoritária da cidade.
Mas o que deixa a empreitada dos brizolistas mais apimentada é a ideia que surge de coligação para esta tentativa: a união com o PP de Torres como vice na chapa. As negociaçíµes, feitas nos diretórios ESTADUAIS, dão conta que as duas siglas poderiam formar a chapa. O empresário Nasser Samham seria o vice, pois ele JURA que não quer ser cabeça de chapa.
E esta conversa ocorre entre dois partidos que estão COLIGADOS ao GOVERNO NíLVIA – que é do PT. A sinalização, portanto, sugere que Nílvia estaria FORA DA CHAPA MAJORITíRIA neste quadro – caso a ideia fosse manter a base junto com o Partido dos Trabalhadores de Torres. E além de Nílvia, não aparece sequer outro nome do PT na chapa majoritária, o que confirma mais ainda o projeto da união PDT e PP.
Política é assim… Pode ser somente uma ideia colocada no ar para que, futuramente, se transforme em um projeto integrado e negociado – incluindo PT, PDT e PP. Mas deixar o PT e o PP fora da cabeça de chapa, quando atualmente os dois partidos comandam Torres – me parece bastante ousado. Olho(s) no(s) lance(s)!
GISA LIDERANDO GRUPO DE PEQUENOS?
Outra reunião teria acontecido na cidade para iniciar uma espécie de namoro -e quem sabe um possível casamento – entre agremiaçíµes torrenses para uma chapa para a prefeitura da cidade em 2016. PPS, PRB e outros partidos mais recentes da cidade estariam se unindo para montar uma espécie de GRUPO DE REBELDES AO SISTEMA, onde uma chapa í prefeitura já estaria formada, nominando a vereadora Gisa Webber de candidata í prefeita e o médico Fábio Amoretti como vice na chapa dos partidos unidos, que se autointitulam de pequenos. Neste caso Gisa aparece como a representante do PP num quadro diferente, onde os progressistas de Torres entrarem de CABEí‡A DE CHAPA. Ao invés de se coligarem com outras agremiaçíµes maiores, o PP de Torres entraria "em um novo namoro", neste caso com um grupo de agremiaçíµes que se considera pequeno e sem forças individuais para liderar uma chapa.
Lembro que Gisa Webber é do PP, mas tem demonstrado oposição frontal ao governo Nílvia – no qual seu partido é coligado, possuindo inclusive o vice-prefeito como nome diplomado e em exercício: Ildefonso Brocca. E Brocca se lançou í candidato dentro da sigla para concorrer como CABELí‡A DE CHAPA no pleito de 2016. Além de Brocca, dois outros petistas querem se apresentar e esperam as andanças: o advogado Cezar Grazziotin e o empresário Carlos Souza (o Carlos da Delta). E o PP tem outros nomes, ainda. Pegou fogo a coisa!
PMDB SE ORGANIZA PARA SE ORGANIZAR
O PMDB tem três pré-candidatos ASSUMIDOS em Torres, sendo os três COM MANDATO de vereador na Câmara Municipal: Alessandro, Gimi e Tubarão. Partido tradicional por aqui, o PMDB se organiza se com antecedência para o pleito: Neste mês o diretório faz a primeira reunião para apresentar as dissidências de seus membros e os documentos que CONFIRMAM a vontade dos atuais membros, para que continuem como parte da nominata da cúpula da agremiação do PMDB em Torres.
Caso haja dissidentes, nomes serão sugeridos por todos os membros do PMDB na cidade para SUBSTITUIREM os que optaram por se retirar do diretório do partido . Só então, no final de AGOSTO, é que o novo diretório será eleito, por aclamação ou por disputa (caso seja composta outra chapa de oposição), para depois eleger sua cúpula, com o PRESIDENTE e os demais cargos que serão os gestores do partido na cidade para o ANO ELEITORAL.
PSD E PSDB… QUIETINHOS…
O PSDB em Torres está formado na sua base de lideranças. O Dr. José Luiz Gonçalves escolheu parceiros para tocar a retomada do DIRETí“RIO na cidade. Os tucanos em Torres foram FORTES quando da escolha do ex-candidato Cezar Cafrune para concorrer (o que aconteceu em 2004), e quase emplacou como vice de João Alberto em 2008. De lá para cá, o partido se encolheu e a nova liderança em 2015 busca entrar em contado com os filiados para formar um novo corpo pensante por aqui. O PSDB é relativamente pequeno no RS, mas é grande no Brasil. A sigla do ex candidato a presidente Aécio Neves está como bola da vez da oposição no país. E seria pouco inteligente que os tucanos de Torres não pegassem esta onda para se posicionarem na cidade.
Já o PSD, um partido ‘neném’ no Brasil, formado pelas dissidências de políticos do DEM e de outras agremiaçíµes (identificadas com uma administração mais pragmática), também está bem formado em Torres. A união do líder da sigla no RS (o empresário José Cairoli) com a chapa de José Sartori, vencedora no pleito para governador, só engrandece de forças o partido. E o PSD de Torres, também formado há poucos anos, já mostra certo protagonismo. A atual gestora do SINE em Torres e presidente do partido, Dione Andréa dos Santos, tem trabalhado bem (e muito), olhando para o futuro.
PSD e PSDB devem estar atentas í possibilidade das janelas de trocas de partido. Com certeza, seriam duas agremiaçíµes onde MUITOS políticos podiam buscar querência nova (após suas siglas serem citadas na corrupção no Brasil). Olho no lance, no peixe e no gato!
Esquerda REAL unida?
Já a reeleição de Nílvia Pereira para prefeitura deve passar pela união dos mais radicais partidos de esquerda. O contexto atual sugere que PT e PC do B serão protagonistas aqui na cidade e, parece, em várias outras frentes. São siglas que parecem estar casadas em união estável há anos. Além de um defender o outro nos embates verdadeiramente ideológicos, PT e PC do B se identificam em projetos de governo, de esquerda, mas com certa harmonia com o estabelecido.
De carona com esta dupla, podem entrar outros partidos mais a esquerda, como Psol, por exemplo, que tem uma comissão provisória na cidade. Mas o grupo de Nílvia vai buscar mais parcerias para viabilizar seu projeto de reeleição. Acho que PTB deve estar na lista, assim como PSB e PDT sempre estão prontos para se coligar com este tipo de projeto.
NOVOS HORIZONTES…
A Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, se prepara para entrar de sola já nesta eleição. E é bem provável que a cidade de Torres conste na lista dos locais protagonistas, já que uma base do PV existe há anos na cidade e a Rede começou com dissidência de Verdes que migraram para a sigla junto com Marina Silva.
Outro partido que poderia ser retomado em Torres seria o DEM. A agremiação é relativamente forte no RS. Mas para dar certo, o DEM teria que ser liderado por pessoas identificadas com o conceito de ESTADO MíNIMO. Os líderes do DEM no Brasil cada vez mais exigem isto. Olho na Linha do Horizonte!


