Greve dos Servidores paralisa escolas e Delegacia em Torres

21 de agosto de 2015

 FOTO: Faixa sinaliza a greve na delegacia em Torres

 

Por Guile Rocha

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Mais de 40 categorias do funcionalismo público do Rio Grande do Sul aprovaram uma greve de três dias em assembleia realizada no iní­cio da tarde desta terça-feira (18), em Porto Alegre. As categorias protestam contra o parcelamento de salários e outras medidas adotadas pelo governo gaúcho para combater a crise financeira.

E buscando ajustar as contas do estado – e garantir o pagamento do funcionalismo, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), apresentou nesta quinta-feira (20) a quarta fase do ajuste fiscal que pretende aplicar no Estado. Dentre as medidas, a que tem mais impacto ” e já esperada “, é a proposta de aumento de impostos, incluindo as alí­quotas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a partir de 2016.  Caso as mudanças sejam aprovadas na Assembleia, os cidadãos gaúchos terão um gasto a mais de R$ 0,53 por dia em impostos para 2016, em relação a este ano. Segundo o secretário, a repercussão financeira do aumento será de R$ 1,869 bilhão por ano para o Estado e R$ 764 milhíµes por ano para os municí­pios.

 

Escolas estaduais quase totalmente sem aula

 

Aqui em Torres, os efeitos da greve dos servidores estaduais foram sentidos principalmente na educação. Segundo um professor, as escolas estaduais Mací­lio Dias e Marechal Deodoro tiveram paralisação total das aulas desde quarta (19). Já as escolas Jorge Lacerda, José Quartiero, Tietboehl e Manuel Carneiro (no Campo Bonito) paralisaram quase totalmente. Apesar de não haverem aulas, os professores tem que permanecer dentro das escolas durante a greve.

As aulas voltarão a normalidade na segunda-feira (24). "Mas se não for cumprida a proposta feita pelo CPERGS ao governo – de pagar integralmente os salários no próximo dia 31 – as escolas retornarão ao estado de greve por mais 3 dias: 01, 02 e 03 de setembro", diz o professor consultado por A FOLHA, que conclama ainda por uma parailsação total dos professores caso haja necessidade de nova parada.

 

Polí­cia Civil em greve mas Brigada Militar sem paralisação

 

A mobilização dos servidores afeta também outros serviços essenciais, como a segurança pública. Na delegacia de Polí­cia Civil em Torres, apenas as ocorrências consideradas graves, de crimes contra a vida, estão sendo atendidas. Registros de outras ocorrências devem ser registradas pela internet. "Os Delegados estão solidários aos agentes. í‰ inédito que, nesta paralisação, mais de 40 setores do funcionalismo estejam unidos na luta", indicou o delegado Celso Jaeger para A FOLHA

Os policiais da Brigada Militar também iniciaram uma operação-padrão.Mas   Segundo informou o Sargento Scheffer para A FOLHA, a 2 ªCia/2 º BPAT- que abrange todas as cidades da Grande Torres – está trabalhando normalmente. Em Torrees estamos (na Quarta-feira, 19) com 3 viaturas circulando pela cidade e mais o policiamento í  pé. 100% do efetivo nas ruas, e vai continuar normalmente nos próximos dias. As viaturas que estão paradas é só porque estão estragadas".

 

Corpo de Bombeiros atuando

 

O Corpo de Bombeiros não realizou paralisação de suas atividades, mas manifestou apoio a greve dos servidores que decidiram parar. "Somos a favor dos colegas que pararam em todo estado, e contra as sançíµes salariais que causam os prejuizos diretos e indiretos aos servidores. Embora nossas condiçíµes não sejam as ideias, estamos com empenho básico do serviço pois não podemos deixar a população desamparada ", informou para A FOLHA o Sargento Pujol, do Corpo de Bombeiros de Torres.


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