APAE de Torres economicamente FRAGILIZADA

31 de agosto de 2015

 

APAE Torres terá de vender uma viatura para pagar contas. Na semana passada, alunos da entidade fizeram uma visita í  Câmara para lembrar da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla  de 2015 (foto).  

 

Por Redação A FOLHA

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Na sessão da Câmara Municipal realizada na segunda-feira (24/8), alunos da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Torres foram recebidos na casa legislativa. A visita se deu em conta da  Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla   de 2015, comemorada no perí­odo de 21 a 28 de agosto. Mas além da lembrança da data, outro assunto acabou entrando na pauta.

O fato é que a APAE de Torres continua passando por problemas orçamentários. As verbas destinadas í  instituição – no passado oriundas do fundo de assistência do governos federal, e até pouco tempo firmada a partir de convênio com a prefeitura  municipal – estão cada vez mais difí­ceis.  Uma nova legislação entrou em vigor a partir da lei federal 13019/2014, que regulamenta o regime jurí­dico das parcerias envolvendo a administração pública e entidades civis, instituindo o Marco Regulatório das Organizaçíµes da Sociedade Civil. E a partir de 2016, para dar continuidade ao repasse dos recursos tão necessários para a APAE, é preciso que seja firmado com a Prefeitura de Torres um Termo de Fomento ou Colaboração

Além do mais, uma corrente ideológica no Brasil pensa que melhor seria aparelhar todas as escolas públicas do paí­s com recursos para atender pessoas portadoras de deficiência. Consequentemente, essa corrente trabalha para diminuir a participação “ quase que exclusiva – das APAEs no Brasil. Isto tem gerado conflitos em todas as esferas públicas para manter os benefí­cios públicos das escolas especializadas (APAES e outras.).

 

FALTAM RECURSOS

 

A vereadora Gisa Webber (PP), em seu discurso na sessão, reclamou mais uma vez em nome das pessoas com deficiência intelectual e múltipla e das APAEs. As pessoas deveriam visitar a APAE para ver o carinho que aquelas pessoas recebem dos profissionais que lá trabalham, desabafou Gisa. A entidade está tendo de colocar í  venda sua única viatura usada para locomover os alunos na busca de dinheiro para pagar suas contas. Isto não podemos admitir, lamentou Gisa, que continuou. A prefeitura de Torres fechou convênio somente por seis meses com nossa APAE, o que demonstra pouca certeza em manter a ajuda necessária. São pessoas cedidas e uma pequena ajuda financeira, encerrou seu posicionamento a vereadora pepista.

O vereador Machado (PP), aproveitou seu espaço na câmara e pediu, também, que a comunidade e as autoridades públicas atentassem para o mesmo problema da APAE: o fato de ter de vender um automóvel de trabalho para pagar contas correntes da escola.


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