VíRIAS VERSí•ES SOBRE ACUSAí‡í•ES DO MP í€ PREFEITA NíLVIA NA CONTRATAí‡íO DA BANDA OBA OBA

16 de outubro de 2015

Acusados em processo, Ní­lvia e Ataualpa (nas fotos) se dizem ví­timas

 

 

Por Redação A FOLHA

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Após vir í  tona um processo que corre em segredo de justiça na quarta câmara (que julga os prefeitos do RS), onde a prefeita de Torres, Ní­lvia Pereira, e o ex-secretário de Turismo, Ataualpa Lummertz são acusados de superfaturamento na contratação da Banda Oba Oba no réveillon de Torres da entrada de 2014, surgem várias versíµes e intepretaçíµes do fato, colocados por vereadores, na sessão da Câmara e por envolvidos em várias situaçíµes.

A prefeita Ní­lvia diz que não sabia. Diz também que, quando detectou a irregularidade, lá em 2014, ainda mandou abrir uma sindicância administrativa. Ní­lvia se diz ví­tima de erros de executivos e técnicos da prefeitura.

Já o ex-secretário Ataualpa Lummertz se diz ví­tima também (mas só agora). No final de semana passado afirmou para A FOLHA que somente autorizou a contratação e que não participou das negociaçíµes de preços, sequer dos controles de legalidade do processo.   Ataualpa diz que foi o diretor de eventos da secretaria í  época, Claiton Bitencourt, que fez a contratação.   Ele conta também que, depois, o pedido e o trabalho do diretor também passaram pelos ritos legais dentro da prefeitura, e que ninguém pediu para que ele revisasse alguma decisão após o trâmite.

Ataualpa não participou da sessão da Câmara dos Vereadores do dia 13 de outubro para explicaçíµes, como havia previamente anunciado. Ele iria participar da tribuna popular para dar sua versão sobre as denuncias feitas contra ele e para responder as acusaçíµes da vereadora de seu partido, o PP, Gisa Webber, que se colocou publicamente indignada pelo fato do tesoureiro do Partido Progressista “ Ataualpa – estar envolvido em acusaçíµes do MP na prefeitura.

 

Vereadora Lú (PT) defende direito de defesa e ataca governo anterior.

 

 Em seu depoimento na tribuna da última sessão da Câmara, realizada extraordinariamente na terça-feira (13) – por conta do feriado de Nossa Senhora de Aparecida no dia 12 (segunda-feira) – a vereadora Lú Fippian (PT) defendeu de certa forma os direitos de defesa da democracia. Quanto í s denúncias da justiça contra a Prefeita Ní­lvia e o ex-secretário Ataualpa, no caso de suposto superfaturamento na contratação da banda OBA- OBA para o Réveillon de 2014, a vereadora disse que gostaria que as pessoas ouvissem bem sem distorcer os fatos. "Lutamos para que nossa sociedade tivesse estado de direito respeitado, e isso representa que há uma denuncia, investigação, direito de defesa. Mas hoje muita gente primeiro condena para depois dizer que não é bem assim. Penso que isso é o estado de direito sendo violado, inclusive por gente que se diz muito ética", disse a vereadora.

Lú disse ser 100% a favor que se investigue se houve irregularidades. Mas afirmou que não é caso de licitação a contratação de banda para esse tipo de evento. A lei federal diz que é exigida a licitação só quando houver inviabilidade de concorrência", disse a petista. E ironizou problemas da gestão anterior. Uma coisa é uma banda local por um valor X, outra é contratar uma banda que teve até musica fazendo parte de trilha sonora em uma novela global, como foi nosso caso com o Oba Oba", disse Lú. E esses músicos tinha que pagar também passagens, equipamentos, hospedagem.  Vamos considerar todos esses aspectos, tudo é custo", disse.

Lú alfinetou a gestão anterior, de João Alberto Machado, lembrando de valores gastos em shows pela antiga prefeitura: Foram R$ 45 mil para contratar uma banda da cidade no governo anterior. Contrataram o músico Emanuel, que cobravam R$5 mil por show, mas pagaram R$50 mil por ele na gestão João Alberto, acusou Lú.

A vereadora finalizou filosofando, dizendo que a moral é seletiva: "parece que só somos moralistas quando enfrentamos adversários polí­ticos. Mas a verdade é como o ditado que diz: ‘pau que bate em Chico bate em Francisco’".

 

Alessandro acusa prefeitura de erro grotesco

 

Já o vereador Alessandro Bauer (PMDB) ressaltou que a prefeita Ní­lvia está respondendo a justiça como acusada de um crime, e diz que não acusa ninguém de roubo, mas de irresponsabilidade com o dinheiro Público. "A Banda Oba Oba tocou em Cidreira por R$ 60 mil e em Balneário. Gaivota por R$ 30 mil. Por que essa diferença toda?, indagou o oposicionista.  Fico triste por acontecer casos desse tipo, pois alguém que assina um contrato assim não tem condiçíµes de gerir uma cidade", reclamou Alessandro. Ele criticou mais ainda o processo como um todo. Se a prefeita foi enrolada por alguém de sua equipe, vai ter que pagar pela irresponsabilidade também. í‰ esse dinheiro de uma banda superfaturada que falta hoje para obras, remédios, reformas dos postos e para garantir eventos como a feira do livro, por exemplo, continuou Alessandro.  

Será que com toda a tecnologia, da internet, com toda informação que se tem uma prefeitura, ainda não se percebe o erro em pagar cinco vezes o valor por uma banda totalmente desconhecida? Indagou o vereador, finalizando e deixando a pergunta no ar.


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