EXCESSO DE CHUVA PREJUDICA COLHEITA AGRíCOLA DE TORRES

16 de novembro de 2015

Secretário Brocca (centro) com Nardi (e) e Pintos (d): responsáveis pela  pasta que coordena as  polí­ticas públicas agrí­colas de Torres – que estão aumentando

 

Por Fausto Júnior
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Os estragos não são, ainda, tão grandes. Mas o fato é que a colheita agrí­cola de Torres terá menos produtividade após as chuvas das últimas semanas. Atrasos na germinação, o aumento de custo em adubo e defensivos, e alguma perda de hortifrutigranjeiros são as consequências das chuvas fortes – em alguns casos com queda de granizo – e da falta de insolação do clima desta primavera de 2015 na região.

As informaçíµes foram colhidas pela reportagem de A FOLHA em reunião realizada pelo jornal na tarde da última quarta-feira, dia 11 de novembro. O secretário de Agricultura e Pesca de Torres José Brocca, assessorado pelo engenheiro agrí´nomo da pasta Gerson Nardi e do chefe da EMATER em Torres Jânio Pintos, foram os porta-vozes.

Arroz terá atraso no ciclo e pode sofrer mais caso o tempo não melhore

A colheita de arroz sofre por atraso no ciclo entre plantio e colheita, decorrente da falta de calor. Além disto, com certeza a floração média do grão deve ter menos produtividade no geral, justamente pela falta de calor em geral.  Mas caso o clima se mantenha chuvoso no verão, a floração da colheita do arroz deve sofrer mais ainda.

Hortaliças aumentam custo de produção
A chuva em excesso prejudica as hortaliças em geral. Em alguns casos, a chuva forte, o vento e o granizo destroem as plantas. Mas, mesmo não havendo esta destruição, as chuvas fazem com que as hortaliças percam o veneno colocado para matar pragas – como as Lagartas – e a operação daí­ precisa ser repetida, sob pena das lavouras serem consumidas pelos insetos. Isto aumenta o custo para o produtor, além de aumentar a agressão ao meio ambiente (águas de rios e córregos).

Banana, milho, abacaxi e maracujá
No caso da banana e do maracujá, a produtividade também cai pelos mesmos motivos: a falta de insolação e calor e o aumento do custo em adubo e pesticidas. No caso do milho, as pessoas nas cidades sentirão falta da oferta das espigas para consumo, geralmente fartas em todo o verão. No caso do abacaxi (produzido na região) a sensação pode ser a mesma e o Litoral Norte pode ter de importar a fruta do norte do paí­s, algo pouco usual.

Mais polí­ticas públicas na cidade
O secretário Brocca aproveitou a entrevista para divulgar a comemoração da pasta de ter aumentado a prestação de serviços para os agricultores de Torres. Atualmente a Patrulha Agrí­cola (empréstimo de máquinas e operador aos produtores, cobrando 30% do preço de mercado) não é considerada mais a principal polí­tica pública para os produtores torrenses. "A organização da categoria, a compra pela municipalidade de produtos dos agricultores (para a merenda escolar, por conta do projeto do governo federal) atualmente são avanços maiores no sistema agrí­cola da cidade do que o aumento de oferta de maquinário de apoio aos agricultores (Patrulha Agrí­cola)", disse Brocca.


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