Na Cãmara, Secretário do Planejamento fala sobre praças, obras de asfaltamento e organização do trãnsito em Torres

7 de dezembro de 2015

Por Guile Rocha

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Presente na sessão da Câmara dos Vereadores de Torres na última segunda-feira (30/11), o secretário municipal do Planejamento, Ricardo ‘Casca’ Pereira, participou da tribuna popular para falar de algumas atividades relacionadas a pasta por ele gerida. Ocupando o cargo há 5 meses (em substituição a Carlos Cechin), ele disse que determinadas obras de infraestrutura e mobilidade urbana – como a efetivação da Entrada Sul da cidade (que ligaria a Av. Independência a Estrada do Mar) e o acesso ao Bairro Guarita – estão ‘emperradas’ em função da rigorosa legislação ambiental vinculada ao Parque Estadual de Itapeva (PEVA). Explicou ainda que está sendo negociado, em Brasí­lia, o realocamento de verba federal que entraria para asfaltar a Entrada Sul – projeto de pavimentação que foi momentaneamente suspenso por questão de engenharia. "Trabalha-se, agora, para que esta verba seja posteriormente utilizada no   asfaltamento de 7 ruas de Torres (inclusive algumas na Vila São João)".

Casca falou também  da situação da Praça Pinheiro Machado –  localizada na Praia Grande e com as obras atrasadas.Ele  afirmou novamente que mantêm-se a previsão de que a praça seja entregue até dia 20 de dezembro. Disse ainda que a prefeitura analisou a possibilidade de entrar na justiça contra a CVS- Construçíµes pelos atrasos nas obras, mas que decidiu partir para uma solução mais amistosa (extensão do prazo de entrega) para garantir que a praça Pinheiro Machado fosse concluí­da o quanto antes.  

 

 

Perguntas sobre asfalto

 

O vereador Alessandro Bauer (PMDB)  questionou Casca em relação ao atraso no asfaltamento da Rota Turí­stica do Salinas, projeto importante para a comunidade de Salinas (que também contemplará canalização, segundo foi previsto). O secretário do Planejamento justificou dizendo que houve um problema no âmbito ambiental na obra, que foi brecado pela SEMA (Sec. Estadual do Meio Ambiente). Ele disse que "o projeto está passando por mudanças para se adequar as exigências". Alessandro ainda indagou se obras maiores serão realizadas no centro da cidade durante o perí­odo de veraneio, e Casca falou que nada do tipo ocorrerá (para não atrapalhar a temporada turí­stica).

Já o vereador Tubarão perguntou sobre o asfaltamento de algumas vias – como Amazonas e Independência – e questionou o porque da não conclusão do asfaltamento da Rua Capaverde (no Igra Sul). Casca disse que a complicação no caso da importante rua Capaverde é relativa a liberaçíµes pelo tipo de asfalto – pois há liberação especí­fica de material para vias que antes eram de paralelepí­pedo ou saibro.  

 

 

Organização do Trânsito

 

A questão da organização do trânsito para o veraneio também foi levantada por vereadores, na sabatinação ao secretário do Planejamento na Câmara de Torres. Isso porque, desde o ano passado, a prefeitura Municipal efetuou mudanças que alteraram drasticamente a mobilidade urbana na cidade – algumas vistas de forma positiva (como a colocação de novas placas indicativas com nomes das ruas e duplicação do sentido de vias próximas a praia) mas outras envolvidas em polêmicas.

O vereador Jaí­ton ‘Nego’ (PC do B) indagou em relação a forma de tráfego na rua Joaquim Porto, que segundo ele está um ‘caos’ em decorrência da confusa direção da mesma (que hora é mão dupla, hora mão única, para depois vira mão dupla de novo). "Acho que faltou planejamento, estou preocupado em como vai ser no veraneio", disse Nego. Casca respondeu que está sendo seguido o Plano de mobilidade feito pelo ex-secretário do Planejamento (Carlos Cechin) e sua equipe. Ele lembrou ainda que este plano foi elaborado, inclusive, com aval do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e outras entidades de Torres. "Mas na questão da Joaquim Porto, especificamente, está sendo elaborado um estudo para desafogar a rótula e a Benjamin Constant", disse o Secretário de Planejamento (repetindo o mesmo que havia sido dito por Carlos Cechin para A FOLHA…. num distante em fevereiro, quase 8 meses atrás)

A vereadora Gisa Webber (PP) foi enfática ao dizer que faltou democracia no processo das mudanças do trânsito em Torres. Segundo ela, em vários momentos houveram pronunciamentos públicos contra a nova formatação do trânsito na cidade, mas pouco foi levado em conta pela prefeitura. Ela indagou, por exemplo, sobre a promessa (feita ainda no ano passado) do Calçadão em trecho da Av. Joaquim Porto no entorno da Caixa Econí´mica Federal (em área que, inclusive, teve passagem para carros deliberadamente obstruí­da). O secretário do Planejamento disse que a ideia continua em pé – indicando que a mudança tem aprovação dos comerciantes do local. Mas o projeto espera por real viabilidade para sair do papel. "Além do calçadão, o local pode tornar-se inclusive numa rua coberta", sentenciou.

 

 

A confusão do rotativo abortado

 

 Gisa questionou sobre outro assunto delicado para a prefeitura: o que fazer em relação a sinalização – por placas e pinturas nas ruas – efetivada pela Expark? O projeto do estacionamento rotativo pago foi abortado em Torres – após irregularidades no processo e ampla rejeição popular (culminado com uma massiva passeata em maio) – mas as placas e marcaçíµes instaladas precocemente pela empresa continuam lá. E se estas marcaçíµes já simbolizam confusão aos moradores da cidade, como será no verão (quando a cidade fica lotada de turistas)?

Nesta questão, Casca afirmou que faltava um documento jurí­dico dando permissão para a prefeitura mexer nas placas da Expark. Mas o documento já foi providenciado, segundo ele, e as placas agora já podem ser retiradas e colocadas provisoriamente num depósito. "Feito isso, a prefeitura deve fazer uma nova sinalização na cidade para reorganizar o trânsito (num contexto sem rotativo)", concluiu o secretário de Planejamento.


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