HOTí‰IS E RESTAURANTES FESTEJAM MOVIMENTO DO INíCIO DO VERANEIO

11 de janeiro de 2016

 
Argentinos estão sendo    o motivo da    comemoração desta temporada,
afirma o presidente da AHRBST

 

 

Por Fausto Júnior
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Bateu a crise no Brasil e no RS. Todos os dados econí´mico-sociais demonstram isto: Queda de PIB, de emprego, de renda andam junto com aumento de inflação, causada principalmente por preços controlados pelos governos. Ou seja, um quase caos. Mas tem uma coisa que acaba ajudando o turismo em Torres: a desvalorização especulativa do Real (que tem de pagar 4 para comprar 1 dólar americano) facilita que mercadorias e serviços sejam consumidas pelos nossas visitantes estrangeiros a um preço mais baixo. E neste ano, o câmbio favorável já mostra indicadores – relativos a presença dos ‘hermanos’ – que só foram alcançados no final dos anos   de 1990   do século passado.

90 % da ocupação dos hotéis com argentinos e uruguaios

 

Conforme informa o presidente da AHRBST (Associação de Hotéis Restaurantes, Bares e Similares de Torres) Ataualpa Lumertz, o advento  argentinos e uruguaios não só é motivo de comemoração pelo aumento do movimento no veraneio, mas é de certa forma a salvação da temporada, que projetava crise, também no litoral do RS. Lumertz explica que a categoria esperava um movimento menor nesta temporada em relação í  temporada passada, mas aconteceu o contrário, justamente pela vinda dos Hermanos.
O Movimento do Réveillon foi igual ao do ano anterior, mas trocou perfis. Tivemos mais argentinos substituindo os brasileiros já no feriadão da virada de ano, afirma Ataualpa. Para o empresário, após o réveillon, a situação ficou clara.  Hoje, estamos com í­ndices de ocupação nos hotéis da zona litorânea que praticamente beiram os 100% projetados para a primeira quinzena de janeiro; mas destes ocupantes, 90% são argentinos, explica o presidente da AHRBST.


Perfil ‘mais alto’ nos hotéis de beira de praia

Ataualpa festeja, também, o aumento do perfil dos argentinos e uruguaios que têm frequentado os hotéis litorâneos – todos praticamente lotados, segundo ele. O empresário diz que eles jantam todos os dias em estabelecimentos na cidade, quando poderiam, em muitos casos, cozinhar nos hotéis e pousadas que propiciam cozinha (exemplo, o caso do estabelecimento de hospedagem onde Ataualpa é dono – o Hotel Jardim do Mar), como já aconteceu em outros anos. Mesmo tendo cozinha, todos os dias os hóspedes saem em massa de seus quartos e vão jantar fora, quando poderiam fazer comida nos quartos daqui, diz.

Conforme também informa Ataualpa, os argentinos e uruguaios estão passando perí­odos de 7 a 15 dias na cidade, o que mostra que são turistas cativos e não estão de passagem para Santa Catarina, como em outros anos".


Presença de argentinos e uruguaios nos hoteis projetada para 90% do total no começo de 2016

Fogos de artifí­cio do Réveillon foram elogiados
Ataualpa também festeja a pouca reclamação dos turistas que frequentam hotéis litorâneos. Eles reclamam um pouco somente dos engarrafamentos e da dificuldade de estacionamento na cidade, mas, como estão de férias, levam inclusive isto na esportiva, afirma Lumertz.   Os elogios aos fogos de artifí­cio lançados por conta da passagem de ano, conforme o presidente da AHRBST chama a atenção. Os hóspedes que assistiram o evento em outros anos dizem que este foi o melhor de todos.


No Litoral Norte do RS como um todo, a situação é diferente.
A torrense Ivone Ferraz é hoteleira e presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares do Litoral Norte. A entidade classista lidera interesses institucionais e jurí­dicos de 3,9 mil estabelecimentos no Litoral do RS. Para a sindicalista, os argentinos foram, sim, a diferença. Mas eles, na maioria, estão utilizando as cidades do Litoral do RS como passagem para destinos fixos de férias em Santa Catarina.

Mas o movimento no feriadão do Réveillon nos hotéis do litoral gaúcho foi, também, acima da média normal.
  Para o sindicato, o resultado disto vem do fato de as pessoas (brasileiras) preferiram viajar mais perto por conta da crise e por conta da desvalorização do real perante o dólar, que desencorajou viagens ao exterior.  Teve mais gente do RS que trocou destinos mais caros por destinos em nosso litoral do que gente que desistiu de passar nas férias e no réveillon por conta da crise. A prova disto foi o aumento visí­vel no trafego de veí­culos, o que deixou o trânsito em Torres praticamente caótico no feriado, afirmou Ivone Ferraz.

Na média, os visitantes brasileiros que incrementaram o movimento dos hotéis do litoral gaúcho foram oriundos da classe média. Não notamos participação da classe alta. Muita gente também chegou aos destinos do litoral do RS de í´nibus, afirma a presidente do sindicato dos Hotéis do Litoral gaúcho.

Falta de divulgação do Estado do RS dentro da Argentina
O sindicato dos hoteleiros levantou também outro dado, mais atual, após o feriado da virada de ano. Após o réveillon, o movimento médio dos hotéis da rede gaúcha das cidades praianas está 40% acima de 2015, mas sempre em função dos argentinos. 35 mil argentinos já passaram na fronteira em direção ao litoral, mas existe muito turista ˜passante™, que vai para Santa Catarina, chama a atenção Ivone Ferraz, que continua. Perguntamos o porquê desta preferencia por outros lugares. E a resposta que estamos tabulando com mais força é a falta de divulgação do destino Torres, e dos destinos do nosso litoral gaúcho, em relação í  divulgação do litoral catarinense dentro de Argentina, afirmou Ivone Ferraz. Canavieiras é propaganda constante no interior da argentina, mesmo também não tendo atrativos noturnos como alguns argentinos reclamam, í s vezes, finaliza Ivone.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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