Alguns contratados da Saúde ameaçam paralização se não tiverem melhores salários

20 de fevereiro de 2016

Por Guile Rocha

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Reajustes salariais é o que pedem técnicos, motoristas e recepcionistas contratados pela Secretaria Municipal da Saúde. Representantes dessas classes se fizeram presentes em bom número na sessão da Câmara Legislativa de segunda-feira, 15 de fevereiro, contando com os vereadores para buscar uma solução para seus melhorar seus vencimentos. E estes funcionários da saúde ameaçam, inclusive, fazer uma paralisação caso o secretário Municipal da Saúde, Gerí´nimo Paludo, não comparecer na Tribuna Popular da Câmara dos Vereadores para prestar explicaçíµes.  

E a questão foi uma das mais comentada pelos vereadores, em seus depoimentos na Tribuna. O vereador Machado (PT) disse que a luta destes funcionários por melhores salários   é a uta por dignidade.   "Alguns valores que me chegaram assombram: recepcionistas ganhando menos que salário mí­nimo. Por isso pedimos sensibilidade para que o executivo envie projeto de lei estabelecendo valores melhores", indicou Machado.

Carlos Tubarão (PMDB) questionou os baixos valores recebidos pelos contratados da área da saúde. "Uma técnica em Informática que gasta até R$ 20 mil para sua formação recebendo apenas R$900 mensais? Empresas terceirizadas pagam melhor que isso. Ou seja: alguma coisa está errada. Será que o secretário da Saúde não percebe o que está acontecendo nesta cidade?" questionou Tubarão. Já Dê Goulart (PDT) disse que certas categorias de contratados pela prefeitura não recebem reajustes salariais há tempo. ""í‰ uma situação crí­tica. Os contratados precisam desta reposição: são pessoas capacitadas com salário de fome na sec. da saúde".  

 

Secretário convocado para explicaçíµes na câmara

 

Já o vereador Alessandro Bauer (PMDB) disse que os reajustes são merecidos para que os trabalhadores sintam-se mais motivados. "como usuário do SUS na cidade, vejo as dificuldades: faltou até vacina para meus filhos, há balança de pesagem quebrada há mais de um ano. O governo municipal píµe a culpa na falta de repasses da Saúde por parte do governo do RS, mas o governador vem colocando os repasses em dias – mesmo que com dificuldades". explicou Alessandro, que continuou: "A hora de se   mostrar bom gestor é agora, na crise. Quando tem dinheiro é fácil, difí­cil de ser gestor é quando não tem recursos. O custo da máquina não diminuiu: aliás, aumentou".

Alessandro ainda requereu a convocação de Gerí´nimo Paludo, Secretário Municipal de Saúde, para fazer uso da tribuna desta Casa Legislativa, a fim de prestar esclarecimentos das atividades em sua referida pasta.

 

Manifestação contra saí­da de Médico –  E na terça-feira (16), em frente a Unidade Básica de Saúde do São Brás, moradores fizeram um protesto contra a saí­da do médico que já há algum tempo trabalha na localidade – que pode estar sendo ‘demitido’ pela prefeitura após não conseguir aprovação em concurso (no qual teria, segundo o vereador Alessandro, ficado em sétimo lugar entre seis aprovados).

 

 


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