POSTOS DE SAÚDE ‘ADICINAIS’ NíO FICARíO ABERTOS APí“S RETORNO DO POSTO CENTRAL DE TORRES

29 de fevereiro de 2016

Secretário Gerí´nimo Paludo (foto) respondeu na Câmara aos ataques e dúvidas da oposição sobre a saúde na cidade
 

 

 

Por Fausto Júnior

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Participou da Tribuna Popular na última sessão da Câmara Municipal, realizada na segunda-feira (22/2), o secretário de Saúde de Torres, Gerí´nimo Paludo. Ele assumiu a secretaria há seis meses e enfrenta uma tempestade de crí­ticas da oposição – por conta do reflexo dos problemas de caixa da municipalidade local.
E em seu pronunciamento, Paludo, que é psicólogo e pós-graduado em gestão pública, mostrou que possui experiência na atividade: profissional contratado pelo PT para vir trabalhar na Saúde de Torres ele atuou como secretário da pasta em Canoas, inclusive. O secretário respondeu aos questionamentos com firmeza, sem subterfúgios. Mas deixou um recado para a sociedade: algumas melhorias no sistema de Saúde terão que esperar.


Postos DE SAíšDE entregues pelo governo anterior ficarão desativados


Não existe gestão de Saúde sem dinheiro, insistia o secretário em sua explanação. Esta afirmação foi utilizada para justificar vários questionamentos da oposição e de algumas pessoas nas redes sociais sobre a Saúde em Torres. Dentre os itens reclamados, se destacaram na última semana os salários dos técnicos contratados por CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Estes, em alguns casos recebem menos que R$ 900 para trabalhar 40 horas – enquanto alguns servidores concursados na mesma função recebem R$ 1,3 mil para trabalhar 30 horas. Isso foi criticado  pelo vereador Gimi Vidal (PMDB) na mesma sessão da última segunda-feira (22) do legislativo torrense.
O vereador Alessandro Bauer (PMDB) foi o autor do requerimento da ida do secretário na câmara. Ele questionou abertamente a gestão da secretaria na sessão anterior, afirmando que o secretário estaria colocando a culpa nos repasses (não repassados) do governo do RS para o sistema de Saúde. Mas para Alessandro, os recursos da secretaria aumentaram e o sistema mostra problemas.
O secretário Paludo manteve o discurso. Ele justificou que o sistema como um todo está contingenciando recursos para os municí­pios. Ele disse que economizou e vai economizar mais. Mas deixou claro que investimentos ficarão para depois da crise, que se apresenta no sistema de saúde a ní­vel nacional e estadual, anunciando até recuos. Um destes recuos será em relação a 3 postos de saúde entregues pelos governo anterior (da gestão João Alberto). Não vamos manter abertos os postos de Saúde do Torrense, da Zona Sul e da parte Leste da Vila São João após voltarmos para o Posto Central reformado, afirmou Paludo, ao responder a indagação do vereador Alessandro. Não adianta mantermos abertos os postos após reabrirmos o Central reformado, se não temos dinheiro para equipamentos e para pagar o pessoal adicional. Por esta melhoria no Plano de Saúde da Famí­lia de Torres, vamos ter de esperar, ressaltou corajosamente o secretario torrense.  


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