EM TORRES, ENCONTRO DOS BOMBEIROS PREPARA SUA SEPARAí‡íO DA BM GAÚCHA

29 de fevereiro de 2016


Encontro dos Bombeiros do RS ocorreu em Torres, no Guarita Park Hotel

Carta de Torres pede aprovação de projetos que acabam de regulamentar a nova corporação militar do Estado


Um encontro de três dias realizado aqui em Torres construiu o Planejamento Estratégico do Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBM/RS), nome oficial do antigo Corpo de Bombeiros. Cento e dez oficiais, reunidos no encontro, trataram de debater e alinhar a efetiva separação dos Bombeiros Militares gaúchos da Brigada Militar. O evento foi realizado nas dependências do Guarita Park Hotel entre terça-feira (23) e quinta-feira (25).
Essa separação já estava acordada desde junho de 2014, através de uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional) aprovado na Assembleia Legislativa do Estado – ainda na gestão do governo Tarso Genro.  O tema norteou o Plano Estratégico desenhado pela cúpula da nova corporação – que projeta as ação dos bombeiros gaúchos para os próximos cinco anos.
Coordenando tudo, esteve o Comandante do Comando do Corpo de Bombeiros, Tenente Coronel Adriano Krukoski Ferreira. Na chefia do encontro também estavam o Chefe do Estado Maior do Comando do Corpo de Bombeiros, Tenente Coronel Evaldo Rodrigues de Oliveira Junior, comandantes de todos os comandos regionais de bombeiros (doze) e o comandante do Grupamento Especial de Busca e Salvamento centralizado em POA (GBS “ POA).

Três leis devem ser aprovadas para organizar nova corporação
O encontro, chamado de Prospectiva 21, projeta as transformaçíµes e adaptaçíµes do Corpo de Bombeiros Militar do RS para os próximos cinco anos. Até o dia 2 de junho deste ano, a corporação deve estar totalmente autí´noma, de fato. Mas por direito os bombeiros já são autí´nomos da BM, através da aprovação da PEC 67, votada em 2014. E para que a estrutura orgânica possa funcionar, há necessidade de adaptaçíµes formais.
Conforme informou para A FOLHA (com exclusividade) o comandante Krukoski, o encontro encaminha o que chamam de A Carta de Torres". Nela, a nova corporação listará o que a sociedade (através dos deputados estaduais) deve liberar para que o trabalho de estruturação do novo corpo de Bombeiros se concretize. Temos três pontos que necessitam de projeto de lei para a formalização. São eles: 1 – a Formalização dos efetivos (com organograma); 2 – a aprovação da estrutura orgânica e de tarefas (organização básica); 3 – as regras de opção de transição, feitas para os servidores que querem migrar da BM para os Bombeiros (ou vice-vers)", explica o comandante, Tenente Coronel Adriano.
 

 

ORí‡AMENTO NA LOA PARA BOMBEIROS í‰ DE R$ 25 MILHí•ES ANUAIS

Já está previsto no PPA (Plano Plurianual) através da LOA (Lei do Orçamento Anual) – ambos os documentos do governo do RS (aprovados pelos deputados gaúchos) – um valor de R$ 25 milhíµes anuais para os Bombeiros. A corporação também é sustentada por convênios com prefeituras (Funrebom e outros) que repassam verbas de cidades para os quarteis locais, além dos valores pagos por taxas para aprovação dos PPCIs (Planos de Prevenção e Controle de Incêndios).

O plano de cargos e salários do novo corpo militar gaúcho – o Corpo de Bombeiros Militar do RS – será mantido. Isto quer dizer que a estrutura orgânica de cargos e salários tem os mesmos direitos e deveres dos militares estaduais da Brigada Militar gaúcha.

 


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