Por Fausto Júnior
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Na semana passada, a Câmara Municipal de Torres, através da Comissão de Orçamento presidida pelo vereador Carlos Monteiro, o Tubarão (PMDB), promoveu a audiência pública obrigatória onde a municipalidade deve apresentar, para a sociedade, as metas fiscais projetadas. As metas da prefeitura são comparadas com as efetivamente realizadas, assim como são avaliados os indicadores gerenciais e legais dos números financeiros do orçamento municipal público.
Desta vez a apresentação foi referente ao terceiro quadrimestre orçamentário dos números da execução gerenciada pelo governo Nílvia no ano de 2015. Isto, afinal, representa os números ANUAIS, pois o terceiro quadrimestre também representa o fechamento do ano de 12 meses (ou três quadrimestres).
Números acendem sinal amarelo neste 2015
Com a previsão de 135 milhíµes de receita, o resultado do ano de 2015 do orçamento de prefeitura de Torres ficou em R$ 118 milhíµes – representando 87% da projeção. Mas o que chamou a atenção não foi somente o valor bem menor entre o orçado e o realizado. Indicadores legais se colocaram em sinal de alerta, como o percentual de participação da Folha de Pagamento nas receitas líquidas da prefeitura, que ficou acima do teto prudencial (se for avaliado somente os números do poder executivo). í‰ que o limite é de 51% e a prefeitura teve 52,3%. O limite LEGAL, portanto está próximo. Ou seja, o número máximo permitido pela lei de gasto com o pessoal é de 54% – o que significa que falta menos de 2 pontos preceituais para a prefeitura estourar o teto.
Outro número que chamou a atenção foi o dos Restos a Pagar. A prefeitura ficou com em torno de R$ 20 milhíµes em 2015. E deste valor, o orçamento mostrou que R$ 5 milhíµes não tinham suficiência orçamentária para o pagamento. Restos a pagar são os valores que estão VENCIDOS no caixa no momento de fechamento – no caso o dia 31 de dezembro de 2015.
Ainda é pouca a arrecadação local. E a maioria é de IPTU
Dos R$ 118 milhíµes de receitas realizados pela prefeitura de Torres no ano de 2015, somente R$ 33 milhíµes se refere, a receitas auferidas totalmente por tributos e taxas municipais, equivalendo 28% do total de dinheiro captado no setor público em Torres no ano de 2015 – a chamada Receita Tributária. O resto vem de repasses legais vindos do governo Federal e do governo Estadual.
Desta receita tributária (local), o ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza) faturou R$ 4.386.929,12 – representando 13% da receita dos valores captados aqui, na produção de Torres. O IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) capta a maioria do resto das receitas locais.
Das Transferências correntes, a que mais gerou recursos para Torres no ano passado foi o Fundo de Participação dos Municípios, com R$ 14, 5 milhíµes, seguido por R$ 12,3 milhíµes do FUNDEB (Educação) – ambos federais. Dos recursos estaduais do RS, repassados para a prefeitura de Torres no ano de 2015, lidera como sempre o repasse do ICM (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) presumido de R$ 8,5 milhíµes, seguido de R$ 3,4 milhíµes de repasses oriundos do IPVA, cobrado dos veículos emplacados em Torres.
RESULTADO ORí‡AMENTíRIO (TODAS AS FONTES DE RECURSOS)
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Receita Realizada |
Programada no Exercício |
Realizada no Período |
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(1) Receita Total |
135.298.051,95 |
118.114.619,57 |
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Despesa Liquidada |
Programada no Exercício |
Realizada no Período |
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Despesas Correntes |
101.428.404,46 |
98.956.182,61 |
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Pessoal e Encargos Sociais |
73.818.697,07 |
70.008.462,29 |
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Juros e Encargos da Dívida |
820.000,00 |
702.716,43 |
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Outras Despesas Correntes |
26.789.707,39 |
28.245.003,89 |
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Despesas de Capital |
28.603.640,30 |
8.370.576,92 |
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Investimentos |
21.738.112,76 |
4.355.127,05 |
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Inversíµes Financeiras |
2.006.000,00 |
300.505,29 |
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Amortização da Dívida |
4.859.527,54 |
3.714.944,58 |
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(2) Despesa Total |
130.032.044,76 |
107.326.759,53 |
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Resultado Orçamentário (1-2) |
5.266.007,19 |
10.787.860,04 |


