Diretoria da juventude de Torres tem futuro indefinido

28 de março de 2016

 

Diogo Gonzalez sendo homenageado pela Escolinha do Mimi em virtude de todo o apoio concedido

 

Diogo Gonzalez, que ocupava o cargo, pede demissão e também o desligamento do PT  

 

Por Maiara Raupp
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Por não ter como sustentar uma relação de falsa importância com os jovens, de mendicância e imploração por recursos e oportunidades para fazer projetos de total relevância para a juventude torrense, foi que o diretor da Diretoria da Juventude de Torres, Diogo Gonzalez, e toda sua equipe, pediram na última semana a demissão de seus cargos, além se desligarem do Partido dos Trabalhos (PT), o qual eram filiados.
De acordo com a postagem de Diogo em seu facebook, mesmo com os anos de trabalho junto í  Diretoria, a maneira com a qual foi conduzida sua saí­da não foi a esperada. Decidimos sair de fato terça-feira (22), para poder ajeitar as coisas e deixar a diretoria pronta para quem assumir. Porém mais uma vez a polí­tica podre prevaleceu. Hoje (18) descobrimos que pela noite de ontem, fora do expediente, trocaram as fechaduras da Diretoria, deixando inclusive funcionários do setor na rua, mostrando que o que vale é a sigla partidária e não o interesse na causa! Lamentável!, desabafou Diogo. O ex-diretor pediu desculpas aos movimentos, oficinas e projetos que ficarão desalojados como o Find Rua, PTEI – Auxí­lio Transporte, Capoeira, Escoteiros, Dança, movimento Hip Hop, Slackline, freestyle e tantos outros. PERMANECEREMOS NA LUTA JUNTOS!, garantiu ele.
No dia seguinte, dia 19, Diogo publicou mais uma nota em seu facebook explicando certos pontos de seu desabafo. Sou uma pessoa que prefere a paz, as boas condutas, o diálogo e atitudes verdadeiramente cristãs, do que qualquer ação que gere sentimentos e atitudes negativas, porém não sou alienado. Meu relato não é contra, favorável ou generalizador de nenhuma sigla partidária. Não entro neste mérito. Saí­ sim do PT, por vários motivos, mas tenho muitos amigos e pessoas de bem que lá ficaram. Sobre a corrupção, acredito que ela exista em qualquer local em que seres humanos tenham motivação para se corromper, ou seja, não só na polí­tica, ou em partido "A" ou "B". Sou eternamente grato pelo reconhecimento, confiança e a parcela de apoio que recebi do Governo Ní­lvia, no qual fizemos nossa contribuição através da Diretoria de Juventude, como na criação da própria diretoria em 2014, do Conselho, Fundo Municipal, Lei do Auxí­lio Transporte, criação do Find Rua, do espaço do Centro de Referência da Juventude – CRJ, apoio aos esportes alternativos e poucos conhecidos, a cultura do Hip Hop, do street dance, os mais de 26 fóruns, a 1 ª verdadeira Conferência da Juventude, o Plano Municipal de Juventude e tantas outras conquistas nestes 2 anos de existência e luta do setor, com quase nada de recurso. E tudo do zero absoluto e feito com muito voluntariado! Não sou inimigo do governo, do PT ou da Ní­lvia. Particularmente acho ela uma mulher de muitas conquistas e fibra, uma boa pessoa. No entanto, ela cometeu alguns equí­vocos com a juventude e eu penso diferente em algumas posiçíµes, então sai do Governo. Mas continuarei na luta, junto a tantos outros, para contribuir e cobrar o que for necessário, inclusive este governo, como também nos próximos!, concluiu ele.
 
Ação e reação
Toda ação tem uma reação e a nota de repúdio de Diogo Gonzalez em seu facebook não foi diferente. O secretário da Administração e Atendimento ao Cidadão de Torres, Matheus Junges, respondeu a postagem de Diogo, defendendo o governo municipal. Pena Diogo que tenha usado de tão baixo expediente. Esta administração que hoje criticas criou e efetivou o fundo, o conselho e a diretoria de juventude, contra a opinião de muitos que hoje te bajulam após este teu post, inclusive. Participei da reunião ocorrida na última quinta-feira (17) de manhã e você em nenhum momento falou que sairia da Diretoria. Porém entregou o pedido de demissão a tarde. Após isso, desligou o telefone e não respondeu í s mensagens. Triste. Infelizmente, não demonstras ser na prática um polí­tico como defendes na teoria. As polí­ticas públicas de juventude implementadas pelo governo municipal desde 2013 continuarão acontecendo porque hoje não dependem de uma pessoa e sim de um projeto coletivo, maior que interesses e vontades personalistas, afirmou Matheus.
Em defesa do posicionamento de Diogo e da luta pela juventude, o vice-presidente do Conselho da Juventude, Gilberto Mahle, rebateu a crí­tica. Independente das motivaçíµes da saí­da do Diogo e das circunstâncias dela, questiono que fundo? Que Diretoria? Um fundo que destina quase que toda sua verba diretamente ao transporte escolar, restando migalhas para as polí­ticas para a juventude? Não fí´ssemos í  Câmara Municipal de Torres pressionar e quase implorar aos vereadores, estaria igual. Independentemente da boa vontade de alguns, as coisas estão sendo feitas í s escuras. A tal polí­tica para juventude se resume í  uma Diretoria sem verbas e a um "find rua"? Nem local próprio a Diretoria tem. Outro fator: o Conselho e a Diretoria para polí­ticas para a juventude são obrigaçíµes do Estatuto da Criança e do Adolescente! Não defendo partido, mas a polí­tica nacional não permitirá Torres ir além, nem com PT, PMDB e outros tantos. í‰ de gente que precisamos e não partidos. Quanto aos demais comentários, acho desnecessário acusar, xingar ou defender alguém, devemos pensar em soluçíµes para nossa sociedade e não disputas ideológicas í  serviço de outrem, respondeu Gilberto.

E o que será da Diretoria?

Segundo a Diretoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Torres, ainda não se tem nada definido com relação ao futuro da Diretoria da Juventude, mas na próxima semana a questão já deve estar solucionada e a comunidade torrense será informada.

 

 

 

   


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