SECRETíRIA DE CULTURA DE TORRES MOSTRA ORGANIZAí‡íO E PRESTAí‡íO DE CONTAS NA Cí‚MARA

4 de abril de 2016

Vários assuntos foram nivelados entre vereadores e a pasta

 

Por Fausto Junior  

 

Participou da Tribuna Popular na última sessão da Câmara de Vereadores de Torres, realizada na segunda-feira (28/3), a Secretária de Cultura e Desportos da prefeitura da cidade, Clarice Brovedan. Ela foi í  casa legislativa a pedido do vereador oposicionista Alessandro Bauer (PMDB) que criticara a falta de eventos na cidade, tanto de turismo quanto de Cultura (shows e desportos) e pediu explicação das duas secretárias ainda em 2015, sendo atendido somente agora. No final, Clarice acabou apresentando a secretaria, pois a pasta foi criada neste governo Ní­lvia, quando foi separada da Secretaria de Turismo, onde as atividades funcionavam até o final do ano de 2013. E a secretária acabou apresentando um trabalho bastante estruturado, embora seja fruto de uma atitude oriunda do governo, que talvez não atenda demandas de muitas áreas da sociedade torrense.

 

PARCERIA COM SESC PARA SHOWS

Dentre as atividades implantadas na pasta de Cultura após a entrada de Clarice na liderança da secretaria estão: Melhorias no auditório do Centro Municipal de Cultura, com a aquisição de 100 cadeiras novas e a compra de equipamentos de som e luz, evitando o custo da locação e da perda de padrão; e criação do Conselho de Cultura e sua nomeação.
O processo mais consistente que implantamos na Secretaria de Cultura foi a parceria firme com o SESC de Torres. Foi uma grande alavancagem para que a prefeitura e a entidade realizassem seus objetivos sociais em conjunto na cidade, afirmou Clarice em seu espaço na tribuna Popular da Câmara. A secretária explicou como funciona: o SESC contrata shows e a prefeitura entra com a infraestrutura na parceria. Dentre as dobradinhas entre SESC e Prefeitura, destaca-se o projeto do Coreto Musical, na Praça XV de Novembro, onde artistas se apresentam no formato acústico í  noite em dias especí­ficos; os shows realizados no veraneio na Praia Grande, dentre outros. Para o Festival de Balonismo, mais uma parceria entre SESC e prefeitura está desenhada. Trata-se da Feira Cultural, que será montada no Parque durante o evento de balíµes no final de abril.

Aprendizado de música para jovens

Outros projetos foram implantados pela secretaria de Cultura, alguns em parceria com outras secretarias ou entidades. Um deles (destaque) se chama Musi & Tae, que mistura o aprendizado de música e a luta Taekwondo. A parceria da secretaria de Cultura é com a Secretaria da Ação Social, no caso, pois o projeto funciona com verbas do Funcondica (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente), que licitou o Musi & Tae sob responsabilidade do professor Júlio Taekwondo. No programa, professores de vários instrumentos musicais e da luta da cultura oriental dão aula para jovens torrenses aos sábados. Na parte musical, já houve até apresentação de uma espécie de orquestra formada por aprendizes do projeto. Dentre os professores, o torrense Alessandro Rayo – formado e pós-graduado em música nos EUA é professor de música dos jovens recrutados para participarem do projeto de inserção social.
Acho que os vereadores deveriam visitar o projeto ao invés de emitir só criticas, cutucou a secretária, submersamente respondendo ao questionamento da falta de açíµes na pasta.

Questionamentos são rebatidos formando impasse

A Feira do Livro, o Carnaval, dentre outros eventos, foram dados continuidade na Cultura de Torres. E foi aí­ que houve polêmica. Reclamaçíµes no ano de 2015 foram dadas através dos gabinetes de vereadores torrenses pelo deslocamento da Feira do Livro – da Prainha para a Rua Itapeva. E reclamaçíµes vieram também pela descontinuidade do Carnaval de Rua, que era liderado pela produtora de eventos da cidade Cláudia Miranda e mudou de formato.
Clarice Brovedan discordou da alegada falta de qualidade nos eventos polemizados. Sobre a Feira do Livro, a secretária diz que houve economia e que o conteúdo da feira em torno do livro e o desenvolvimento da cultura de leitura na sociedade foi positivo, inclusive em números.
A feira do livro criou um diferencial envolvendo a Educação e o Turismo. Quando era na Prainha era mais bonita. Só que lá se gastava cento e tantos mil reais. Hoje gastamos muito pouco, afirmou Clarice sobre a Feira de 2015.
Sobre o Carnaval, a secretária discorda da crí­tica com segurança. Por que não é bom?", indagou Clarice. Este ano tivemos blocos de mais de mil pessoas. E foram vários blocos. Temos que ver o que o povo aí­ de fora acha, defendeu a secretária e encerrou. Sobre o término mais cedo, respeitamos horários combinado com as autoridades de segurança, sim. Mas fizemos o Carnaval com muita aceitação, disse.

CONVERSANDO COM A HOSTí“RIA – um projeto estruturado

Na apresentação, a secretária Clarice Brovedan festejou o projeto que talvez seja a maior representação da secretaria nestes três anos de atividade após ser criada. Trata-se do projeto Conversando com a História, que tem ediçíµes em todas í s últimas quintas do mês, quando torrenses ilustres em atividades diversas vão ao Centro Municipal de Cultura debater o legado daquele assunto na Cultura de Torres. Já houve temas bastante importantes em debate, como a música, o futebol, a hotelaria, a pesca, dentre outros. O bom deste projeto é que, além de ele debater o assunto, gravamos uma fita que fica guardada nos anais dos registros históricos de Torres para possí­vel uso lá na frente em outro momento, onde o tema possa ser necessário para a tomada de alguma decisão, explicou Clarice.
Outro questionamento foi í  falta de apoio financeiro da prefeitura em eventos do CTG, como o Rodeio anual da Vila São João e a Semana Farroupilha. Clarice explicou que a polí­tica da prefeitura é de sim disponibilizar sua estrutura para apoiar os eventos tradicionalistas.
Nos eventos do CTG, damos shows, funcionários e cuidamos de toda obra e manutenção do parque. Os recursos são uma ajuda, mas o mais importante é a colocação da estrutura da secretaria de obras para os eventos, afirmou a secretária.

Vários eventos esportivos, mas o futebol é a polêmica

Outro assunto que gerou polêmica entre os vereadores durante todo o ano passado se refere ao departamento de Esportes. Vereadores da oposição reclamam da falta de campeonato municipal, (que não houve em 2015), sobre a mudança do formato dos torneios de veraneio e sobre a falta de outros eventos esportivos.
Mas o gerente de Esportes da secretaria foi para a tribuna ajudar a secretária e listou seu trabalho na pasta. Rafael Silveira afirma que as mudanças são conscientes.
A troca de futebol para Beach Soccer no torneio de verão foi, conforme o profissional, uma opção da prefeitura para entrar num circuito com regras mais claras e com torneios espalhados pelo estado.   Tivemos vários participantes no Beach Soccer, mas queremos oficializar uma regra que é universal. Com isto, conseguimos trazer as finais do campeonato gaúcho e outros da modalidade para Torres, justamente por esta padronização, afirmou Rafael.
Outros eventos esportivos criados em Torres foram a Copa de Pesca de Robalo, o Passeio Ciclí­stico Noturno; a Remada do Rio Mampituba – que teve mais de 150 participantes e já abriu, inclusive uma edição na Lagoa do Violão, o Encontro de Paramotor, a Copa de Skate (inclusive para adulto), dentre outros.
O gerente de Esportes – respaldado pela secretária Clarice “ prometeu que tudo indica que neste ano será realizada a edição do Campeonato de Futebol de Campo tradicional.

Perguntas são sobre falta de investimentos

Várias perguntas, crí­ticas e conselhos foram protagonistas do espaço de questionamento dos vereadores, após a manifestação na tribuna pela secretária de Cultura e Esporte de Torres, Clarice Brovedan. O vereador Alessandro questionou sobre a falta de manutenção dos espaços desportivos na cidade, dando como exemplo o complexo do Mar Azul, no bairro Getúlio Vargas.
Clarice respondeu que a prefeitura está agindo, mas que a polí­tica do governo é a de que as comunidades cuidem dos espaços e não deixem que eles sejam depredados.
Outro questionamento do vereador que foi autor do requerimento de pedido de explicação da secretaria, Alessandro Bauer, foi referente í  falta de divulgação do handebol. O time de Torres se sagrou campeão e a comunidade do esporte reclamou falta de parceria da prefeitura. Alessandro indagou isto.
Clarice e seu gerente de esporte Rafael afirmaram que a prefeitura participou, sim, com R$ 50 mil, através de projeto em parceria com o Condica e mais R$ 10 mil vindo da secretaria. Acho que com estes valores não está certo reclamar, afirmou Rafael.
Outras observaçíµes de vereadores foram sobre orçamento, cumprimento de emendas e a eficácia destas emendas. O que ficou dito é que neste ano, a secretaria de Cultura e Esporte de Torres trabalha com orçamento anual de R$, 3,2 milhíµes, o que a secretária acha razoável.

 

 


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