Impeachment DE DILMA: de que lado você está?

26 de abril de 2016



Presidenta do Brasil pensa que paí­s tem uma ‘veia golpista’ há muitas décadas

 

Câmara dos deputados aprovou processo de impeachment, mas decisão vai para o senado. E você? O que pensa sobre o futuro polí­tico do Brasil?  


Por Redação A FOLHA
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Por 367 votos favoráveis e 137 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou no domingo (17) a autorização para ter prosseguimento, no Senado, o  processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Houve sete abstençíµes e somente  dois ausentes  dentre os 513 deputados. A sessão durou cerca de 9 horas, sendo que a votação durou seis.
Cerca de 40 minutos antes do fim da sessão, o voto do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) completou os 342 necessários para a autorização do processo. Deputados pró-impeachment comemoraram intensamente no plenário; deputados contrários ao impeachment apontaram injustiça contra a presidente, além da articulação de um ‘golpe’. O processo foi entregue ao Senado  na segunda-feira (18), para começar a tramitar na Casa. Os senadores poderão manter a decisão dos deputados e instaurar o processo ou arquivar as investigaçíµes, sem analisar o mérito das denúncias.  
Aqui em Torres, militantes do PT e simpatizantes ao governo organizaram uma vigí­lia na Praça XV de Novembro (centro de Torres) no domingo (17). Lá, eles buscaram chamar a atenção para a não í  continuidade do Impeachment da presidente Dilma Rousseff . Entre 20 e 40 pessoas mantiveram-se em sentinela na praça, onde acompanharam a votação dos deputados em um telão instalado no local – e assistiram a aprovação do prosseguimento do impeachment da presidenta.


O que pensam os torrenses sobre o impeachment:

O fisioterapeuta torrense, Luiz Gustavo Oliveira, mais conhecido como LG, diz que é contra o processo de impeachment da presidente Dilma. No meu entendimento, acredito que ela não tenha cometido crime de responsabilidade fiscal, defendeu ele.  
A assistente social Heraida Cyreli, também é contrária ao processo. Um impeachment requer crime. E por mais que já tenham vasculhado sua vida, não encontraram, não há provas. Não querer, não gostar deve ser refletido nas urnas. Um processo dessa natureza é coisa séria, não é brinquedo para jogar de lado quando não se quer mais. Um grande valor na democracia é o respeito í s instituiçíµes, afirmou ela.
A torrense Graziela Girardi, que é a favor do impeachment, demonstrou nas redes sociais sua indignação com relação ao comportamento dos deputados durante a votação. Fiquei muito entristecida com a maneira como se comportaram nossos representantes polí­ticos. Um lugar sério, uma hora séria, um local de trabalho, decisíµes importantes para a nação estavam para ser decididas. E o que foi aquilo? Pareciam nada mais do que torcedores, daqueles bem raivosos, de um clássico de futebol. Quanta vergonha eu senti, o que assisti ontem foi o mais profundo DESRESPEITO pelo povo, falou ela indignada.
A pedagoga Vilma Reis também divide da opinião de Graziela.Concordo plenamente. Vergonha mundial. Chacota nos jornais internacionais. O mais palhaço de todos disse apenas SIM. Tiririca é uma grande decepção. A  deputada Raquel Quevedo, que homenageou a administração do marido em Minas Gerais e gritou 5 vezes sim, teve o marido preso por mal uso do dinheiro público. í‰ uma vergonha. Eu queria o SIM, mas esperava mais respeito de quem nos representa, garantiu Vilma.
A advogada Patrí­cia Gonzaga, outra que é a favor do impeachment, também ficou estarrecida com a conduta daqueles que nos representam. Chega a me dar uma tristeza ao ver nas mãos de quem estamos. Os lí­deres na câmara discursando, sob a presidência do Cunha, é algo que, sinceramente, chega a me dar embrulho no estí´mago! í‰ cada sujo falando do mal lavado que é a coisa mais absurda. Parece um circo", disse a advogada torrense, que ainda falou já esperar que os deputados (principalmente os governistas) não iam se ater aos fatos sobre os quais a presidente está sendo acusada. Limitaram-se a negá-los genericamente, tratando de desviar o foco para questíµes secundárias e/ou falaciosas, como se estivessem sendo perseguidos, ora pela mí­dia, ora pela elite. Frases batidas foram repetidas pelos deputados como ˜í‰ um golpe™, ˜Não existe crime de responsabilidade™, (Parece que) a mí­dia e todas as pessoas que estão querendo o impeachment são golpistas".

Dilma fala em golpe, mas STF refuta e critica presidente
Em coletiva para a mí­dia estrangeira na terça-feira (19), a presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil tem um veio golpista adormecido e que não houve um presidente após a redemocratização do paí­s que não tenha tido um processo de impedimento no Congresso Nacional. Se nós acompanharmos a trajetória dos presidentes no meu paí­s no regime presidencialista, a partir de Getúlio Vargas, nós vamos ver que o impeachment sistematicamente se tornou um instrumento contra os presidentes eleitos. Tenho certeza que não houve um único presidente depois da redemocratização do paí­s que não tenha tido processos de impedimento no Congresso Nacional. Todos tiveram. Dilma também ressaltou que se crise econí´mica fosse argumento para tirar presidente da República não teria um único presidente da República nos paí­ses desenvolvidos que sobrevivesse í  profunda crise econí´mica com desemprego.
Os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), refutaram a tese da presidente Dilma Rousseff de que o processo de impeachment aprovado na Câmara dos Deputados é, na verdade, um golpe. Celso e Gilmar observaram que o processo seguiu a Constituição e as regras definidas pelo próprio STF. O ministro Celso, o mais antigo do tribunal, chegou a dizer que é equí­voco graví­ssimo falar em golpe, e que será estranho se a presidente for ao exterior defender esse argumento.
"O fato é que a Câmara dos Deputados respeitou os cânones estabelecidos na Constituição. O procedimento preliminar instaurado na Câmara dos Deputados, disse o Supremo Tribunal Federal pelo menos duas vezes em julgamento público, mostra-se plenamente compatí­vel com o itinerário que a Constituição traça a esse respeito. Portanto, ainda que a senhora presidente da República veja a partir de uma perspectiva eminentemente pessoal a existência de um golpe, na verdade, há um graví­ssimo equí­voco, porque o Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal deixaram muito claro que o procedimento destinado a apurar a responsabilidade da senhora presidente da República respeitou até o presente momento todas as fórmulas estabelecidas na Constituição. Até agora transcorreu tudo em perfeita ordem", disse Celso.
 

 


O que é o impeachment?
í‰ uma palavra de origem inglesa que significa impedimento ou impugnação. Conforme prevê a Constituição de 1988, um presidente da República pode ser impedido em caso de crime de responsabilidade “ aquele cometido em razão do cargo.  O impeachment propriamente dito é de responsabilidade do Senado Federal, mas a Câmara dos Deputados precisa autorizar a instauração do processo. Essa autorização precisa ter o apoio de 342 deputados. Se o impeachment for aprovado, a presidenta perderá o cargo e ficará inabilitado por oito anos para o exercí­cio de função pública. A aprovação do impeachment precisa do apoio de 54 senadores.

 

O porquê do processo de impeachment CONTRA DILMA?
Segundo o relatório da Câmara, a presidente Dilma teria cometido crime de responsabilidade devido í  edição de decretos de créditos suplementares ocorridos em 2015 sem a devida autorização do Legislativo. Crédito suplementar é um tipo de crédito adicional destinado ao reforço de dotação já existente no orçamento. í‰ autorizado por lei e aberto por decreto do Executivo.

O relatório registra ainda que os atos revelam comportamento autoritário e de afronta í s instituiçíµes. Além disso, os atos seriam contrários í  Constituição e teriam gerado consequências drásticas para a economia. O relator do processo, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), também aponta que o governo teria cometido crime de responsabilidade ao atrasar repasses ao Banco do Brasil para o pagamento de benefí­cios do Plano Safra, levando o banco a pagar os agricultores com recursos próprios ” prática conhecida popularmente como  pedalada fiscal.

 

 


 

 

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NA Cí‚MARA TORRENSE, ‘DUELO verbal’ ENTRE PROFESSORA Líš E GIMI  

 
Do PT, vereadora Lú Fippian (e). Do PMDB, vereador Gimi Vidal (d)

 

Por  Fausto Jr.
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Aqui em Torres – na segunda (18), um pequeno duelo polí­tico foi protagonizado por dois vereadores, na Câmara Municipal – um dia após a sessão extraordinária da Câmara Federal, que votou favorável í  continuidade do processo de Impedimento da presidente Dilma Rousseff. A vereadora Lú Fippian (PT) esteve defendendo o NíƒO ao processo; e o vereador Gimi Vidal (PMDB), defendendo o SIM ao prosseguimento, como ocorreu em Brasí­lia.

Lú com ataque generalizado –
Lú Fippian atacou de forma contundente o processo. Manteve o mantra dos esquerdistas radicais brasileiros, chamando o processo de Impeachment instalado de golpe; atacou   deputados que colocavam Deus como orientador de seus votos e colocavam as famí­lias como motivos de suas escolhas e lembrou o golpe de 1964. Depois, contraditoriamente, chamou Deus para dar justiça.  
Os que estão por trás deste golpe são os mesmos que estavam em 1964. Com certeza a FIESP   (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que ajudou na ditadura, está por trás (agora) : eles querem tirar direitos trabalhistas. Estas deputados que votaram a favor são na maioria uns desqualificados, disse Lú, com palavras mais ‘chulas’ sobre os mesmos. Usam Deus para justificar seus votos e são os mais envolvidos em falcatruas".

A vereadora torrense também atacou um tradicional ex- petista, que estava na plenária com camiseta a favor do impeachment. Lú estava desqualificando o mesmo e, após, atacou um grupo de militantes de outro partido – que estava, também, com postura de festejo a favor do impeachment da presidente Dilma. Este que aqui está só está reclamando contra o PT porque não recebeu um osso no governo da Ní­lvia, aqui em Torres, criticou a vereadora. E este outro partidinho, que não enche uma Kombi?   í‰ só dar alguma coisa que ele muda (de lado), atacou a professora, desqualificando a agremiação.


Discurso de estadista, com despedida emblemática –
O vereador Gimi ( PMDB) defendeu o outro lado, o do Impeachment. Com postura firme e forte, o  edil criticou o governo do PT e defendeu o impedimento  por conta das pedaladas.   A justificativa de Gimi foi dada com requintes de estadista. Eu não ia falar nisto na tribuna, mas com a fala anterior (da vereadora Lú) resolvi responder, ponderou Gimi. Ele explicou didaticamente  o significado das pedaladas fiscais, e mostrou a diferença entre os valores das tais pedaladas efetuadas por  Dilma e por FHC.

O vereador mostrou, em números, que Fernando Henrique Cardoso, em 2001 pedalou cerca de R$ 1 bilhão, e em 2002 teria pedalado outros R$ 900 milhíµes.  Conforme levantamento de Gimi, o governo do PT – desde Lula -pedalava mais… muito mais. Disse que Dilma pedalou R$11 bilhíµes em 2011; subindo a cada ano, sempre pedalando bilhíµes de reais. Em 2015, as pedaladas teriam chegado ao valor de R$ 58 bilhíµes (conforme o vereador do PMDB). Estes valores faltaram para o caixa e prejudicaram processos dos brasileiros. Isto mostra que o BNDES financiou mais coisa para fora do Brasil, em alguns casos sequer recebendo a conta, reclamou Gimi. Ele citou vários projetos onde o governo do PT financiou obras em outros paí­ses – como Cuba, Equador, Panamá, etc. O povo Brasileiro foi roubado, sim. E foram as pedaladas fiscais que deixaram que isto acontecesse, desabafou o vereador peemedebista. Até seguro desemprego atrasaram por causa disto, disse.

Gimi, após elencar outras justificativas para apoiar o processo, terminou seu discurso afirmando uma frase exposta em cartazes pelos grupos que apoiaram o processo no domingo, dia 17: TCHAU QUERIDA,   se despedindo da presidenta Dilma e recebendo aplauso da plateia.

 


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