Na crise, crie !!

11 de julho de 2016

Essa frase, que para muitos parece clichê, está fazendo todo o sentido para diversas pessoas de Torres em tempos de recessão econí´mica no paí­s

 

 

FOTO: Descontos e promoçíµes são alternativa encontrada por comerciantes em Torres

Por Maiara Raupp
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A  criatividade  é um traço tipicamente associado í  forma de ser do brasileiro. Um estudo conduzido na década de 1990 pelo pesquisador norte-americano Robert Burnside mostrou que o brasileiro tem uma facilidade extraordinária para improvisar. O brasileiro não é exatamente  inovador, no sentido estrito da palavra, porque em geral não altera estruturas nem processos. Por outro lado, tem uma espécie de criatividade adaptativa. Esbanja jogo de cintura e ˜jeitinho™ diante de adversidades, indicou a pesquisa.
Ideias originais – sejam elas realmente inovadoras ou apenas criativas – são valiosas em tempos de  crise. O problema é que o estresse e o desânimo trazidos pelo momento econí´mico jogam contra a imaginação.
Quem vê o Brasil mergulhado em uma grave crise polí­tica e na maior recessão em 80 anos tende a se afundar em lamúrias. Mas, é possí­vel se reinventar e fazer a diferença. A criatividade pode valer ouro. Muitos dos gênios que revolucionaram a história realizaram seus melhores trabalhos nos momentos mais difí­ceis da vida.
De acordo com Robert Kiyosaky, autor do best-seller internacional Pai Rico, Pai Pobre, Os ricos são ricos porque enxergam oportunidades aonde ninguém mais consegue vê-las. E isso tem sentido quando o grande empresário consegue ser, diante das crises, o ponto fora da curva. Além disso, se esquivar do pessimismo da população em geral faz surgir das cinzas novos ricos.

 

Economia criativa

A crise exigiu que o modo de vidas das pessoas se reinventasse. Como consequência direta disso, o modelo de fazer negócios também se viu afetado e mudou. Hoje vemos na prática os conceitos de economia criativa, economia compartilhada, uma adesão ao chamado slow movement cujos adeptos seguem aumentando. A redução do poder de compra tornou os consumidores mais exigentes e menos impulsivos, o que acabou dando origem ao termo consumo consciente.
Na alimentação, por exemplo, a compra de orgânicos é hoje bem mais comum; na moda, o slow fashion é tema mesmo nas revistas mais populares do meio; no comércio, os negócios seguem tentando agregar outros valores ao consumo do que apenas a compra pela compra. Cada vez mais surgem lojas fí­sicas que oferecem uma curadoria, uma seleção desses mesmos tipos de produtos e produtores sob um olhar determinado. Pequenas lojas também têm seguido o mesmo movimento, associando aos seus próprios itens coisas variadas, oriundas de outros pequenos empreendedores. Uma associação que só tem a ganhar.
Ainda que timidamente, o Brasil vem se beneficiando dessa revolução silenciosa, que fará a diferença para as novas geraçíµes. A economia criativa já emprega quase 900 mil pessoas e, mantido o ritmo de crescimento observado nos últimos anos, tenderá a abocanhar parcela importante do Produto Interno Bruto (PIB). Apenas entre 2004 e 2013 – dados mais atualizados – a participação desse segmento nas riquezas produzidas no paí­s passou de 2,1% para 2,6%, ou seja, saltou de R$ 74,3 bilhíµes para R$ 126,1 bilhíµes. Na economia criativa não há barreiras. Uma boa ideia, um gerenciamento de qualidade, cooperação e vontade de vencer integram a receita do negócio.
 

Será que é mesmo hora de investir?

Pode não parecer, mas das grandes crises surgiram negócios fantásticos e inovadores. Momentos como esse forçam a sair da zona de conforto e caminhar em busca de soluçíµes para crescer, tanto na vida profissional como pessoal.
Em tempos de crise, é comum todos estarem com olhos voltados aos aspectos negativos que ela traz, mas te convido a olhar ela de forma diferente, de forma mais positiva, te levando a encontrar as oportunidades que ela pode oferecer. Analise a situação que você tem, observe e faça perguntas. Te dou alguns exemplos: Que aprendizado eu tive hoje?; O que me levou a agir assim?; Como posso fazer diferente? Como posso ser um profissional melhor? Que rumos minha carreira pode ter? Que habilidades eu tenho?. Perguntas como estas direcionam nossa mente í  expansão, fazendo com que mais soluçíµes apareçam e com elas mais oportunidades. Essas oportunidades podem estar em: fazer um novo curso, mudar de emprego, inovar no emprego atual, mudar a estratégia de venda, melhorar a relação com o cliente, fazer uma ligação, mandar um email, contatar mais fornecedores, enfim, muitas e muitas chances começam a aparecer. E isso, independe de questíµes financeiras, a questão aqui é encontrar um caminho diferente para não esbarrar nas questíµes econí´micas que paralisam qualquer um, afirmou a coach torrense, Brenda Cunha.
A especialista falou ainda que percebe o quanto a crise impede as pessoas de irem em busca de qualificação, diferencial e destaque no mercado de trabalho. Mas garanto para vocês, ESSA í‰ A HORA de investir em você!   E quando falo em investir, não digo investimento financeiro, digo investir tempo, comprometimento, dedicação, responsabilidade e esforço. O mercado está cada vez mais exigente, as empresas querem qualidade, pois seus clientes não aceitam mais atendimento mediano, sendo assim, não seja mediano, concluiu ela.

 

As soluçíµes em Torres

Em Torres, para enfrentar esse momento de recessão, muitos comerciantes apostam em promoçíµes, brindes e atendimento diferenciado. Na loja Hip Chick, a proprietária Fernanda Machado garante que é tempo de criar e de se reinventar. O momento é de união e de parcerias! O que tenho feito para encarar a crise é a cada dia cativar mais minhas clientes com um atendimento sincero, carinhoso e trazendo produtos de qualidade e com preços bons! Sempre estou í  procura de novidades, pois isto atrai sempre novas clientes! Mas acredito que o principal é manter um ambiente agradável, com uma energia boa, onde tuas clientes queiram sempre voltar!, disse Fernanda, que sempre fabrica artesanalmente mimos para as clientes.
No Café da Diva, que está sob nova direção há um mês, a proprietária, Fernanda Rosa, está apostando nas promoçíµes e na valorização dos produtos feitos por pessoas de Torres. Estamos diariamente com promoçíµes. Montamos combos para que as pessoas conheçam os produtos do café com preços acessí­veis. Assim conseguimos conquistar clientes, porque além do valor baixo, o atendimento diferenciado e os produtos exclusivos fazem com que voltem, destacou Fernanda.
A empresária chamou atenção ainda para a importância, principalmente nesse momento de crise, de valorizar os profissionais da cidade. O Café é quase uma cooperativa. Eles me ajudam e eu ajudo eles. Dei a oportunidade para profissionais daqui que estão começando e a parceria tem dado muito certo.   Os clientes tem gostado e nós mais ainda. Além disso, aceitamos encomendas de doces, salgados e tortas, completou Fernanda.

 FOTO: Mimos para as clientes, como vem fazendo a Hip Chick, é uma forma de fidelizar  

 


Para driblar os obstáculos e sair na frente diante da crise, confira algumas sugestíµes de especialistas

 

1. Defenda-se do desânimo dos outros – í‰ preciso lutar para não se contaminar pela melancolia geral – ou você acabará sem energia para criar;

 

2. Busque movimento – Válida mesmo em tempos de calmaria econí´mica, esta dica é especialmente pertinente durante a crise. Sua cabeça está começando a se repetir? Mude de posição ou saia do recinto em que você está;

 

3. Olhe para fora – Fazer  benchmarking  é importante, mas também é essencial observar as práticas de outros setores para se inspirar. A multidisciplinaridade é um ingrediente básico da inovação;

 

4. Faça parcerias – Você não precisa inventar todas as soluçíµes sozinho. A criatividade muitas vezes nasce do trabalho colaborativo, em rede.

 

5 “ Escute o cliente e descubra o que ele deseja – ouvir o público, enxergar uma necessidade de mercado e perceber que existe uma demanda que não era atendida e resolver.

 

6“ Crie novos serviços durante a crise – Esse perí­odo pode ser uma excelente oportunidade para inserir novos produtos no portfólio da sua empresa.

 

7 “ Crise é o momento para investir – Sim! í‰ isso mesmo: invista! Pode parecer loucura, mas qual empreendedor não tem um pouco (ou muito) de loucura? Ter medo é normal, mas não deixe que ele te paralise. Remar contra a maré não é burrice, pelo contrário. Esse é o momento de ganhar mercado enquanto todos estão se retraindo para sobreviver. Se você pisar no acelerador, quando a crise passar, você e sua empresa vão estar 10 ou 15 passos a frente da concorrência.

 

 

 

 


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