Mais uma vez, lobos marinhos visitando a orla torrense

29 de julho de 2016

Registro de lobo-marinho que apareceu na praia da Cal (FOTO: Fabiana Rodrigues)

 

Por Guile Rocha
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No último domingo (25) , apareceu junto ao canto da Praia da Cal, em Torres, um lobo marinho que chamou atenção e olhares curiosos das pessoas que passavam pelo local. A foto que ilustra esta matéria é registro da caxiense Fabiana Rodrigues. Também na praia dos Molhes outro lobo-marinho foi encontrado no final de semana.
Conforme foi informado pelo Tenente Gabriel, da PATRAM (Patrulha Ambiental da BM) de Torres, o piní­pede encontrado na Praia da Cal foi checado e parecia bem, sem nenhuma lesão sendo que teria   ficado cerca de dois dias por lá, entrando e saindo da água várias vezes, até retornar ao mar de vez. Até fita isolante foi colocada ao redor do animal, para sinalizar as pessoas que não deveriam se aproximar. Já o animal dos Molhes também foi checado e não tinha nenhuma lesão comprometedora, sendo que retorno para a água no mesmo dia que apareceu.

 

Sobre a presença na orla

O tenente Gabriel lembra que é bastante comum que animais como lobos e leíµes-marinhos aportem em nossa orla, que afinal é o habitat deles também. "Eles vêm em geral de águas mais geladas ao sul, as vezes param pela Ilha dos Lobos, aparecem principalmente no inverno. Eles vem para a praia geralmente buscando descanso após longas jornadas no mar. Na costa do Litoral Norte, as apariçíµes destes lobos e leíµes marinhos ocorrem cerca de 300 vezes ao ano. Alguns deles realmente estão doentes e feridos, mas são poucos. Quanto as lesíµes, são mais comuns em machos, muitas vezes decorrentes de disputas por fêmeas.   Este ano, encaminhamos entre 3 e 5 piní­pedes para o Ceclimar (Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos – onde são levados os animais que precisam de tratamento antes do retorno ao mar)".
Concluindo, o tenente Gabriel deixa algumas instruçíµes sobre o que fazer no caso de avistar um destes lobos e leíµes marinhos na costa. "Tratam-se de animais silvestres, por isso a recomendação é não se aproximar demais deles para não estressá-los. Não se sabe como eles irão reagir, além de haver possibilidade de transmissão de doenças (tanto de nossa parte como da deles). Também não se deve alimentar estes animais, pois nossa comida pode intoxicá-los".


Curiosidades sobre os piní­pedes

Os piní­pedes têm o corpo fusiforme e alongado. Eles são classificados dentro da ordem Carní­vora não apenas por seus hábitos alimentares, mas por descenderem de animais desta ordem, como ursos e lontras.
Assim como os Cetáceos (baleias) supostamente evoluí­ram de animais terrestres, o mesmo também supíµe-se que tenha ocorrido com os Piní­pedes (leíµes e lobos marinhos). A evolução, acredita-se, fez com que seus membros se adaptassem í  vida marinha, transformando suas patas em nadadeiras, e projetando um formato hidrodinâmico para seu corpo.
O maior membro do grupo é o elefante-marinho que pode atingir quatro metros e duas toneladas. A foca-das-galápagos é a menor, com 30 kg de peso e cerca de 1,2 m de comprimento. Exceto a nerpa, que habita no Lago Baikal (na Sibéria), todos os outros piní­pedes vivem junto dos oceanos, onde se alimentam de cefalópodes e peixes.

 


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