Vencedor do Prêmio Capes de Tese em 2015, torrense retorna í  Universidade de Harvard

30 de julho de 2016


Foto de Edroaldo no Instituto de Rochester, onde vinha trabalhando até pouco tempo atrás.  

 

Por Guile Rocha
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Aos 30 anos, formado em Ciências da Computação, mestre em Engenharia Elétrica e doutor em Engenharia de Materiais,   o torrense Edroaldo Lummertz da Rocha está regressando a prestigiada Universidade de Harvard (em Boston, EUA) para dar continuidade as suas pesquisas. Ele vinha atuando em atividades cientí­ficas como bolsista de pós-doutorado em Rochester (também nos Estados Unidos), trabalhando junto a um laboratório de tratamento contra o câncer. Em 2014 defendeu sua tese de doutorado – intitulada "Interaçíµes nanopartí­cula-células e biomaterial-células induzem mudanças globais em programas de expressão de genes – que no ano seguinte (2015) foi prestigiada com Prêmio Capes de Tese 2015, na área de Materiais.
Agora, Edroaldo foi convidado por representantes da Universidade de Harvard para voltar a trabalhar junto a sua área de pesquisa, que vêm utilizando-se da nanotecnologia em busca de soluçíµes para áreas da medicina – como o câncer e o Mal de Alzheimer. Apenas em 2016, Edroaldo teve 3 artigos publicados (sendo um de sua autoria exclusiva e outros dois como coautor) em renomadas revistas cientí­ficas norte-americanas: A ‘Nature Medicine’,   a ‘Nucleic Acids Research’ e a ‘Cell Reports’.


Pais orgulhosos
 

O jornal A FOLHA recebeu os pais deste torrense, figura já ilustre na comunidade cientí­fica. Maria Aparecida Lummertz e Eriovaldo Daitx da Rocha falam do orgulho de ter um filho que chegou tão longe estudando apenas em escolas públicas de Torres,  e contam a trajetória desde jovem que, muito cedo, começou a dedicar-se aos estudos acima de tudo. "Desde que começou na graduação em Ciência da Computação na UNESC (Universidade do Extremo Sul Catarinense), o Edroaldo já vinha se dedicando muito aos estudos. Em pouco tempo já foi encaminhado como aluno especial para a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), sempre contando com o apoio da sua orientadora (e professora da UNESC) Priscila Walesca Simíµes. Na UFSC realizou seu mestrado, onde começou a empreender sua pesquisa relacionada a nanotecnologia/ nano partí­culas. No doutorado foi complementar os estudos junto a universidade de Harvard, para a qual retorna agora.
Os pais de Edroaldo lembram que, ao finalizar os estudos do Doutorado, o cientista foi premiado com Prêmio Capes de Tese 2015. "No dia da entrega da premiação, em Brasí­lia, fui representar meu filho. Lá, ainda ganhamos uma surpresa da Capes. Isso porque a tese do Edroaldo foi considerada a melhor em engenharia de materiais no Brasil, ganhando o Grande Prêmio da Capes da área", diz Eriovaldo. Além de um prêmio em dinheiro (equivalente a R$15 mil), ele foi agraciado com o direito de cursar pós-doutorado, por 5 anos, junto a uma instituição de ensino de sua escolha no Brasil. Claro que acreditávamos na capacidade dele, sabí­amos da dedicação, mas foi uma satisfação e uma alegria".
Hoje, Edroaldo é casado com a educadora fí­sica Alessandra Silveira, sendo que tem uma filha de 06 meses, chamada Maria Rita, nascida lá em Rochester (EUA). "Só conhecemos nossa netinha por Skype. Esperamos conhecê-la pessoalmente em 2017, quando o pessoal pretende fazer a visita", relatam Maria Aparecida e Eriovaldo, que continuam. "Ele tem um contrato a cumprir por lá, sendo uma pessoa muito ocupada com o trabalho.  Por isso entendemos que ele não esteja por aqui, apesar de ser a vontade dele. A saudade é grande, mas estamos na torcida para que ele realize seus sonhos", finalizam.  
O percurso cientí­fico de  Edroaldo é permeado por duas caracterí­sticas: a interdisciplinaridade e o impacto dos resultados na vida das pessoas. Em dezembro de 2015, ele havia afirmado o seguinte: Meu interesse pela ciência surgiu da possibilidade de fazer algo importante e ajudar as pessoas de alguma forma. O interesse pela área de Materiais surgiu devido í  existência de uma classe especial de materiais, chamados nanomateriais, que poderiam ser utilizados para o desenvolvimento de novas terapias para uma variedade de doenças tais como câncer, doenças vasculares e neurodegenerativas. Não obstante, o entendimento de como nanomateriais interagem com células e tecidos biológicos é extremamente importante para o desenvolvimento de terapias seguras e efetivas, indica Edroaldo.

   


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