Vereadores de Torres que não concorrem í  reeleição explicam suas motivações

12 de setembro de 2016

Lú Fippian (e) e Jailton Miguel, o Nego (d) são os únicos entre os 13 legisladores torrenses que não concorrem a cargos polí­ticos em 2016

 

Por Guile Rocha
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Eleição mais curta, com menos dinheiro disponí­vel e sem o tradicional ‘blocão’ de propaganda polí­tica para os candidatos. Ao que tudo indica, as novas regras eleitorais criaram um bom cenário para os parlamentares que vão tentar a reeleição. E, talvez por isso, apenas dois dos atuais 13 vereadores em Torres não concorrem a reeleição em 2016: Jailton Miguel, o Nego (PRB) e Lú Fippian (PT). Além destes dois, também não concorre a uma vaga para a vereança Alessandro Bauer, este candidato para prefeito pelo PMDB.  
 

Lú: Motivaçíµes pessoais

Lú foi eleita vereadora nas últimas duas legislaturas pelo PT (tendo anteriormente sido suplente). Professora de formação, foi uma das principais lí­deres do governo Ní­lvia Pereira na Câmara desde 2012. Em 1996, também foi candidata a vice-prefeita. E na última sessão da Câmara dos Vereadores – que ocorreu segunda-feira (05) –   ela explicou   porque não irá concorrer: " Meu companheiro de 40 anos, meu marido, se foi recentemente. Não estou dando conta de cuidar de tudo que preciso fazer, não teria nem tempo para campanha. Oficializei a retirada da minha candidatura a vereadora. Gosto muito da atividade polí­tica, penso que um dos papeis mais importante do vereador é representar o povo. E por isso não saio da polí­tica, não vou deixar de fazer coisas pela minha comunidade. Só não sou candidata a vereadora".
 

NEGO: POSTURA REALISTA FRENTE A COLIGAí‡íƒO

Já Nego elegeu-se em 2012 pelo PC do B, tendo migrado para o PRB em 2015. Foi tanto favorável a oposição quanto a situação nestes quatro anos. Também se empenhou, principalmente quando estava no PC do B, na busca por verbas de emendas parlamentares (junto aos deputados federais) para serem aplicadas em Torres (ainda que muitas emendas parlamentares não tenham sido efetivadas em recursos, nestes últimos anos de crise polí­tico-econí´mica). Ao jornal A FOLHA, Nego disse porque não irá concorrer: "Estudei minha legenda e o coeficiente dos candidatos, e cheguei a conclusão que nossa coligação teria que se esforçar muito para eleger apenas um candidato, dificilmente conseguirí­amos votos eleger dois vereadores dentro da proporcional. Me senti na dúvida se chegaria lá, só entraria numa campanha se sentisse que teria real possibilidade para me reeleger. E como nossa legenda conta com nomes fortes para a vereança, decidi não concorrer", disse Nego, que concluiu dizendo achar necessário que se faça uma nova reforma polí­tica, onde conste que cada partido possa fazer sua própria legenda (ou seja, sem o atual sistema de votação de vereadores pela coligação).  


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