PRESIDENTE DA Cí‚MARA DE TORRES DECRETA FIM DAS DIíRIAS E IMPLANTA RELATí“RIO DE VIAGENS

18 de outubro de 2016


Vereador Davino Lopes (PT)

 

Por Fausto Júnior
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Como medida de contenção de despesas, por conta da crise financeira que assola as contas públicas da municipalidade de Torres, o presidente da Câmara de Vereadores, Davino Lopes (PT) decretou o fim do direito de retiradas de diárias para todos os vereadores e servidores da Câmara até o final de 2016 – consequentemente até o final desta legislatura. Em contrapartida, a presidência implantou o sistema de relatório de viagens. Nele, os viajantes devem, além de explicar os motivos de sua saí­da da cidade í  trabalho, comprovar as despesas uma a uma, com notas fiscais de hotéis, gasolina, refeiçíµes, dentre outras.
Não acho razoável manter o sistema sem mudanças após as novas eleiçíµes e a nova configuração da Câmara, afirmou o presidente da casa Davino Lopes para A FOLHA, na tarde de quinta-feira (13/10). Ele continua: Sem querer acusar ninguém, acho que como presidente devo preservar os cofres públicos de, por exemplo, pessoas irem participar de cursos fora da cidade em final de legislatura, continuou Davino, que não conseguiu a reeleição no pleito de 2 de outubro passado.

 VEREADOR ERNANDO ELIAS RECLAMA E DIZ QUE SERí PREJUDICADO
Lamento que o presidente da Câmara tenha decretado o fim das diárias justamente nesta hora, reclamou o vereador Ernando Elias (Rede), em seu pronunciamento na última sessão da Câmara, realizada na segunda-feira, dia 10/10. Fiquei todo o tempo sem viajar e iria, agora, í  Brasí­lia buscar emendas parlamentares para Torres e meu mandato, disse Elias, que conseguiu se reeleger para vereador no dia 2 passado.


DEVOLUí‡íƒO DE DINHEIRO PARA A PREFEITURA

í‰ sistêmica e tradicional a opção dos presidentes da Câmara de Vereadores de Torres, que devolvam dinheiro para a prefeitura nos finais dos mandatos. í‰ que a casa legislativa possui orçamento próprio e, geralmente (aqui em Torres) economiza recursos. Isso porque trabalha com gastos bastante ajustados e enxutos, além dos salários dos vereadores e assessores serem menores que a média de cidades do mesmo porte. Geralmente, sobra entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão a cada ano. E a prefeitura acaba sempre usufruindo bem da devolução, pois em geral está apertada de recursos para fechar o exercí­cio fiscal.    

 

 

 


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