MAIS SOBRE ANTIGOS SUBMARINOS EM TORRES

12 de outubro de 2016

Submarino nazista igual ao bombardeado no ano de 1942 próximo a Araranguá (SC)

 

Por Roni Dalpiaz
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Simpatizantes do nazismo realmente moraram no morro da Itapeva?

Bem, pelo pouco que se sabe, parece que sim. A casa localizada na Itapeva, que falei em uma coluna anterior, pelo menos mostra um esconderijo ou bunker como um santuário nazista. Talvez escondessem algum rádio para comunicação entre as embarcaçíµes próximas a nossa costa.

A passagem de submarinos pela costa torrense é fato. A casa com o porão escondido, também é real. O que pode ser questionado é o atracamento destes submarinos e a suposta base no morro da Itapeva.

Os submarinos como o U-513 tinham motores a diesel que acabava e tinha de ser reposto. Isto reforça a ideia de que uma base em um lugar despovoado, como Torres e mais precisamente no morro da Itapeva, seria ideal para reabastecimento do diesel e de mantimentos.

O que teria acontecido com as famí­lias que nutriam simpatia pelo nazismo e que talvez tenham acolhido soldados nazistas? Pouco se sabe sobre elas. O que se sabe é que seus descendentes continuaram por lá até acontecer a desapropriação e a criação do Parque de Itapeva.

A partir daí­, mesmo depois de desapropriadas, as casas continuaram sendo utilizadas pelos antigos moradores, que as usavam nos finais de semana e também no verão. Além disso, dizem que se beneficiavam da água e luz do parque.

Segundo o Estado, o imóvel foi desapropriado e o antigo proprietário indenizado. No entanto, após seu falecimento, um dos filhos passou a utilizar o imóvel como residência de veraneio, impedindo a implantação integral do Parque Estadual de Itapeva.

Sabe-se que esses Alemães tinham grande ascendência sobre os moradores do entorno do morro da Itapeva, pois muitos trabalhavam para eles. E esta subserviência foi conservada até depois da saí­da dos alemães, pois os antigos serviçais continuaram a servir e zelar pelas casas na ausência dos proprietários.

Logo após essa suposta saí­da, surgiram alguns trailers fixos (três ou mais) que supostamente pertenciam ou eram utilizados pelos descendentes dos alemães. Estes trailers permaneceram no parque por vários anos e dizem que seriam cuidados pelos antigos serviçais e seus descendentes.

Na cidade existiam, também, outros alemães como afirmou João Barcelos em uma coluna publicada em 2005. Ele escreveu sobre uma fábrica de bacalhau que pertencia a alemães, aqui em Torres.

No final da década de 1930, iní­cio da 2 ª guerra mundial, funcionava em Torres, a todo o vapor, um estabelecimento que fabricava bacalhau para exportar para a Alemanha, por sinal o dito estabelecimento era dirigido por pessoas de origem germânica. A atividade era tal que chegou a causar a falta de sal em toda a região, inclusive no hoje Arroio do Sal. Salinas apareceram em vários pontos de Torres, nos mesmos ares surgiram dirigí­veis, em seus mares muitos submergí­veis, sendo que um deles teria sido afundado pela FAB, no ano em que havia, com muitos aviíµes de procedência norte-americana, uma BASE Aérea nos arredores da cidade, no atual Parque do Balonismo, bem próximo de onde funcionava a tal de salga, ali na volta do Mampituba.

Sobre esses outros alemães: não pesquisei nada além das informaçíµes acima, quem sabe em outra coluna eu aborde melhor este tema.

 

Fontes: História oral, através de entrevista, site http://www.sema.rs.gov.br/   e blog de João Barcelos

 


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