LIBERDADE OU SUBMISSíO?

4 de fevereiro de 2010

 

Liberdade ou submissão

 

   

Em época de alianças polí­ticas no Brasil e no RS, nota-se cada vez mais a falta de ideologia dentro das agremiaçíµes. As aproximaçíµes são fisiológicas e os planos de trabalho ficam propositadamente em segundo plano, ou terceiro.  

Parece que dois vieses de ideologia deveriam nortear a base dos partidos. Um deles deveria defender a liberdade dos cidadãos em geral como matéria prima básica para a construção de uma vida digna. Com liberdade e dignidade, aí­ sim se começam as buscas de crescimento pessoal e profissional. Neste viés ideológico, as polí­ticas publicas deveriam ser todas voltadas para o ambiente, sem entrarem na vida í­ntima dos cidadãos, independente de sua classe social. Este modelo atualmente é exercitado, por exemplo, pelo governo Yeda Crusius aqui no RS, que prioriza investimentos no ambiente coletivo e acredita que os seres, aí­, terão mais oportunidade de crescimento sem terem que estar submetidos í s regras em troca de favores do Estado como um todo.

O segundo viés ideológico é aquele que acredita que o Estado deve estar incluí­do em praticamente todas as atividades do dia-a-dia dos cidadãos. Os defensores desta idéia de governar querem acelerar as coisas e acabam tendo que criar polí­ticas públicas que tragam obrigatoriamente mais e mais pessoas para junto dele, criando conseqí¼entemente uma submissão quase que obrigatória de camadas e camadas da população em uma troca de voto pela continuidade de programas invasivos, mas dinheiristas. Os defensores desta idéia acreditam que ser submisso não tira a dignidade humana, e por isso defendem seus ideais. O governo do PT no Brasil aplica claramente este método em suas polí­ticas publicas, e o resultado é um Estado que gasta muito na máquina pública e pouco em obras de infraestrutura.

 

     

Liberdade ou submissão II

 

   

Mas no Brasil não se vê os partidos defendendo estes ideais de forma aberta. Parece que não é eficiente para a conquista do eleitorado. O PMDB está unido com uma linha de trabalho lá em Brasí­lia e com outra aqui no RS. E internamente parece que não há fechamento de questão sobre este assunto. O PP, o PTB e outros vários partidos no Brasil praticamente assumem sua indefinição ideológica e também assumem que querem estar com quem ganha a eleição: esta é sua ideologia. E dois grandes pólos de ideais acabam no Brasil se dividindo entre PT no viés do Estado grande e presente em tudo e com o PSDB defendendo o contrário, um estado menor e com polí­ticas públicas mais voltadas para o coletivo, sem invasibilidades.

E os partidos que continuam fiéis í  seus ideais, mas são menores e possuem poucos recursos para puxarem sozinhos uma campanha como PDT, o PSB, o PSOL e o PV deveriam agora se definir. Definir se vão para o lado do Estado grande e intervencionista ou se vão para o viés do Estado menor, respeitador da liberdade individual e que prioriza polí­ticas públicas voltadas para o ambiente ao invés de voltadas para a vida í­ntima.

O PDT defende o Trabalhismo e é defensor incondicional da Empresa Pública, por exemplo. Trata-se de um partido mais voltado para lado do Estado Grande e interventor. O PSB não assume peremptoriamente o lado que quer ir, embora sempre tenha estado do lado do PT, mas poderia mudar o rumo. O Psol defende abertamente o regime de Cuba como ideal partidário. Portando é apoiador do Estado total. Já o PV parece que estaria mais encaminhado para o lado mais liberal do processo. Defender auto-sustentabilidade como é o bojo do pensamento do partido é defender polí­ticas públicas voltadas para o meio ambiente social, como forma de repetir as polí­ticas públicas e a legislação também voltadas para o meio- ambiente e não para os seres do meio ambiente, que devem ser livres e naturais para viver crescer e serem felizes com sua liberdade. O partido caberia, portanto,   mais nas propostas liberais, onde o Estado atua no coletivo sem nenhuma invasibilidade.

 

   

Ano decisivo

 

 

Vai passar pela Câmara neste ano nada menos que o Código Ambiental, o Código de Posturas e o Plano Diretor Urbano reformado. Isto quer dizer que o ano de 2010 será marcado na historia local como um recomeço do crescimento de Torres, crescimento baseado em novos paradigmas aprovados por lei para serem cumpridos.  

Se a população através dos vereadores aprovar novas regras que sejam eficazes e claras para o ambiente empreendedor local, nosso municí­pio pode experimentar um avanço de crescimento grande e saudável, mantendo o meio ambiente sem maiores danos e dando sinal verde para que se construa e se empreenda por aqui de forma simples e eficiente, sem burocracias. Mas se os planos aprovados forem rançosos, cheios de meandros com intuitos egoí­stas e, conseqí¼entemente, necessite de várias modificaçíµes ou adaptaçíµes após serem sacramentados como regras oficiais para serem cumpridas, a cidade corre o risco de mais uma vez ter por um lado restriçíµes exageradas para o ambiente produtivo e por outro lado um alto í­ndice de desobediência e as conseqí¼entes açíµes jurí­dicas feitas tanto por cidadãos quanto pelo Ministério Público.

O ano de 2010 vai mostrar claramente o ní­vel de preparo das autoridades e dos formadores de opinião da cidade para eu estejam prontos para serem agentes de um local progressista ou se preferem ser agentes de um local rançoso e cheio de brigas inócuas.

 

     

Tratamento de esgoto na Vila

 

 

 

O Estado do RS através da Estatal Corsan assinou autorização para que seja feito o detalhamento do projeto de implantação da coleta de esgoto na Vila São João. Além de dar mais qualidade de vida e saúde para aqueles quase 4 mil habitantes de Torres, além de deixar a cidade de Torres com praticamente 100% de esgoto captado e tratado, a questão acaba atacando de forma saudável uma das maiores mazela para o turismo de beira de praia local: a poluição do rio Mampituba que acaba chegando poluí­do em sua foz e assustando veranistas e turistas com as mediçíµes realizadas saudavelmente pela Fepam. Com o Igra Sul, Igra Norte e agora a Vila recebendo esgotamento sanitário como acontece aqui neste ano, mais de 10 mil pessoas que largavam seu esgoto de certa forma no rio agora não largarão mais, e o Mampituba poderá ser mais uma vez balneável e não prejudicar os banhistas de beira de mar.

 Agora o Ministério Público Federal poderia dar uma forcinha para nós e obrigar (como obrigou Torres no ano de 2000) a cidade do Passo de Torres, de São João do Sul e de Praia Grande a terem tratamento e captação de esgoto, para que não seja inócua a saudável atitude de Torres de praticamente não jogar mais nada de resí­duos no rio.          


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