Mais de R$ 700 milhões devem ser geridos pela Prefeitura de Torres nos próximos quatro anos

Representante do bairro São Francisco (e) e do Bairro Centenário (d) foram as poucas, mas profícuas intervenções durante a Audiência Pública sobre o Plano Plurianual de Torres

4 de setembro de 2017

 

“Parece que está tudo bem em Torres e que ninguém quer reclamar de nada”, afirmou o presidente da Comissão de Orçamento da Câmara Municipal de Torres, vereador Carlos Monteiro, o Tubarão (PMDB), ao abrir a Audiência Pública que deu espaço para a população de Torres se posicionasse sobre o Plano Plurianual (PPA). A audiência foi realizada na última segunda-feira, dia 28/8 no plenário da casa legislativa torrense, logo após a sessão ordinária que aconteceu no mesmo dia. É que o presidente da comissão, que convocou a Audiência Pública mudou o horário do encontro para as 18 horas – justamente para dar espaço que cidadãos participassem após a jornada de trabalho.Mas o número de pessoas não aumentou significativamente, por isso sua ironia na abertura do evento

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Bairro São Francisco se fez bem representado

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Mesmo com pouco público presente (como de costume) houve três participações previamente inscritas na Audiência Pública sobre o PPA (Plano Plurianual), que projeta o orçamento e seu escopo de divisão de verbas entre secretarias e entre gastos importantes regidos por lei federal, como gastos na Saúde, na Educação e na Folha de Pagamento de Funcionários para os próximos quatro anos.

Pedro Ramon, representando a Associação do Bairro São Francisco solicitou inteligentemente a inclusão de obras de melhorias na Praia da Cal e em seu bairro, obras estas que o líder comunitário priorizou para melhoria da qualidade de vida dos moradores de sua região. Ele formalizou 5 pedidos junto ao PPA para os próximos quatro anos: 1 – A revitalização do Calçadão da Praia da Cal, justificando que os da Prainha e da Praia Grande já receberam as melhorias e a Praia da Cal está, ainda, convivendo com o velho equipamento de beira mar. 2 – O recapeamento do asfalto da Rua Caxias do Sul, via principal que margeia os bairros da Zona Sul do centro de Torres, incluindo seu bairro. 3 – A construção de uma Rotatória no cruzamento entre a Rua Caxias do Sul e a Avenida Alfiero Zanardi, para dar mais segurança e fluxo no trânsito. 4 – A desapropriação de um terreno para a Construção de uma praça para o bairro. 5 – A construção de vários “quebra-molas” com locais pré-definidos dentro do Bairro São Francisco.

Luiz Carlos Roncani, representando o Bairro Centenário formalizou que fosse anexada ao PPA a pavimentação de algumas ruas do lugar, com o argumento que a região necessita ter mais caminhos de entrada e saída para outros bairros, o que atualmente é dificultoso, conforme o líder comunitário. Ele também pediu que houvesse no bairro um estudo para a implementação de captação de esgoto sanitário, pelo menos em alguns trechos mais baixos da região, já que no Centenário não existe nenhuma ação funcionando neste sentido.

O vereador Deomar Goulart (PDT) pediu, em nome dos vereadores da Câmara, para que a municipalidade preveja um fundo nestes quatro anos do PPA – para que a casa legislativa possa construir reformas no prédio da Câmara Municipal. Neste caso, para especificamente a construção de um novo plenário para a realização das sessões ordinárias da casa.

 

Mais de R$ 700 milhões em quatro anos

 

O Plano Plurianual é um documento formal que exige das municipalidades (poder executivo e legislativo) que projetem os VALORES que irão teoricamente ser arrecadados (através de impostos e repasses federais e estaduais regulares) pelo poder público dos municípios. Ainda prevê os valores – também teóricos – que serão colocados em áreas estratégicas nos orçamentos. Teóricos porque projetam receita para o futuro, futuro este que pode sofrer mudanças que podem também diminuir ou aumentar a arrecadação municipal, consequentemente mudando o gasto e exigindo mudanças nos orçamentos.

Pelo documento que está em fase de construção final, são em torno de R$ 700 milhões previstos para serem arrecadado e investido nos próximos quatro anos, 2018, 2019, 2020 e 2021.  Isto quer dizer que o governo atual vai gastar e arrecadar três anos do PPA e o próximo governo – que será eleito em 2020 – arrecadará e gastará o orçamento previsto do ano de 2021, assim como terá a obrigação de elaborar o seu PPA para os quatro anos seguintes.

Após a definição do Plano Plurianual, mais dois documentos devem ser elaborados até que o orçamento anual seja finalizado: a LDO (Lei das Diretrizes Orçamentárias), que dá espaço para que o governo coloque planos de mudanças fortes em orçamento, e que a Câmara emende também algumas diretrizes; e a LOA (Lei do Orçamento Anual) que será feita à luz do PPA e da LDO e que, também, pode receber emendas, agora financeiras e objetivas. Todas estas etapas devem ser cumpridas ainda neste semestre de 2017.

 

 

 

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Publicado em: Economia






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