MUITA COISA A FAZER, POUCA A COMEMORAR…

12 de fevereiro de 2010

         

                Estamos em fase estampada de iní­cio de embates para a campanha eleitoral que definirá novos governantes para os Estados federativos e para a presidência do Brasil. A mí­dia maior tem protagonizado bate bocas entre í­cones dos dois partidos que se enfrentarão com mais voracidade no pleito e as questíµes estão sendo discutidas sob o signo de realizaçíµes de ambas as partes. Mas o que se vê na realidade brasileira é o contrário. Os números que indicam a posição na nação em relação aos principais fatores são ainda pí­fios e alguns envergonham o brasileiro médio. Com uma carga tributária das mais altas do mundo, o trabalho realizado pelos gestores na nação nos últimos 15 anos são melhores dos que os anteriores, mas estão muito longe de serem temas para comemoração.

 

    O governo Fernando Henrique em seus oito anos no poder se caracterizou por implementar no Brasil um choque de gestão, transformado os valores que subsidiam as tomadas de decisão de tão somente polí­ticos, eleitoreiros e quase passionais para valores técnicos e baseados em números. Os avanços do governo foram mais voltados para a organização da economia do Brasil, que saiu de um patamar onde a inflação mensal de dois dí­gitos era cultural para um ambiente controlado, onde os cidadãos conseguiram voltar a saber o quanto ganhavam e o quanto gastavam, com inflação anual de um dí­gito,  iniciando uma nova era de moeda estável no Brasil que está em vigor ( e forte) até hoje, embora tenha tido pequenas recaí­das justamente no governo FHC, quando o real ficou custando quase 4 dólares em 1999 .No âmbito das principais funçíµes do Estado para com seu povo: Educação, Saúde, Segurança e Infraestrutura para o desenvolvimento o governo Fernando Henrique Cardoso pouco demonstrou.  

Já o governo Lula em seus quase oito anos de gestão que se completam no final de 2010 se caracterizou principalmente por ser um governo de coalizão entre as forças ideológicas do Brasil. Na economia teve a humildade de tocar adiante as polí­ticas públicas liberais e deixar que o ambiente crescesse sem intervençíµes do Estado, dando chance para que a estabilidade da moeda fosse realmente sacramentada da nação e que o ambiente empresarial tivesse mais chance de se desenvolver conforme a competência do trabalho das companhias, em uma saudável atitude de liberdade e responsabilização em paralelo. Foi firme ao não intervir no câmbio quando pressionado várias vezes por setores exortadores e manteve uma polí­tica de banco central conservadora, baixando gradualmente a taxa de juros que o governo paga pela rolagem de sua dí­vida e conseqí¼entemente baixando de forma gradual os juros cobrados pelo sistema bancário para os consumidores e alongando os prazos de financiamento pela estabilidade colocada no horizonte como paradigma geral. Mas na Educação, na Segurança, na Saúde e na infraestrutura para o crescimento pouco também se viu no governo Lula. O aumento grandioso do Estado e do número de ministérios aumentou os gastos públicos acima do crescimento do PIB não retornou com serviços para o povo. Os resultados no emprego e na estão mais ligados í  competente polí­tica de atuação do BC do que í s polí­ticas públicas em si. Nossa Educação está em ní­veis de paí­ses subdesenvolvidos; nossa Infraestrutura para o crescimento afunilada em morosidades de logí­stica e burocráticas; nossa saúde que quer ser universalizada para todos demonstra crescentes falta de serviços básicos para a população como leitos em hospitais, médicos, etc.; e a Segurança Pública na nação mais parece ambiente de guerra civil.

Portanto, as discussíµes sobre os planos de governo de ambas as partes muito tem a demonstrar referente a melhorias futuras e pouco tem a desmontar quanto a avanços formes de nação. Com a carga tributária de quase 40% do que o brasileiro produz e com o crescimento do PIB abaixo do crescimento vegetativo na necessidade de emprego e renda, nenhum paí­s pode comemorar muito. Não adianta sermos chamados para participarmos da cúpula mundial das açíµes sem antes termos um paí­s onde seu povo é no mí­nimo educado e vive em um ambiente saneado basicamente, coisa que o Brasil está longe de ser.

 


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