OPINIíO: o que fazer com o Ginásio da Lagoa?

19 de fevereiro de 2010

 

 

 

 

 

 

Politização de Igreja?

 

 

   A CNBB lançou a campanha da Fraternidade de 2010 atacando o consumismo, o que acho de alto grau de responsabilidade. Mas por outro lado a Igreja Católica apoiada por outras várias igrejas cristãs avança demais querendo sugerir artificialmente a derrocada de modelos baseados na livre iniciativa e, o mais sério, de certa forma demonizando modelos de forma generalizada.A igreja cumpre seu papel sugerido atitudes individuais e exemplos individuais. Mas sugerir trocas de modelos de forma artificial sugere que haja ataques ao próprio modelo da Igreja, o que não é saudável e pode virar tema de embates passionais sem necessidade.

Uma pessoa tem o direito de consumir o que quer e o quanto quer. Criticar exageros e ciladas mercadológicas é de extrema salubridade e vem de encontro a toda e qualquer mensagem de purificação de almas. Se não há consumo exagerado e desperdí­cios, não haverá polí­ticas consumistas: esta deveria ser a pauta. Mas criticar o  agronegócio em nome do desenvolvimento da agricultura familiar é bola fora… A campanha deve sugerir que os fiéis consumam mais produtos de procedência familiar e ecológica, isto sim; mas sem criticar os outros como se fossem diabos.

Na verdade, como as polí­ticas públicas saudáveis, a Igreja deveria em minha opinião militar apoios. Apoio ao pequeno agricultor familiar, sem criticar o agronegócio; ao consumo de produtos locais de preferência, sem criticas a globalização; apoio í  poupança, sem criticar os que especulam. Assim como polí­ticas públicas saudáveis deveriam também dar apoios sem restriçíµes invasivas. Apoiar a quem preserva a arquitetura histórica, sem criticar os que preferem o outro lado; apoiar quem produz e trabalha bastante como os microempresários, sem demonizar a empresa grande, que gera impostos para que possam ser feitas polí­ticas sociais; apoiar quem investe na geração de empregos com subsí­dios e legislação trabalhista mais amena, sem criticar as empresas estruturadas, pois elas também geram empregos importantes e estruturados, etc…

 

 

O que fazer com o Ginásio da Lagoa?

   

Mais uma vez entra em pauta a questão eminente do rumo dos restos do Ginásio da Lagoa, construí­do no governo Cafrune, que por vários motivos se deteriorou durante o governo Milanês e que é uma pedra no sapato dos vários anos do atual governo, que não conseguiu achar um norte para o futuro do ginásio, hoje servindo somente para abrigo de andarilhos.

Para mim ali teriam duas alternativas mais práticas. As duas, em minha opinião, seriam fonte de recursos para a construção de um novo prédio para abrigar a prefeitura de Torres como um todo, que seria conseqí¼entemente mais eficiente e mais barata.

A primeira alternativa seria vender a área para a iniciativa privada e com os recursos construir a nova e moderna sede da prefeitura, talvez no Parque do Balonismo. A outra seria uma parceria público – privada, onde a prefeitura entraria com o terreno e trocaria por área construí­da. O prédio poderia ser misto, abrigar lojas embaixo para alugueis e a parte de cima servir como sede da municipalidade. Neste caso, a prefeitura poderia, inclusive, trocar o terreno por um perí­odo de aluguel de, por exemplo, 25anos, liberando após para que o empreendedor alugue as instalaçíµes para outro, mas com opção de compra.

As outras alternativas são caras… Para somente demolir e fazer uma praça, seria um custo muito alto para se ter somente uma praça em um local nobre. E a outra, a de construir outro ginásio, dependeria com certeza de verbas federais, pois o orçamento atual da prefeitura não permite este dispêndio e a espera deverá ser grande até que se faça o projeto, encaminhe para os ministérios e receba sinal verde.

 

 

 

Plano Diretor

   

Estamos em ano da votação do novo Plano Diretor Urbano da cidade. Altura de prédios na orla, entrada e premissa para a construção de condomí­nios horizontais e uma área industrial com estrutura para tal devem estar na lista das mais requeridas questíµes a serem abordadas. Mas em minha opinião deveria ter um item definitivo em todo e qualquer Plano: a questão dos recuos laterais.

Somos uma cidade que sofre ação anual de vários e insistentes ventos. Não podemos, portanto, permitir que prédios sejam construí­dos ( ou reformados) grudados no vizinho, sob pena de formarmos verdadeiros corredores de vento, que podem até levantar crianças tal a força de seus encanamentos. Tem uma área na cidade que o Nordestão bate de frente em uma parede de três prédios grudado, o que acaba fazendo com que um mini tornado se forme, deixando para os transeuntes uma desagradável sensação, além de roubar arejamento de outros locais, tornando-os úmidos. Fora a questão do ecoamento das propagandas de carros de som, que devem adentrar apartamentos como se fossem caixas de som de danceterias tal é a concentração de decibéis em uma só área.

Parece-me que o melhor modelo de construção é o que os recuos sejam proporcionais í  altura dos prédios. Quanto mais alto, mas recuos laterais. Mas mesmo os baixos devem ter um mí­nimo de recuo, para não ocasionarmos mais este problema de paredes de concreto e irradiadoras de vento e som…          


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados