O que fazer com o ginásio fantasma?

19 de fevereiro de 2010

 

 

 

Por Guile Rocha

 

 

 

 

 

 

 

Em 2004, o Ginásio Alberto Teixeira da Rosa, localizado as margens da Lagoa do Violão, foi interditado pela Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec). A segurança estrutural do ginásio foi considerada demasiadamente prejudicada pelos estragos causados durante o famigerado Furacão Catarina, e com o laudo do Ministério Público veio a ordem de que deveria permanecer fechado até que estudos criteriosos fossem feitos no local.

   

 

Desde então, muito se comenta sobre o futuro do Ginásio Municipal. Recomendaçíµes do Ministério Público indicam que, caso os danos estruturais sejam irreversí­veis, a prefeitura deverá encaminhar a demolição do espaço. Informaçíµes administrativas indicam que o custo da reforma do ginásio seria ainda mais dispendioso que a própria construção de um novo prédio, portanto é possí­vel que a área seja utilizada para outra finalidade. Neste caso, já foi dito na Câmara de Vereadores, pelo vereador Tiago (PMDB), que no local seria instalado um novo prédio para a prefeitura de Torres, mais moderno e funcional, possibilidade que foi defendida na sessão desta semana também por Betão da Cal (PPS).  Uma audiência pública com a população para decidir o que será feito com o ginásio também foi sugerida pelo vereador Brocca (PP). Mas a realidade é que, em meio a tantas propostas, o prédio continua decompondo-se lentamente sobre o olhar complacente de um dos nossos mais belos pontos turí­sticos.

 

 

As paredes do Ginásio Alberto Teixeira da Rosa estão apodrecendo em decorrência da falta de manutenção adequada.   No entorno do local, encontram-se muito lixo. Fezes rodeadas de moscas, restos de comida, indí­cios claros de que as marquises do ginásio estão sendo utilizadas para o repouso de andarilhos sem teto. Nos dias de vento mais severo, calhas soltas no telhado esburacado ficam batendo com força em sua própria estrutura desnuda, produzindo fortes estrondos semelhantes a tiros. Por buracos nas paredes ou nas portas lacradas, é possí­vel observar que a parte interior do prédio ao menos possuí­ alguma utilidade, servindo como uma espécie de depósito para grandes arvores natalinas e material decorativo.  

 

 

 A população local espera pacientemente por uma solução para o problema do ginásio. O comerciante Márcio, que vive há mais de 20 anos na beira da Lagoa do Violão, afirma que considera um demérito para a cidade a presença de uma estrutura tão avariada. í‰ uma visão que assusta o turista, que quando vê o ginásio acha que nossa cidade está jogada as traças. Deveria ser construí­da alguma praça no local, algo que embelezasse Torres ao invés de depreciar. Já o estudante Fernando Raupp, 19 anos, diz que mal consegue se lembrar dos tempos em que o ginásio ainda estava em atividade. Lembro que joguei algumas partidas de futebol ai pelo colégio, mas já faz muito tempo. Realmente não entendo porque não reformam o prédio, é um grande descaso da prefeitura em minha opinião finalizou o jovem.            

 


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